Transcrição do vídeo
BATE-PAPO COM LUCAS DI GRASSI | Criação de uma Equipe Brasileira de Fórmula 1
493 falas · 1 políticos · 3 de agosto de 2026 · 57 min
Falas de Renan Santos. 493 falas transcritas, com tema e posicionamento nas que a análise classificou. Temas: Política Comercial, Educação, Desenvolvimento Sustentável e Inovação, Desburocratização e Ambiente de Negócios.
Quem fala
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Transcrição
493 falasTranscrição completa do vídeo. As falas que a análise classificou trazem tema e posicionamento.
Desconhecido
Fala, grande Lucas, tudo bom?
Desconhecido
Como é que tá?
Desconhecido
Renan, prazer.
Desconhecido
Cara, queria muito saber dessa sua paixão pelo automobilismo e esse comentário que você fez, que deu um rebuliço aí na internet, dessa equipe de Fórmula 1 brasileira.
Desconhecido
Eu, obviamente, né, quando a gente tem mais ou menos a mesma idade, imagino que essa paixão veio do Ayrton Senna, pelo menos a minha veio do Ayrton Senna, e eu tive a sorte de poder seguir esse caminho até a Fórmula 1, em 2010, e depois... Criei Endurance, Fórmula E, enfim, fiz minha carreira no automobilismo.
Desconhecido
Mas queria saber um pouco de você aí, Kiki.
Desconhecido
De onde vem essa paixão e de onde vem essa ideia?
Olha, então, antes de eu chegar na equipe, né?
Vou falar sobre a paixão e vou falar até um... Vou dar uma filosofada aqui, acho que vale.
Eu acho que eu e você pertencemos a uma geração que eu chamo de geração Ayrton Senna no Brasil.
A gente viveu na infância, vamos dizer, a presença do Senna.
E ele morreu, eu tinha 10 anos, você provavelmente tinha... Então, quando o Senna morreu, a gente tava naquele período formativo em que os mitos, os heróis surgem pra gente assistir os desenhos na TV.
Então, o Ayrton Senna tinha uma referência heróica e um espelho de personalidade pra nossa geração.
Uma coisa muito poderosa pra gente.
Então, a morte do Senna foi um negócio que marcou muito, que foi assim, nossa, os heróis morrem também.
A gente não tá acostumado com isso.
Agora, assim, a gente vem de uma época, não sei se você concorda, que é o final dos anos 80. pro começo dos anos 90, em que o futebol definitivamente não passava por uma grande fase no Brasil, a seleção brasileira perdia tudo, ela perdeu em 86 a Copa, em 90 ela foi mal na Copa, e ao mesmo tempo que o Senna era um dos, talvez junto com o Michael Jordan, um dos três maiores esportistas do mundo à época.
Devia ser Maradona, Senna e Michael Jordan.
E era um cara que tinha um estilo, um jeito de ser meio místico, ele era muito diferente no... no jeito dele de ser.
Ao mesmo tempo em que a Fórmula 1, ela parecia ser habitada por, sei lá, cavaleiros medievais.
As personalidades eram muito diferentes.
Então, o Prost tinha uma personalidade muito específica, um professor, né, cheio de uma frieza técnica.
O Mansell, que era o coração de leão.
O Piquet, cheio dos truques artimanhas.
Os carros naquela época também eram muito coloridos, tinha aquela Lotus Camel, amarela, amarela, amarela.
Os carros eram aquela... cor saturada, chapada, os formatos eram diferentes.
Desconhecido
E carros diferentes também, né?
Muito!
Pô, aquela época, vamos falar, final dos anos 80, você tinha motor V8, V10, V12 disputando corrida.
Eu tava outro dia fazendo uma estatística da temporada de 90.
90 teve motor V8 ganhando duas corridas, motor V12 ganhou umas 5, motor V10 ganhou umas 7, foi umas coisas assim, sabe, a gente olha, era, sabe, ter técnicas completamente diferentes, formas de concepção de carro, depois veio o bico alto, o bico baixo, e tudo isso convivendo, era uma época muito atrativa e... Pra mim, eu fiquei tão apaixonado, eu gostava de forma, meu pai me botava pra assistir, eu me lembro aos 3 anos de idade, saber da existência da Lotus Amarela, que era uma coisa pra mim meio mágica.
E aí o Senna foi uma grande figura, e aí eu comprava aquelas revistas pole position, nem comprava, eu ganhava, que era a revista que distribuíam na frente do GP Brasil, e eu ficava decorando tudo dos carros, então eu sabia assim, o lubrificante da Jordan de 91, qual era o pneu que a Brabham usava.
E era bem nesse nível.
Então eu sempre amei Fórmula 1, amei.
E eu amava a Fórmula 1 muito por assim, pelos lances técnicos, pelos detalhes, pelas disputas de bastidor, pela briga, sabe, do Ron Dennis com o Frank Williams, pelo Adrian Newey.
Eu sempre fui vidrado nas nerds.
Desconhecido
Com certeza, ó, vou te falar, com certeza você sabia muito mais carro de corrida do que eu, do que eu naquela época, porque esse nível de detalhe eu não entrava, né?
Desconhecido
Eu tava começando no kart nessa época, em Itu, eu comecei minha carreira em Itu.
Desconhecido
Só para adicionar uma coisa a mais que você falou, dessa época mágica do final dos anos 80 e 90, a gente tinha o herói, que era o Ayrton Senna, mas a sociedade, o futebol estava apagado, mas a sociedade brasileira estava em alvoroço, estava um caos total na política, um período de transição forte ali, inflação a mil, era realmente um caos.
Desconhecido
e meio que eu acho que o brasileiro também usava o Ayrton Senna assim como um... um jeito de escapar daquela realidade e todo domingo torcer para alguma coisa que era maior, que representava o Brasil no mundo inteiro de uma forma que ninguém nunca tinha feito.
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