Transcrição do vídeo
Painel Haddad - Fernando Haddad entrevista Guilherme Boulos
292 falas · 2 políticos · 22 de julho de 2019 · 30 min
Falas de Guilherme Boulos, Fernando Haddad. 292 falas transcritas, com tema e posicionamento nas que a análise classificou.
Quem fala
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Transcrição
292 falasTranscrição completa do vídeo. As falas que a análise classificou trazem tema e posicionamento.
Olá, internauta.
O meu convidado de hoje é professor, filósofo, diretor-geral do Instituto Democratize, coordenador nacional do MTST, membro da frente Povo Sem Medo e candidato em 2018 à presidência da República.
Boa noite, Boulos.
Desconhecido
Boa noite, Haddad.
Desconhecido
Tudo bem?
Desconhecido
Como é que você está?
Desconhecido
Satisfação estar aqui contigo.
Muito bom.
Deixa eu começar com um dado biográfico para eu entender.
Como é que você se situa?
Você é formado pela Universidade de São Paulo, se não estou enganado, em filosofia, e você é coordenador de um movimento importante, de um movimento social importante ligado à área de moradia.
Como é que se estabeleceu essa conexão?
Como é que você migrou, ou não, porque você permanece professor, mas como é que você abriu os olhos para a realidade social brasileira e se interessou a ponto de liderar?
O movimento dessa expressão.
Olha, Dade, primeiro, desde muito jovem, eu comecei a me interessar pela luta social.
No leque, no gremio estudantil, na escola secundarista.
E meio que abri o olho para a realidade social brasileira, porque é uma questão de ter olhos para ver.
A desigualdade no Brasil é uma coisa tão escancarada, está tão expressa em cada esquina, em cada passo que a gente dá, que... Acho que a pergunta, às vezes, que a gente não se faz é como as pessoas não se indignam.
E, às vezes, quando alguém se indigna e fala isso como sentido de vida, é que é um caso à parte.
Isso talvez já seja um pouco sintoma de uma crise ética, de um buraco que a nossa sociedade vive.
De ver tanta gente, uma criança no semáforo, de ver alguém jogado no meio da rua sem casa, isso é naturalizado.
Foram vários.
momentos, várias situações que eu presenciando, vim de uma família de classe média, meus pais são médicos, em que eu comecei a falar, bom, tem que fazer alguma coisa em relação a isso, não dá, não dá, é muito brutal.
E como é que aconteceu esse passo?
O meu primeiro passo que eu encontrei, eu estava na escola, eu resolvi estudar em uma escola pública, ensino médio, falei, não, vou estudar em uma escola pública.
Fui estudar em uma escola pública, fui atuar no Grêmio Estudantil da escola, comecei a atuar no movimento estudantil, entrei nessa época para a juventude comunista e tomei contato com outros movimentos.
Uma coisa que me incomodou muito, e ainda me incomoda um pouco em parte da esquerda, é uma tendência enorme para falar da realidade do povo, falar em nome do povo, mas muitas vezes não viver e não estar lá.
para conferir essa realidade.
E eu fui primeiro, o Movimento Sem Terra, naquela época, estava numa ascensão muito forte, fazendo a marcha nacional.
Isso era 1997, 1998.
E fui, organizava nas escolas doações para o Movimento Sem Terra e tal.
E um pouco depois disso, o MTST entrou na cidade de São Paulo, na região metropolitana de São Paulo.
Isso foi já em 2001.
Aí eu fui para uma ocupação.
em Guarulhos vi o potencial que tinha aquilo, a autenticidade.
Desconhecido
Você lembra de alguma liderança da época que te chamou a atenção?
Tinha, tinha muitas lideranças que vinham.
O Jota, um amigo meu, foi uma liderança, um dos fundadores do MTST, o Zezito, tinham várias lideranças...
Desconhecido
Aqui em São Paulo.
Todos daqui de São Paulo, que estavam na linha de frente daquela luta no momento.
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