Transcrição do vídeo
Ninguém te conta o que acontece com MULHERES que enfrentam PODEROSOS no Congresso
42 falas · 1 políticos · 9 de outubro de 2025 · 3 min
Falas de Tabata Amaral. 42 falas transcritas, com tema e posicionamento nas que a análise classificou.
Quem fala
Clique em qualquer fala ao lado para o vídeo saltar para o momento exato em que ela foi dita.
Transcrição
42 falasTranscrição completa do vídeo. As falas que a análise classificou trazem tema e posicionamento.
Oi pessoal, aqui é a Tabata.
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Combinado?
Muito obrigada e bora para o vídeo.
Desconhecido
A senhora está aí, então, no seu sétimo ano no Congresso Nacional.
Desconhecido
De quando entrou até agora, está menos difícil ser mulher na política e no Congresso?
Desconhecido
Ou as coisas caminharam pouco nesse sentido ainda, passos lentos?
Com certeza.
Caminha a passos bem lentos.
E aí, falando da minha experiência específica, eu acho que tem duas coisas que acontecem.
Quanto mais eu incomodo, mais ataque eu recebo.
Então, quando eu denuncio a PEC da bandidagem, quando eu denuncio a entrada do PCC aqui no município de São Paulo, quando eu bato de frente com algum político que está fazendo uma coisa que não é boa, ou simplesmente quando eu tenho coragem de bancar o que eu acho que é certo.
Mesmo que aquilo não seja o pensamento da maioria.
O problema não é só que eu recebo crítica.
É que eu recebo ameaça.
Ameaça de morte, ameaça de estupro.
É que minha mãe, meu irmão começam a receber coisas.
A gente recebe carta em casa.
E aí, gente, isso extrapola qualquer limite.
Então, por um lado, quanto mais o trabalho avança, mais eu incomodo.
E mais ataque eu recebo.
Por outro lado, lá no Congresso, as pessoas foram tendo que aprender a me respeitar.
Eu sou baixinha.
Eu tenho a voz mais mansa, como dizem.
Eu tenho cara de menina, como dizem também.
Então, acho que quando me viam, falavam, e uma menina?
É só falar mais grosso que ela vai baixar a cabeça.
Mas eu sou virada.
E acho que isso vocês já sabem.
Então, eu também deixo claro que, com respeito... Eu sei qual é o meu lugar, eu sei qual é o seu lugar, eu sei qual é a minha luta e eu vou continuar.
Então aquela coisa que tinha no começo de eu ser atacada pelos colegas, de eu ser desrespeitada, de me interromperem, de fazerem piadinha comigo, isso parou.
Porque sabem que eu vou revidar e que eu não vou abaixar a cabeça para homem nenhum.
Então, por um lado, no Congresso, hoje, me respeitam mais?
mas, de forma geral, me atacam mais também.
E aí a gente, de vez em quando, tem algumas situações.
Na campanha Prefeitura em São Paulo, eu tive que ouvir de um presidente de partido, que foi o Waldermar da Costa Neto, presidente do PL, que eu não poderia ser candidata porque eu não era filha de político, porque eu não vinha de família importante.
E aí eu tive que parar a campanha para dizer, olha, ser filha de uma diarista e de um cobrador de ônibus é, na verdade, o que mais me legitima para estar na política.
Então, só para mostrar que... Você pode ter 6 anos de deputada federal nas costas, mais de 20 projetos aprovados, absorvente nas escolas, 4 milhões de jovens recebendo o pé de meia, que alguns homens ainda vão virar pra você em rede nacional e dizer a Tabata não tem o direito de ser candidata.
A luta é grande, mas a gente não vai desanimar não.
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