Transcrição do vídeo
Sessão Deliberativa Extraordinária Semipresencial (AM nº 123/2020)
36 falas · 1 políticos · 7 de julho de 2026
Falas de Tabata Amaral. 36 falas transcritas, com tema e posicionamento nas que a análise classificou. Temas: Direitos das Mulheres, Violência contra a Mulher e Proteção às Mulheres.
Quem fala
Clique em qualquer fala ao lado para o vídeo saltar para o momento exato em que ela foi dita.
Transcrição
36 falasTranscrição completa do vídeo. As falas que a análise classificou trazem tema e posicionamento.
- A favor
Sobre: criminalizar o ódio contra as mulheres
O PSB orienta "sim". Parabenizo as Deputadas Jandira Feghali e Jack Rocha e toda a nossa Bancada Feminina.
- A favor
Sobre: criminalizar o ódio contra as mulheres
Muito me honra ser uma das coautoras desta proposta. Grande vitória! A orientação é "sim".
Priscila; Sara Mariano; Francisca Claudeni; Marisa; Larissa; Ivanilda; Karen.
Talvez, muitos de vocês nunca tenham ouvido esses nomes, mas todas elas eram filhas, algumas eram mães, pessoas muito queridas e amadas.
Tinha gente esperando que elas voltassem para casa, mas elas não voltaram.
Priscila voltava de um culto quando foi assassinada.
Sara Mariano era cantora e pastora. Foi assassinada pelo próprio marido.
Francisca Claudeni participava de um momento de oração, quando foi morta a facadas.
Marisa foi assassinada dentro de uma igreja. Larissa foi encontrada morta no altar.
Ivanilda perdeu a vida junto com o filho.
Karen foi assassinada dentro de casa. Sua filha, de apenas 1 ano, foi encontrada tentando mamar no peito da mãe, sem entender que ela já não estava ali.
Quando uma mulher é assassinada, não morre só ela; morre uma família inteira.
É um aniversário que nunca mais vai ser celebrado.
É um filho que vai crescer sem mãe; uma mãe que enterra a própria filha.
Essas mulheres não são estatísticas, são vidas interrompidas.
Existe um dado que eu descobri hoje, mas que me marcou profundamente.
- Neutro
Sobre: reduzir violência doméstica
Uma pesquisa nos mostrou que 43% das mulheres evangélicas já sofreram violência doméstica mas essa pesquisa não para por aí.
- Neutro
Sobre: reduzir violência doméstica
Ela mostra que, quando essas mulheres decidem pedir ajuda e muitas decidiram , muitas delas não procuram primeira delegacia, nem um advogado, nem o 180.
- Neutro
Sobre: reduzir violência doméstica
Cinquenta e três por cento procuraram a igreja primeiro, porque elas procuram alguém em que elas confiam, alguém que acolha, alguém que as escute, alguém que diga: "Você não está sozinha".
Isso fala, sim, da força da fé e das comunidades religiosas para milhões de brasileiras.
- A favor
Sobre: garantir acolhimento e proteção a mulheres que denunciam violência doméstica
Traz também uma pergunta para todos nós: por que essas mulheres não se sentem seguras para procurar o Estado?
- A favor
Sobre: garantir acolhimento e proteção a mulheres que denunciam violência doméstica
A culpa é nossa, a culpa é deste Congresso também, porque o Estado precisa garantir que cada mulher brasileira encontre, ao fazer uma denúncia, acolhimento e proteção, que ela saiba que não estará sozinha.
Eu falo aqui de mulheres evangélicas, de mulheres católicas, de famílias espíritas, de famílias que não professam religião alguma.
O agressor não pergunta em quem aquela mulher votou, ele não pergunta qual é a religião dela, ele não pergunta se essa mulher é progressista, se ela é conservadora ou se ela se considera feminista.
Ele apenas entende que ele tem o direito de tirar a vida dela.
De novo, ele não quer saber em quem ela votou, nem o que ela pensa.
- A favor
Sobre: criminalizar o ódio contra as mulheres
Eu espero que, ao olhar para o projeto da misoginia, a gente saiba disto: a gente está aqui para lutar por todas as mulheres nossas mães, nossas irmãs, nossas amigas, as esposas de muitos de vocês.
Infelizmente, religião, orientação ideológica, em quem elas votaram para Presidente da República não importa, porque isso não protege nenhuma delas.
Só que essas mulheres votaram em nós que estamos aqui hoje.
- A favor
Sobre: criminalizar o ódio contra as mulheres
E se nós continuarmos evitando, postergando, adiando a votação do projeto que criminaliza o ódio contra as mulheres é para essas mulheres que nós estamos virando nossas costas.
- A favor
Sobre: criminalizar o ódio contra as mulheres
Presidente, para finalizar. Daqui a 10 anos talvez muitos de nós não nos lembremos das votações, das posições, das batalhas, das brigas e discussões, mas eu tenho certeza de que cada vez que um de nós abrir o noticiário e vir que mais uma mulher foi estuprada, mais uma mulher foi violentada, mais uma mulher foi ameaçada, cada um vai se lembrar de como se posicionou no PL da Misoginia.
- A favor
Sobre: criminalizar o ódio contra as mulheres
Que a gente vote na semana que vem cumprindo o acordo que foi feito e que a gente deixe de adiar.
Eleição é importante, rede social é muito importante, mas a vida dessas mulheres é muito mais.
- A favor
Sobre: criminalizar o ódio contra as mulheres
E cada semana que a gente passa sem vergonha na cara, sem dar uma resposta a isso é mais uma mulher ameaçada, é mais um jovem radicalizado, é mais uma culpa que fica para a gente.
Volto a dizer: todos vamos nos lembrar de como nos posicionamos nesta questão.
- A favor
Sobre: criminalizar o ódio contra as mulheres
Eu espero que a gente tenha orgulho dessa posição. Obrigada, Presidente.
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