Kim Kataguiri: Isto também tem precedentes, Relator. Há a tentativa que foi feita, inicialmente em debates, na Constituinte de 1988 e, depois, um julgamento de mandado de injunção, em que o Supremo teria reconhecido, apesar do vínculo evidente, a não subordinação e a não absorção por parte das carreiras dos procuradores da União em relação à Advocacia-Geral da União.
Kim Kataguiri: Vi, hoje mais cedo, também em notícia da Folha de S.Paulo, que há uma preocupação no sentido de que o próprio AGU poderia avocar para si decisões envolvendo o Banco Central.
Ainda trago um histórico recente sobre o uso da influência, o uso do poder político do Presidente da República em relação ao Advogado-Geral da União, para ele pressionar mudanças de decisões, mudanças de pareceres no Ministério de Minas de Energia.
Kim Kataguiri: Também haveria uma intervenção na autonomia do Banco Central, quando a gente sabe que, felizmente, hoje nós temos um Banco Central autônomo, com liberdade para atuar e com liberdade para fiscalizar.
Kim Kataguiri: Não à toa, num escândalo envolvendo as autoridades mais poderosas da República de esquerda, de direita, de centro, do Supremo Tribunal Federal , o Banco Central do Brasil ainda teve autonomia para promover a liquidação de um banco que envolvia dezenas de bilhões de reais em escândalos de corrupção e envolvia gente tão poderosa.
