Transcrição do vídeo
Renan Santos critica STF, defende Estado enxuto e coordenação contra facções; sabatina completa
831 falas · 1 políticos · 8 de setembro de 2026 · 62 min
Falas de Renan Santos. 831 falas transcritas, com tema e posicionamento nas que a análise classificou. Temas: Poder Judiciário, Separação de Poderes, Uso indevido de recursos públicos / corrupção, Democracia e Representação.
Quem fala
Tocando agora · 36:08
Renan Santos: "Isto posto... A centralidade dele permite a universalização e a universalização acompanhada do uso da tecnologia vai permitir uma racionalização do uso do dinheiro que vai ser incrível."
Transcrição
831 falasTranscrição completa do vídeo. As falas que a análise classificou trazem tema e posicionamento.
Desconhecido
Eleições 2026.
Desconhecido
Chegamos à última sabatina da nossa série com os presidenciáveis para as eleições de 2026.
Desconhecido
Lembro a vocês que a ordem de participação dos candidatos foi definida por sorteio em comum acordo com as coordenações das campanhas.
Desconhecido
Todos têm e tiveram o mesmo tempo de participação, foram sabatinados pela mesma bancada.
Desconhecido
Roberto Nonato já está de volta para essa última, hein, meu amigo?
Desconhecido
Vamos nessa, sim.
Desconhecido
Vamos fechar.
Desconhecido
Boa.
Desconhecido
Cada candidato tem uma hora para apresentar suas propostas, responder as nossas perguntas.
Desconhecido
E hoje, para fechar essa sabatina, a gente recebe aqui o candidato do Missão, Renan Santos.
Desconhecido
Candidato, seja muito bem-vindo.
Desconhecido
Bom dia.
Bom dia.
Uma honra estar aqui com vocês.
Ótimo, precisamos fechar com chave de ouro.
Não podia escapar essa.
Mas o melhor sempre fica pro final, né?
Então, espero, enfim, presenteá-los aí com propostas e ser bem verdadeiro com vocês.
Desconhecido
Candidato, o nosso tempo começa a contar a partir de agora e a sua participação deveria ter acontecido na semana anterior.
Desconhecido
Mas houve um impedimento após aquela decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Desconhecido
A partir daquela movimentação no Supremo, eu pergunto, alguma coisa mudou?
Desconhecido
em termos de propostas, de valores da sua campanha, depois que o senhor teve parte da sua publicidade, da sua campanha suspensa por um ministro do Supremo Tribunal Federal?
- A favor
Sobre: enfrentar o Supremo Tribunal Federal
Eu acho que o que ficou claro para mim é que toda vez que eu era questionado em entrevistas sobre minha estratégia, tão logo assumisse o poder, de que eu não buscaria o confronto direto com a Suprema Corte, e sim aguardaria eles errarem, essa estratégia está... Eu acho que, infelizmente, o próximo presidente vai ter que entrar e vai ter que ir para o enfrentamento com o STF.
- Neutro
Sobre: manter composição atual do STF
Se o STF mantiver a composição atual com o Dias Toffoli e com o Alexandre de Moraes, significa que a crise foi mantida e jogada para o próximo mandato.
- Neutro
Sobre: manter composição atual do STF
Isso significa que a gente vai ter um país permanentemente quebrado e dividido.
- A favor
Sobre: retirar ministros do STF
Portanto, o próximo presidente vai ter que atuar em retirar do STF tanto o Alexandre quanto o Dias Toffoli.
Isso mudou na minha cabeça.
Agora, sobre a campanha... Assim, tirando o susto, tirando uma certa frustração que você fica em ver, uma canetada por vingança de um ministro para uma campanha, eu continuo igual.
Minha cabeça não mudou muito, não.
Desconhecido
Quando o senhor fala que o próximo presidente que assumir vai ter de partir por enfrentamento, caso essa pessoa seja o senhor, que tipo de enfrentamento o senhor tomaria e quais instituições o senhor utilizaria para esse enfrentamento?
Desconhecido
Só para a gente entender.
Duas coisas.
- A favor
Sobre: abrir processos de impeachment contra ministros do STF
O Senado tem que ser ativado, as bancadas do Senado.
- A favor
Sobre: abrir processos de impeachment contra ministros do STF
para que o impeachment de ministros do STF comece a andar já.
- Contra
Sobre: reconhecer autoridade do STF
Dois, eu não vou reconhecer decisões que vêm do Alexandre de Moraes e do Dias Toffoli.
- Contra
Sobre: reconhecer autoridade do STF
Esses dois são ministros ilegítimos.
- Contra
Sobre: reconhecer autoridade do STF
Eles estão ocupando uma posição ilegítima no STF.
- Contra
Sobre: reconhecer autoridade do STF
Eles não são ministros do STF, não os reconheço assim.
- Neutro
Sobre: apurar relações entre ministros do STF e bancos
Eles operaram em favor de um banco corrupto que comprou a República.
- Contra
Sobre: reconhecer autoridade do STF
Portanto, a gente não pode ficar reconhecendo o que não deve ser reconhecido.
Desconhecido
Ainda dentro dessa discussão, candidato, próximo presidente, o senhor caso eleito tem o direito a nomear ao longo do mandato pelo menos quatro ministros da Suprema Corte.
Desconhecido
O senhor chegou a trazer num pronunciamento ontem mesmo que não necessariamente usaria o nome de uma mulher como um instrumento para acenar ao público feminino.
Desconhecido
Qual seria então o critério de nomeação que o senhor estabeleceria para um ministro ou ministra da Suprema Corte?
Perfeito.
- A favor
Sobre: nomear ministros do STF com perfil legalista
Uma pessoa absolutamente legalista.
- A favor
Sobre: nomear ministros do STF contrários ao neoconstitucionalismo
e que repudia abertamente, seja na sua atuação, seja em papers ou artigos que tenha produzido, a ideia de neoconstitucionalismo.
- Neutro
Sobre: aplicar neoconstitucionalismo na jurisprudência
Para quem está assistindo, o neoconstitucionalismo é uma ideia própria de boa parte de ministros, como por exemplo o Barroso, que acham que a... O ministro de uma Suprema Corte tem que ser um gerador de novos entendimentos constitucionais, portanto ele gera novas leis na prática.
- Contra
Sobre: aplicar neoconstitucionalismo na jurisprudência
E isso é um problema.
- Neutro
Sobre: aplicar neoconstitucionalismo na jurisprudência
Várias Supremas Cortes, o mundo todo vem passando por isso.
- Contra
Sobre: aplicar neoconstitucionalismo na jurisprudência
E o grande problema nosso é, vamos dizer, a proeminência dos neoconstitucionalistas.
- A favor
Sobre: nomear ministros do STF com perfil legalista
Dois, pessoas legalistas que não defendem a nenhum tipo de inovação sobre aquilo que foi definido pelo Congresso Nacional.
- A favor
Sobre: nomear ministros do STF sem conflitos de interesse comerciais
Três... Ninguém que tenha negócios ou bancas de negócios ou que fez negócios exclusos com gente que anda comprando autoridades no Brasil.
- A favor
Sobre: nomear ministros do STF favoráveis ao enfrentamento ao crime organizado
Quatro, pessoas que sejam muito duras do ponto de vista do enfrentamento ao crime organizado.
- A favor
Sobre: promover uma reforma profunda no STF
Cinco, e esse é um ponto central, defendam uma reforma profunda no próprio STF.
E essa reforma tem que incluir.
- A favor
Sobre: promover uma reforma profunda no STF
Fim de escritório de advocacia ligados a parentes e amigos de ministros do STF, fim de decisões monocráticas e retirar do STF a prerrogativa de julgar casos que peguem senadores e deputados.
- A favor
Sobre: garantir separação efetiva entre os poderes
Ou seja, defender na prática que você tem uma separação de poderes real para que um poder possa fiscalizar o outro, porque de uma maneira como tal isso não acontece.
Desconhecido
Diante disso, de que maneira o senhor enxerga a necessidade da diversidade dentro da Suprema Corte?
Desconhecido
Quando a gente fala de homens, de mulheres, de pessoas negras, brancas?
- Contra
Sobre: priorizar diversidade nas nomeações ao STF
Eu simplesmente não enxergo.
- Contra
Sobre: priorizar diversidade nas nomeações ao STF
Eu acho que isso é uma besteira.
- Contra
Sobre: priorizar diversidade nas nomeações ao STF
Eu acho que isso é uma perda de tempo enorme.
- Contra
Sobre: priorizar diversidade nas nomeações ao STF
Eu acho que a gente está discutindo coisas sérias e eu acho que quando a gente fica falando, ah, não, não, eu vou resolver o STF, vou colocar agora uma mulher negra.
- Ambíguo
Sobre: priorizar diversidade nas nomeações ao STF
Depende, ela se enquadra nesse pacote que eu falei aqui?
- A favor
Sobre: priorizar diversidade nas nomeações ao STF
Se se enquadrar, pode ser uma opção.
- Contra
Sobre: priorizar diversidade nas nomeações ao STF
Agora, se não se enquadrar, por que eu vou chamar?
- Contra
Sobre: adotar políticas voltadas exclusivamente a grupos identitários
Eu acho que as pessoas se apegam, as pessoas são muito sentimentalistas e elas se apegam a coisas idiotas.
- Contra
Sobre: adotar políticas voltadas exclusivamente a grupos identitários
para buscar o voto, pegar as pessoas no coração e não pegar as pessoas pela razão.
- Contra
Sobre: adotar políticas voltadas exclusivamente a grupos identitários
O problema é que a gente está fazendo isso há décadas e as coisas não estão melhorando no Brasil.
Um exemplo que eu te dou é a política de cotas.
- Contra
Sobre: adotar políticas de cotas raciais
Criaram todo esse, não, as cotas vão resolver, as cotas são muito boas.
- Neutro
Sobre: avaliar impacto das políticas de cotas
O máximo que o Brasil teve em termos de igualdade racial na série histórica, ou seja, diferença de renda e salário entre pessoas de etnias diferentes do Brasil, foi em 2010.
- Neutro
Sobre: avaliar impacto das políticas de cotas
As cotas no Brasil começaram em 2011 e a desigualdade racial aumentou.
- Contra
Sobre: adotar políticas voltadas exclusivamente a grupos identitários
É por trás do discurso bonitinho, o que tem é um nada, um gigantesco nada.
E para o Brasil a gente tem que resolver tudo.
- Contra
Sobre: adotar políticas voltadas exclusivamente a grupos identitários
Então não adianta eu chamar o nada para resolver o tudo.
O discursinho bonitinho, ele não resolve problemas.
Ele só é um discursinho bonitinho.
Desconhecido
Deixa eu só apresentar também os nossos comentaristas que participam da bancada e estiveram em todas elas.
Desconhecido
Temos a Ellen Brown e o Roberto Mota.
Desconhecido
Eles vão estar conosco aqui também e participar dessa sabatina para a gente fechar com o Renan Santos.
Desconhecido
Daqui a pouco eles aparecem ali na tela.
Desconhecido
Candidato, eu queria voltar na questão do enfrentamento ao judiciário.
Desconhecido
Digamos que o senhor seja eleito, mas não tenha uma maioria absoluta no Senado ou na Câmara Federal.
Desconhecido
Como é que o senhor pretende convencê-los da necessidade desse enfrentamento ao judiciário, ou até mesmo de uma reforma, como o senhor diz?
- Neutro
Sobre: convencer lideranças do Congresso sobre necessidade de reforma institucional
Eu acho que, de start, eles já estão convencidos disso.
- Neutro
Sobre: convencer lideranças do Congresso sobre necessidade de reforma institucional
Todo mundo que opera dentro da Câmara dos Deputados e dentro do Senado sabe muito bem que a situação institucional cruzou limites e eles já estão em conflito.
O que a gente vê hoje é um conflito que envolve o STF.
e Câmara dos Deputados e Presidência de Partidos Políticos e o Senado na questão das emendas.
- Neutro
Sobre: apurar escândalos de corrupção envolvendo parlamentares
Há também o fato de todos estarem participando dos mesmos escândalos de corrupção, o que jogaria contra o que eu estou falando agora, porque se eles estão nos mesmos escândalos, um tentaria ajudar o outro.
Mas há uma dinâmica, alguns participaram do escândalo, outros não participaram.
- A favor
Sobre: obter maioria no Congresso para aprovar reformas institucionais
Cabe não só ao presidente da República, mas às lideranças políticas no Brasil saber separar blocos e aí você obter maioria para que você possa passar essas reformas.
É uma atuação estritamente política.
Desconhecido
Candidato, só rapidamente para a gente fechar o lance do Supremo Tribunal Federal, antes de passar para a nossa Ellen Brown e também para o Roberto Mota.
Desconhecido
O senhor mencionou que não pretende cumprir decisões de ministros como o ministro Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, mas o senhor também disse isso numa entrevista anterior à sua suspensão de campanha.
Desconhecido
e quando a decisão do ministro Dias Toffoli veio, o senhor acabou cumprindo.
Desconhecido
Não.
Desconhecido
Não?
Desconhecido
Por que não?
Porque não cumpri.
- Contra
Sobre: cumprir decisões judiciais que suspendem atividades de campanha
Porque ele mandava que eu não postasse mais as minhas redes sociais e eu continuei postando.
- Neutro
Sobre: plataformas aplicarem remoção de conteúdo por ordem judicial
Mas quem cumpriu foi a meta, foi o Google.
Desconhecido
Sim, mas por exemplo, o senhor não poderia participar de debates e nem de entrevistas.
Desconhecido
e o senhor não participou.
Desconhecido
Porque vocês mudaram a data.
Desconhecido
Mas é porque a regra estava definida de acordo com as decisões do Tribunal Superior Eleitoral.
Desconhecido
De certa forma...
Mas se vocês mantivessem, por exemplo, a sabatina aqui...
Desconhecido
O senhor viria, mesmo descumprindo essa decisão?
Desconhecido
Com certeza.
Ah, é?
- Contra
Sobre: cumprir decisões judiciais que suspendem atividades de campanha
Com certeza, mas com certeza.
- Neutro
Sobre: classificar decisões judiciais que suspendem campanhas como ilegais
E porque é uma decisão iminentemente ilegal e persecutória.
A gente não está vivendo num estado de normalidade.
E esse estado de normalidade, ele cruzou uma série de linhas.
E a gente pode falar assim, há um grau de excepcionalidade em algumas decisões que elas são polêmicas e que a gente pode debater e discutir.
- Neutro
Sobre: evitar que decisões excepcionais se tornem regra
A questão foi que o absurdo se tornou a regra.
Desconhecido
Mas é que quando houve a decisão, a gente recebeu uma nota da sua, do seu grupo de campanha, dizendo que o senhor não participaria enquanto não se definisse exatamente como seriam os ritos a partir da decisão do ministro Dias Toffoli.
Desconhecido
Então o senhor definiu uma coisa, a sua equipe de campanha definiu outra.
Desconhecido
Não sei.
Desconhecido
Mas como é que o senhor não sabe se é a sua equipe de campanha, candidato?
Não, mas assim, se minha equipe de campanha falou uma coisa, ela está comunicando o que está acontecendo, do outro lado eu estou buscando participar de todos os lugares.
Desconhecido
Então não foi apenas uma regra, apenas aqui da emissora, claro, seguindo o que foi definido pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A emissora, assim como inúmeros outros veículos, todos eles cancelaram.
Sim.
Todos eles que não sabem.
Agora, cabe da nossa parte comunicar o que está acontecendo para vocês, para que vocês possam tomar a decisão de vocês.
Exatamente.
Todo mundo fica em segurança.
- Contra
Sobre: cumprir decisões judiciais que suspendem atividades de campanha
Dito isso, eu participaria, como fiz outras coisas que não são em obediência.
Agora, uma coisa é eu comunicar a vocês, porque eu não quero que vocês sofram o dano.
Vocês não podem passar o dano.
O Flow Podcast também não pode passar o dano.
Agora, é obrigação nossa comunicar a vocês.
Eu não acho que vocês têm que incorrer no mesmo tipo de postura que eu.
Vocês são um veículo de imprensa, vocês têm a sua institucionalidade, eu tenho a minha institucionalidade.
Nós somos diferentes.
Desconhecido
Agora ficou explicado.
Desconhecido
Não, mas isso é o básico.
Desconhecido
Sim, o básico às vezes precisa ser dito.
Desconhecido
Vai lá, Ellen Brown.
Desconhecido
Tato, o senhor acabou de dizer que a sua representatividade não é uma questão importante.
Desconhecido
No entanto, se a gente olhar a pesquisa BTG Nexus, que saiu agora de manhã, acabou de sair, parece que o eleitorado... de certa forma, entende assim.
Desconhecido
Quando eu olho para os seus números ali, quem está na sua intenção de voto, 2% só é de mulheres.
Desconhecido
Você tem ali 2% no seu eleitorado de mulheres.
Desconhecido
E quando a gente olha para aquela simulação de segundo turno, em que você ficaria ali atrás de Lula, a gente tem quase 20% de diferença entre a preferência dos homens pelo senhor, ou seja, 20% a mais de homens preferindo o senhor do que as mulheres.
Desconhecido
O seu partido, o Missão, esse ano tem ali nos candidatos ao legislativo 71% de candidatos homens.
Desconhecido
Eu queria entender um pouco, e o seu programa quase não tem políticas para as mulheres.
Desconhecido
Então, se isso tem a ver com a constituição do seu partido natural ou se tem a ver com uma dificuldade mesmo de entender e representar o eleitorado feminino?
Desconhecido
O que você entende, por exemplo, que seria uma demanda desse eleitorado feminino?
Olha, a pesquisa Nexus, BTG, ela me dá 4%.
Portanto, eu ter 2% é metade.
Desconhecido
4% só para deixar claro.
Desconhecido
Entre esses 4% aí que você teria...
Então, eu tenho 98% de homens nisso aí.
Isso, exato.
Olha, essa pesquisa... Eu já não levo a sério essa pesquisa.
Agora, a pesquisa que eu apresento tem um resultado mais bizarro nesses temas.
Eu nunca vi uma pesquisa em que eu apresento 98% de homens.
Enfim, é uma pesquisa coletada pelo banco BTG, o que torna ela autoexplicável.
Eu não levo a sério, isso não acompanha nem o resultado de outras pesquisas.
Portanto, o que eu te respondo sobre isso é que eu não levo a sério o resultado dessa pesquisa.
- A favor
Sobre: implementar políticas públicas voltadas para mulheres
Todas as minhas propostas são voltadas para a mulher, no meu livro de... o livro amarelo.
- A favor
Sobre: implementar políticas públicas voltadas para mulheres
Não sei se você leu ele, mas elas são todas voltadas para a mulher.
Eu li as suas propostas.
Então, bom, alguma das propostas não são voltadas para a mulher ali?
Oi?
Desculpa.
Alguma das propostas não é voltada para a mulher?
Desconhecido
Eu não vi nada especificamente voltado para a mulher.
- Contra
Sobre: adotar políticas voltadas exclusivamente a grupos identitários
É que eu acho que nós temos que parar com essa pataquada, dizer assim, agora eu vou fazer uma proposta só para negro, uma proposta só para índio, uma proposta só para mulher.
- A favor
Sobre: implementar políticas públicas universais para todos os brasileiros
Eu estou fazendo propostas para brasileiros.
- A favor
Sobre: implementar políticas públicas universais que atendam mulheres
Quando eu estou falando, por exemplo, de renda... Quem cuida e administra a renda das casas no Brasil, nos domicílios, na maior parte dos casos, são mulheres.
- A favor
Sobre: implementar políticas públicas universais que aumentem a segurança
Então, eu estou falando da vida das mulheres.
Quando eu estou falando sobre segurança pública, eu estou falando da segurança das mulheres.
Quando eu estou falando de educação, hoje quem mais ingressa no ensino superior no Brasil são mulheres.
Portanto, eu estou falando de mulheres.
Eu acho que essa mania de achar que mulher é idiota, que esse é o problema, achar que mulher é uma completa idiota, ou que um negro é idiota, eu tenho que escrever um livro.
- Contra
Sobre: nomear ministros do STF por critérios de competência, não por representatividade
Isso aqui é para você que é negro.
Entendi, então o negro não faz parte da universalidade humana.
Ou a mulher não é um ser humano completo.
Eu tenho que saber, ó, aqui é só pra você.
Não, acho que tem que ser assim.
- Contra
Sobre: adotar políticas voltadas exclusivamente a grupos identitários
Nós temos problemas no Brasil que afligem a todos os brasileiros.
Na particularidade, você pode, de maneira particular no detalhe, atuar com uma política específica pra mulher ou eventualmente com uma política específica.
Mas é na particularidade.
Um livro de propostas, ele tem que trazer propostas pra todos.
E esse é o problema.
Eu acho que achar que eu vou construir campanha fazendo média é tratar um livro de propostas que tem que ser concreto e real como um livro de propaganda.
Eu não estou fazendo um livro de propaganda.
Eu não vou vir aqui e falar, olha, vou colocar quatro ministros do STF.
Ou que tal eu botar quatro ministros negros?
Eu tenho um problema, você citou, meu problema não é nem de gênero nas pesquisas, é de idade.
As pessoas mais velhas ainda não me conhecem.
Então que tal eu botar quatro ministros de 80 anos de idade no STF?
Eu não estou a fim de fazer isso.
A gente já está fazendo isso há muito tempo e não está dando certo.
Desconhecido
Sobre essa discussão, candidato, o Tribunal Superior Eleitoral apresentou um levantamento de que o eleitorado brasileiro está envelhecendo.
Desconhecido
Diminuiu o número de eleitores jovens e aumentou dos mais velhos.
Desconhecido
Isso também é uma carência dentro da campanha?
Desconhecido
Como atingir, já que hoje o seu público, a sua facilidade de circulação é muito maior entre os mais novos?
Eu acho que é um dado da realidade.
É um problema que vem afligindo todas as democracias, especialmente no Ocidente, porque as pessoas mais velhas votam de maneira, vamos dizer... É difícil elas mudarem de opinião.
Elas votam de maneira mais consistente nas posições que elas já tomaram antes.
Então, você tem um problema em que você não altera as políticas.
Tem na Europa toda um gravíssimo problema em que os mais velhos votam muito diferente dos mais novos, só que demograficamente eles estão muito mais relevantes.
Isso impede qualquer possibilidade de reforma e mudança.
Isso deixa essas democracias para trás em termos de inovação.
E é um problema geral.
Esse é o problema que a gente vai começar a passar por aqui também.
A gente já está vivendo isso.
O petismo e o bolsonarismo, eles são extremamente fortes entre os mais velhos.
E como os mais velhos não mudam de opinião, eles ficam aceitando essas categorias como, vamos dizer, dados da realidade, as coisas dificilmente se alteram.
- A favor
Sobre: mobilizar jovens para promover mudança política
Então a gente tem que quebrar, a gente tem que começar entre os mais jovens e aos poucos fazer os mais jovens convencerem as pessoas mais velhas.
- A favor
Sobre: mobilizar jovens para promover mudança política
É difícil, mas é necessário.
E é um problema.
Eu rodei muito, por exemplo, o interior do Nordeste.
Uma mulher... mais de 60 anos, que está no Bolsa Família, ela nem quer te ouvir.
Você fala, olha, dá para mudar, seu filho pode ter um filho.
Ela, é 13.
Não, não, mas é 13.
Mas, moça, eu queria... É 13, meu amigo.
Ela não quer nem te ouvir.
Ela fala 13 e quer que você vá embora.
Entendeu?
Esse eleitor, ele não está aberto à mudança.
Para esse eleitor, a gente continua vivendo na porcaria que a gente está.
Mesma coisa, por exemplo, sei lá, um senhor de idade de Santa Catarina, que é Bolsonaro.
É Bolsonaro.
O problema é que os mais novos vão pagar o preço do erro dos mais velhos.
Desconhecido
Roberto Mota, vai lá.
Desconhecido
Bom dia, Renan.
Desconhecido
Como você vê a hegemonia da esquerda na cultura, na mídia, no ensino, na máquina do Estado e cada vez mais no judiciário?
Desconhecido
O pensamento de direita ou o pensamento que não é de esquerda tem futuro no Brasil?
Eu acho que isso acontece em todos os lugares, todas as democracias no ocidente são assim.
Eu não conheço nenhuma em que o establishment cultural não seja à esquerda.
Em todos os lugares, da América Latina, os Estados Unidos da América, na Europa, isso se dá por várias razões.
A direita, vou começar a fazer uma crítica à direita, a direita sempre teve um perfil mais anti-intelectual, não era assim até o final do século XIX, mas isso continua depois.
O marxismo se tornou uma espécie de ópio, é o ópio dos intelectuais.
Então você ficou criando dentro das academias derivantes e derivadas do próprio marxismo e aí você formou correntes de pensamento que entraram para todos os outros campos de pesquisa, do direito à psicologia, à antropologia, à sociologia, ao marketing, à comunicação.
E isso se amarrou de tal forma, vamos dizer, carreiras e determinadas cadeiras dentro da magistratura.
para falar do judiciário, e dentro do ensino, dentro das cátedras, que você fez uma simbiose, você não consegue escapar disso dentro das universidades, a ponto de qualquer alteração.
hoje, politicamente dentro dessas universidades, ou mesmo dentro do judiciário, demorar anos, você fazer qualquer coisa demora anos.
- A favor
Sobre: fortalecer a produção intelectual e cultural da direita
O que eu acho que o campo da direita tem que fazer... estudar mais e produzir mais conteúdo.
O que nós estamos fazendo?
De maneira muito humilde.
- Neutro
Sobre: produzir revista e conteúdo impresso de política e cultura
Eu fundei hoje o que é a segunda maior revista de política e cultura do Brasil, que é a revista Valete.
Fica só atrás da revista Piauí.
Produzindo conteúdo impresso, só impresso, sem ser digital, para a gente começar a ganhar densidade.
Essa densidade tem que se transformar em ideias.
- A favor
Sobre: criar uma faculdade na área de ciências humanas
Mais tarde eu quero montar uma faculdade na área de ciências humanas.
A gente tem que começar a produzir esse conhecimento.
- A favor
Sobre: criar uma editora e publicar livros para formar consciência
ter uma editora, a gente já estava com uma editora de livro, vender livro e começar a formar consciência.
Por quê?
Porque do outro lado a esquerda também é best-seller, as pessoas leem mais coisas de esquerda.
E aí eles acabam formando imaginário.
Desconhecido
Isso aí é para chegar num equilíbrio ou numa hegemonia de um dos lados?
Eu acho que assim, ninguém cria ideias para chegar num equilíbrio.
Você quer implementar suas ideias.
E acho que é natural.
Você fala assim, eu quero criar ideias aqui para que elas percam.
Às vezes, não, eu quero que minhas ideias, se elas forem boas, elas vençam.
Então, a esquerda foi muito habilidosa nisso.
por praticamente um século, vamos colocar aqui.
É praticamente um século de um trabalho acadêmico muito grande.
Porque isso é complicado, porque a mescla que isso teve, até com elementos estéticos de movimentos de vanguarda, se deu por muito tempo.
Eu acho que é um cansaço.
A esquerda não produz mais cultura e inteligência como ela produzia anteriormente.
Eles não têm mais um grande horizonte a oferecer.
Não há nada de esquerda novo acontecendo no mundo hoje.
interessante.
- A favor
Sobre: fortalecer a capacidade intelectual e administrativa da direita
Agora, a direita tem que ter uma alternativa.
- A favor
Sobre: desenvolver propostas administrativas originais para a direita
Eu acho que há um problema na direita no mundo, que ela consegue ter vitória eleitoral, mas ela não consegue produzir uma ideia original para administrar.
O governo Trump, que vai ser no fiasco, é uma prova disso.
Como ele era só um movimento populista, ele chegou no poder e não entregou nada.
Então, eu acho que a gente tem que construir uma direita muito inteligente, uma direita capaz de propor e imaginar um Brasil diferente, uma relação do Brasil com o mundo, mas que não seja... vamos dizer, frágil a ponto de não durar também eleitoralmente.
Não pode ser o contrário do Trump.
Tem que ser as duas coisas ao mesmo tempo, eleitoralmente forte e intelectualmente forte.
Desconhecido
Candidato, falando um pouquinho sobre, entre aspas, o apontamento sobre autoritarismo ali no Supremo Tribunal Federal, parte do eleitor de direita, principalmente aquele mais ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, tem a percepção de que o senhor teria apoiado algum tipo de perseguição a autoridades bolsonaristas, Felipe Martins, o próprio Flávio Bolsonaro.
Desconhecido
Eu gostaria de entender do senhor se isso realmente aconteceu, e aí eu ouvi do seu ponto de vista, e se o senhor tem a intenção de conquistar o voto de parte desse eleitorado da direita mais conectada com o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se isso seria possível.
Vou começar pelo final.
Eu acho que existe um bolsonarista que pula da ponte com o Bolsonaro.
Eu acho que esse aí votaria em mim no segundo turno, contra o PT.
No primeiro turno, ele vai pular da ponte com o Bolsonaro.
E o Bolsonaro está lá falando, por favor, pule da ponte antes de mim, claro.
Que é o que ele faz com esse eleitor, né?
Manda pra frente de quartel e tal, humilha essas pessoas.
Agora, há o antipetista, que hoje faz um voto útil no Flávio.
Eu acho que esse aí nós precisamos buscar e convencê-lo.
da necessidade de uma direita, diferente de um enfrentamento de direita, diferente ao petismo.
- Neutro
Sobre: investigar e punir uso de perfis falsos e ataques coordenados online
Sobre perseguições, veja, o Felipe G. Martins, se tem alguém que tentou, de fato, destruir o governo do Jair Bolsonaro, foi o Felipe G. Martins.
Ele botou eles em todas as confusões erradas, a todo tempo, a todo custo.
Ele se esforçou muito.
Ele foi a pessoa que importou aquele modus operandi de perfis falsos, atacando pessoas, atacando famílias de autoridades, logo no começo do governo Bolsonaro, em 2019.
Sei isso porque a turma dele fez isso com a minha família.
Ele fez isso.
Ele fica reclamando de perseguição.
Ele tinha uma turma de perfis falsos que fazia threads, expondo dados públicos de pessoas, adversários políticos.
Uma dessas threads no Twitter, fez aquele fio, né?
Só para o pessoal entender.
Era atacando a minha família.
E aí isso foi usado por um promotor amigo deles, da turma dele.
Esse promotor montou uma operação que prendeu pessoas que eram absolutamente inocentes, tornou público dados pessoais meus, da minha família, e que em última instância tentou me prender.
É que eu ganhei na justiça.
E o que ele fez?
Houve essa operação, no mesmo dia o Felipe Martins estava comemorando na internet a prisão arbitrária e ilegal de pessoas que foram logo soltas e a perseguição contra nós.
Ou seja, esse sujeito é uma pessoa que se tivesse conseguido levar à frente um golpe de Estado, que é um sonho molhado desse sujeito, estava todo mundo aqui preso.
Eu estava preso, então eu não tenho pena de uma pessoa que é perversa e é má, que faz ataques de toda sorte.
Outra coisa que o eleitor precisa saber, o público precisa saber.
O Alexandre de Moraes, que é um doido, ele começou a cruzada dele quando esses mesmos perfis falsos dessa mesma turma dele foram lá e atacaram a filha do Alexandre de Moraes, insinuando crimes sexuais contra ela.
Aí você pega, junta a fome com a vontade de comer.
O Alexandre de Moraes, com o estilo autoritário dele, uma ameaça à filha dele, aí ele transformou aquele inquérito que estava à época com o Dias Toffoli numa cruzada pessoal.
Então, essas pessoas foram muito irresponsáveis, para dizer o mínimo, por muito tempo.
E essas pessoas tinham um pendor autoritário.
E essas pessoas fizeram muita besteira durante os anos do governo Bolsonaro.
Veja só o que essas pessoas fizeram na pandemia.
Quantas pessoas não... Eu tenho um parente que ficou tomando cloroquina e pegou Covid e morreu.
Isso é assustador.
As pessoas às vezes não realizam aquele período.
Nós vivemos um surto coletivo naquele período.
Um surto coletivo com pessoas que ficavam organizando manifestações.
Houve 7 de setembro.
agora.
Eles vão se esquecer que no 7 de setembro de 2022... O Brasil completava 200 anos.
Houve uma manifestação pedindo, ah, eu autorizo, a minha caneta é poderosa, e o Bolsonaro gritando que ele era imbrochável.
O Brasil faz 200 anos e o presidente falou que ele era imbrochável.
E essa turma toda, ai, que lindo.
Na dona anterior, em 2021, eles claramente estavam pleiteando o que o Bolsonaro fizesse tudo à revelia e assumisse plenos poderes sobre o TSE, com aquele discurso sobre o... Eram tempos muito malucos.
Esse pessoal tem que fazer uma revisão histórica.
Não eu.
- A favor
Sobre: oppor-se a abusos de poder cometidos por autoridades do executivo e do judiciário
Eu tenho que me opor a eles e eu ao STF.
Porque ambos estão errados.
Ambos estão errados.
Eu quero viver num país que seja uma república normal.
Em que as pessoas são normais.
Que elas respeitem a lei.
Seja no judiciário, seja quem está no poder executivo.
Se alguém no executivo, seja o Lula, seja um Bolsonaro, ou no judiciário seja o Alexandre de Moraes, cruza a linha, eu tenho que me opor.
É que as pessoas querem ser escolhelado.
Tipo assim, ó, eu não gosto do Alexandre de Moraes, eu acho que ele está fazendo errado, então eu tenho que apoiar o Flávio.
Não, eu não preciso fazer isso.
Eu posso falar que o Flávio está recebendo dinheiro do Volcário e que o Alexandre de Moraes também está.
E que ambos estão errados.
E que a turma do Jair Bolsonaro no governo anterior defendeu um monte de maluquice.
E que isso é errado.
E tanto que quem terminou preso?
Um monte de senhores, senhores e senhores que acreditaram naquelas maluquices e acreditaram e terminaram na cadeia.
Desconhecido
Candidato, no cenário internacional.
Desconhecido
o senhor já falou um pouco aqui sobre Donald Trump, mas também tem a questão da defesa de que o Brasil tenha uma bomba atômica.
Desconhecido
Qual seria a necessidade da instalação de um programa nuclear desse nível, nesse cenário geopolítico em que o Brasil se posiciona, até de maneira pequena na briga com os grandes?
Desconhecido
E também de que maneira você enxerga a importância do petróleo nessa discussão, tendo em vista que nós temos a Petrobras dentro do governo federal?
- A favor
Sobre: desenvolver capacidade de dissuasão nuclear
A discussão sobre armas nucleares no Brasil, e se você quiser falar de maneira um pouco mais ampla, de capacidade de dissuasão, é uma decisão fundamental para o século XXI.
O pacto, eu considero que o pacto global pós-45, ou seja, pós-segunda guerra mundial, ele está se rompendo.
A ordem internacional liberal, a defesa do direito internacional, ela vem ficando cada vez mais frágil no mundo que se encaminha para uma nova guerra fria entre China e Estados Unidos.
E aí você está vendo agora os Estados Unidos projetando o poder na América Latina, na América, no continente americano como um todo, no governo Trump, como a gente já não vê há coisa de 50 anos.
Ou seja, ele está falando em... em obter controle sobre Groenlândia, em obter controle total sobre o canal do Panamá.
Ele invadiu a Venezuela, ele vai invadir Cuba, ele atuou politicamente para que a China não atuasse na região da Patagônia, junto ao Milê.
E ele está falando aqui no Brasil o tempo todo, falando em enviar emissários para as eleições.
Eles estão projetando o poder aqui.
Eles estão projetando o poder aqui porque eles têm interesse na América Latina, e isso faz parte da doutrina moral, como uma reserva estratégica.
Aqui é uma reserva de recursos estratégicos.
Uma reserva logística para os norte-americanos.
E eles nos veem dessa maneira.
Na Segunda Guerra Mundial, quando o Getúlio Vargas ficou lá entre o eixo e os aliados, os Estados Unidos lembrou muito bem, ó, eu vou te dar uma usina aí, agora eu vou usar o porto.
E o Brasil não tinha muito o que fazer.
O Brasil ia ter que permitir que o Natal fosse usada ali pelos aliados.
Por mais que o Getúlio Vargas ficasse flertando com os dois lados.
porque eles são a força política hegemônica do nosso continente, infelizmente.
E eu acho que nós não podemos permitir que nas próximas décadas a gente fique numa posição assim de fragilidade.
Não é que eu no meu primeiro ano de mandato vou sair construindo bomba atômica, isso não dá.
Nós não temos poder hoje pra nada.
- A favor
Sobre: sair do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (NPT)
Agora, nós temos que passar por um ganho de soberania, ganhos que vão na área econômica, infraestrutura, tecnologia e capacidade militar, para que a gente possa se colocar internacionalmente de modo a... ter condições de falar, olha, vou sair do tratado internacional.
Desconhecido
Então a gente sairia de imediato, porque isso seria possível, né?
Não de imediato, mas nós sairíamos ou desrespeitaríamos, e o mundo iria aceitar, porque esse mundo aceita a força.
O mundo, só para o pessoal entender, o mundo só respeita a força.
O mundo respeita a força.
Os tratados internacionais são violados recorrentemente.
A Rússia violou quando atacou a Ucrânia, há ataques recorrentes entre nações vizinhas, e se você é uma nação poderosa, você não liga para o tratado internacional, você tampouco é sancionado.
Desconhecido
A gente está falando aqui do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.
Desconhecido
Agora, candidato, para isso a gente também precisaria fazer alguma emenda à Constituição, que diz que a gente só tem armas nucleares ou produtos nucleares para fins pacíficos.
Desconhecido
Teria que fazer uma emenda?
- A favor
Sobre: promover uma reforma profunda ou nova Constituição brasileira
Olha, assim, nós temos que alterar a nossa Constituição, sim.
Na verdade, como eu acho que esse tema é um tema que não vai ser tratado num primeiro mandato meu, nem de qualquer presidente queira fazer isso, a gente está falando de um horizonte para além de oito anos.
A gente tem que tratar, na verdade, mais do que uma PEC para qualquer coisa, é tratar de uma nova Constituição ou de uma reforma profunda na Constituição.
Essa Constituição é um impeditivo a qualquer tipo de crescimento econômico brasileiro ou ganhos na área de soberania.
É uma Constituição fragilizadora.
Ela é tão desesperada em falar que você vai botar no papel direitos.
Ah, eu tenho direitos lá na Constituição.
que você não conquista nada material.
Ou seja, a gente só aumenta custeio, a gente tem despesas nossas vinculadas, o que é uma maluquice a Constituição vincular despesas, e ao mesmo tempo você não consegue, sei lá, enfrentar o crime internamente.
Então a gente vê nossa vida piorando, direitos humanos não sendo respeitados, mas no papel está tudo lá escrito como se fosse uma carta do Papai Noel.
Desconhecido
Que tipo de relação que a gente teria com esses dois atores que o senhor disse que parecem compor uma nova Guerra Fria, China e Estados Unidos, do jeito que estamos hoje?
Hoje a situação é extremamente difícil porque você depende comercialmente da China e os Estados Unidos como potência no nosso continente.
é inevitável.
Então você vai ter que fazer um jogo, você vai ter que dançar conforme a música enquanto se reforma institucionalmente.
- A favor
Sobre: desenvolver indústria de alta tecnologia com base na exploração de terras raras
A gente tem que ter, e aí do ponto de vista da soberania, a gente tem que ter um ganho de complexidade na nossa atividade econômica para ter um complexo industrial aqui.
A gente tem que utilizar as terras raras como um instrumento que reposicione a gente.
Então, eu acho que para o bloco ocidental, para o bloco norte-americano, as terras raras podem ter um potencial enorme de integrar eles em cadeias brasileiras, a cadeias norte-americanas, para a criação de uma indústria que seja de alta tecnologia, fazer joint ventures entre empresas dos dois países, acordos de longo prazo.
Agora, se os Estados Unidos não estiverem dispostos a fazer isso, você tem a União Europeia disposta, você tem o Japão, você tem a própria China que quer criar uma espécie de OPEP.
das terras áreas, eu acho que o Brasil tem que fazer apenas aquilo que é essencialmente vantajoso para nós, e não ser dogmático sobre blocos.
Até porque o dito ocidente, o Brasil, ele falhou ao longo das últimas décadas em ver o Brasil como uma... força a trazer para si, muito pelo contrário.
Houve investimento, e o que a gente soube pelo governo agora do Trump e da USA, de investimento de ONGs americanas em promover guerra interna.
Boa parte dessas ONGs que defendem que bandido tem que ficar solto no Brasil foi financiado com dinheiro americano.
Boa parte da impossibilidade de investimento em infraestrutura que nós temos no Brasil, ou, por exemplo, exploração do nosso petróleo na margem equatorial, foi tocado por ONG europeia.
Então, ONGs desses países que são nossos pós-parceiros sabotaram a institucionalidade e o crescimento do Brasil nos últimos anos.
- A favor
Sobre: rever a relação internacional do Brasil com países ocidentais
Eu acho que o Ocidente tem que rever a forma como trata o Brasil, porque o Brasil com certeza vai rever esse tipo de tratamento.
Desconhecido
Rapidinho, candidato, porque acho que a questão do petróleo acabou ficando uma pergunta um pouco solta.
Desconhecido
De que maneira que o senhor enxerga hoje a Petrobras?
Desconhecido
Ela seria privatizada numa gestão?
Desconhecido
Tem uma opinião clara já sobre isso?
Tenho.
- Contra
Sobre: privatizar a Petrobras
Eu não vou privatizar a Petrobras.
Por quê?
Pelo mesmo motivo desses conflitos internacionais.
- A favor
Sobre: privatizar os Correios
Eu sou a favor de privatizar os Correios e inúmeras empresas inúteis.
- A favor
Sobre: manter empresas estatais estratégicas
Agora, empresas que são estratégicas para o Brasil, em setores estratégicos, eu vou manter.
Porque são questões de geopolítica e de sobrevivência.
- A favor
Sobre: manter e fortalecer a Embrapa e instituições públicas de pesquisa agrária
Uma delas é a Embrapa.
A Embrapa, como estatal, entregou para o Brasil demais.
A Embrapa e o complexo de universidades nossas ligadas à parte agrária.
Vou dar um exemplo.
A Exalc, aqui em São Paulo.
A Viçosa, em Minas Gerais.
e mais a própria Embrapa, elas criaram um complexo de conhecimento em mão de obra que permitiu o crescimento da agricultura brasileira.
Foram fundamentais.
- Neutro
Sobre: expandir investimentos públicos em pesquisa e crédito para a agricultura
A agricultura brasileira é uma mistura de clima bom, capacidade humana de colono gaúcho que tomou o Brasil inteiro plantando, Embrapa e essas universidades, crédito especial e as frentes pioneiras que foram feitas nos anos 70, que criaram fronteiras novas de expansão agrícola.
- Neutro
Sobre: expandir investimentos públicos em pesquisa e crédito para a agricultura
Essa mistura criou algo que funcionou.
- Neutro
Sobre: considerar fatores geopolíticos na formulação da política de petróleo
Para o petróleo, a gente tem um outro elemento, que é o elemento geopolítico das guerras e dos conflitos internacionais.
- Neutro
Sobre: usar preços de commodities como instrumento de pressão geopolítica
Hoje, você utilizar a pressão inflacionária via commodities para gerar problema no seu inimigo.
- Neutro
Sobre: usar preços de commodities como instrumento de pressão geopolítica
é uma estratégia de guerra.
- Neutro
Sobre: usar preços de commodities como instrumento de pressão geopolítica
Tanto que os Estados Unidos jogam isso no colo da China.
- Neutro
Sobre: considerar conflitos internacionais ao formular política energética
Os Estados Unidos, que são muito abundantes do ponto de vista de reservas energéticas, quando você tem um conflito que tem Israel, Irã, Rússia e... Rússia e Ucrânia.
- Neutro
Sobre: considerar conflitos internacionais ao formular política energética
E aqui a Venezuela, o que os Estados Unidos tratam muito é jogar essa pressão inflacionária na China, passa a ter apuros com isso.
- Contra
Sobre: privatizar a Petrobras
O Brasil tem que ter uma estatal própria que cuide da temática do petróleo e sem prejuízo de ter mais empresas privadas atuando de maneira concorrencial na exploração e no refino.
- Neutro
Sobre: melhorar a infraestrutura de distribuição de combustíveis
E até na distribuição, a gente está tendo um problema agora de quebradeira na distribuição, mas isso é um outro detalhe.
- Contra
Sobre: privatizar a Petrobras
Mas mantendo o controle sobre as suas próprias reservas.
- Contra
Sobre: privatizar a Petrobras
Até porque hoje, para todo mundo entender, se eu privatizar a Petrobras hoje, quem vai comprar vai ser a Aranco, que é uma estatal saudita.
- Contra
Sobre: privatizar a Petrobras
Ou a Petrochina, que é um estatuto chinês, ou seja, eu vou estatizar para outro país.
- Contra
Sobre: privatizar a Petrobras
Não me parece uma boa ideia.
Desconhecido
Helen Brown.
- Neutro
Desconhecido
Sobre: privatizar amplamente empresas estatais
O candidato, o senhor já disse que aquele liberalismo... Que era só retirar o Estado e privatizar tudo.
- Contra
Desconhecido
Sobre: privatizar amplamente empresas estatais
É um liberalismo um tanto quanto infantil.
- Neutro
Desconhecido
Sobre: privatizar a Petrobras
E agora o senhor acaba de dizer aqui que, por exemplo, preservaria a Petrobras como uma estatal.
- Neutro
Desconhecido
Sobre: rever a gestão do SUS
Você já admitiu rever a questão do SUS.
- Neutro
Desconhecido
Sobre: ampliar investimento público em tecnologia
O seu plano de governo traz um Estado bastante forte em segurança, em tecnologia.
Desconhecido
Então eu queria entender o que sobrou daquele liberalismo inicial lá do MBL aqui no Missão.
Desconhecido
E quem seria o... Quais nomes o senhor tem em mente, por exemplo, como bons administradores para o seu Ministério da Fazenda?
O que sobrou, assim, é muita coisa, assim, para o pessoal entender.
- Neutro
Sobre: reduzir intervenção estatal
O MBL, ele tinha uma perspectiva que via o Estado quase como um demônio.
- Neutro
Sobre: reduzir intervenção estatal
E no Brasil, o Estado te machuca tanto, o Estado é tão canária com vocês que essa impressão não está exatamente errada.
- Neutro
Sobre: utilizar investimento estatal para fomentar indústrias exportadoras
Acontece que você tem, e eu jogo o desafio para quem está assistindo, as grandes experiências hoje que o Brasil tem em termos de exportação... se dão em três áreas que tiveram participação ativa do Estado.
- Neutro
Sobre: utilizar investimento estatal para fomentar indústrias exportadoras
Siderurgia e extração de minérios como um todo, a Vale do Rio Doce foi uma experiência dessa.
- Neutro
Sobre: utilizar investimento estatal para fomentar indústrias exportadoras
Dois, aviões, o misto de Embraer e Ita, houve investimento do Estado.
- Neutro
Sobre: expandir investimentos públicos em pesquisa e crédito para a agricultura
E três, as frentes pioneiras, mais a Embrapa, com a agricultura brasileira.
- Neutro
Sobre: utilizar investimento estatal para fomentar indústrias exportadoras
Ou seja, quando o Estado investiu em elementos que eram, vamos dizer... Porque o setor privado não tinha condição de colocar grana, nem havia capital concentrado para isso.
Funcionou.
- A favor
Sobre: evitar gastos ineficientes e politização em investimentos públicos
A questão é campeões nacionais, preferência em determinados setores, gastos ineficientes, politização desses gastos.
- A favor
Sobre: evitar gastos ineficientes e politização em investimentos públicos
Isso a gente não pode incorrer, porque isso acontece e é um fracasso.
- A favor
Sobre: desenvolver políticas de fomento regional eficientes e transparentes
CODEVASF, todos os investimentos da Sudene no Nordeste, tudo isso fracassou.
- A favor
Sobre: retomar o papel indutor do Estado em setores estratégicos de forma transparente
Então o que a gente propõe é jogar fora toda essa lógica de que o Estado indutor é corrupto, porque na prática essa lógica existe e nós temos que tirar isso da frente e atuar inspirado naquilo que já funcionou conosco.
- A favor
Sobre: cortar gastos do governo federal
Agora, eu defendo o Estado em chuta, eu defendo corte de gastos estatais, eu sou mais agressivo nesses termos.
- A favor
Sobre: cortar gastos do governo federal
Cortar gasto do governo, não há campanha mais agressiva nessa campanha.
- A favor
Sobre: cortar gastos do governo federal
A nossa proposta explica, inclusive, onde a gente vai cortar, detalhe a detalhe.
- A favor
Sobre: cortar gastos do governo federal para reduzir impostos e juros
Entendemos que essa vai ser a maneira para reduzir impostos e ter uma redução dos juros que não seja na base da marretada.
- Neutro
Sobre: adotar princípios fiscalistas liberais na gestão pública
Ou seja, a gente mistura princípios fiscalistas que têm origem doutrinária liberal muito forte de um lado.
- Neutro
Sobre: manter papel do Estado em áreas estratégicas
Porém, do outro lado, a gente entende que o Estado terá um papel.
- Neutro
Sobre: manter papel do Estado em áreas estratégicas
Ele terá um papel.
- A favor
Sobre: fortalecer capacidade estatal de coordenação entre setor público e privado
Ele terá um papel em tudo, da segurança pública até coordenação de forças privadas e com a capacidade pública central de levar isso a cabo.
- Neutro
Sobre: fortalecer coordenação estatal em saúde pública (SUS)
Um exemplo é no SUS.
- Neutro
Sobre: manter modelos centralizados de saúde como o SUS
Modelos centralizados de saúde como o SUS ou o NHS na Inglaterra, eles terão vantagem nos próximos anos por conta da revolução dada pela tecnologia.
- Neutro
Sobre: integrar tecnologia e dados ao SUS para racionalizar recursos
Tudo aquilo que era estatal e ruim... com a revolução tecnológica do machine learning e inteligência artificial, vai se tornar uma vantagem, porque a centralidade agora passa a se tornar vantajosa para o momento que você consegue trabalhar a big data e os dados.
Isso é uma revolução que o mundo todo vai passar.
Desconhecido
O senhor é um entusiasta do SUS, então?
Eu não era.
- Neutro
Sobre: melhorar o atendimento do SUS
Eu acho que hoje o SUS é muito ruim no atendimento às pessoas.
- Neutro
Sobre: integrar tecnologia e dados ao SUS para racionalizar recursos
Só que potencialmente, por conta do uso da tecnologia, o SUS vai melhorar.
A ideia do SUS não é ruim.
Gente, assim, nos anos 80... Havia uma coisa chamada inamps.
Quando as pessoas não tinham um trabalho formal, as pessoas não tinham acesso à saúde.
Elas dependiam disso.
Ah, vou lá numa beneficência, vou numa santa casa que vai cuidar de mim.
E assim, alguns conseguiam e outros não.
Era uma situação desesperadora.
o que a gente tinha.
- Neutro
Sobre: universalizar acesso à saúde através do SUS
O SUS, ele conseguiu universalizar o acesso.
- Neutro
Sobre: melhorar qualidade e eficiência do SUS
Veio com um preço muito grande, preço fiscal nas contas públicas e o atendimento ainda é muito ruim em muitas áreas.
- Neutro
Sobre: melhorar qualidade e eficiência do SUS
Falar que as pessoas que usam o SUS estão felizes, 75% da população, não é verdade.
- A favor
Sobre: integrar tecnologia e dados ao SUS para racionalizar recursos
Isto posto... A centralidade dele permite a universalização e a universalização acompanhada do uso da tecnologia vai permitir uma racionalização do uso do dinheiro que vai ser incrível.
- A favor
Sobre: integrar tecnologia e dados ao SUS para racionalizar recursos
Volto a colocar, eu sou um grande entusiasta da tecnologia e a tecnologia aliada a esses elementos centrais, isso vai ser muito bom.
A gente vai conseguir mudar bastante o SUS.
Desconhecido
Roberto Mota.
Desconhecido
Renan, você diz que gostaria de viver numa república normal, se eu não me engano.
Desconhecido
O Brasil já foi alguma vez esse país?
Desconhecido
E pegando carona nessa ideia, que personagens você mais admira e lamenta na política brasileira, passado ou presente?
- Neutro
Sobre: restaurar normalidade institucional e participação internacional do Brasil
A gente teve alguns lapsos de institucionalidade e normalidade.
Acho que um lapso foram os anos 90. pós impeachment do Collor.
- A favor
Sobre: realizar revisão crítica dos governos do período pós-Collor (anos 90)
Eu acho que o Brasil precisa fazer uma revisão crítica dos governos do Fernando Henrique, no sentido que foi o período mais normal e mais republicano que a gente teve, a despeito de críticas e discordâncias que a gente possa ter a ele.
Foi o período mais normal que a gente teve.
Classificação por IA a partir da transcrição do vídeo público. Veja a Metodologia