Transcrição do vídeo
ENTREVISTA COM GABRIEL AZEVEDO (MDB) AO GOVERNO DE MG | CNN ELEIÇÕES
435 falas · 1 políticos · 25 de agosto de 2026 · 48 min
Falas de Gabriel Azevedo. 435 falas transcritas, com tema e posicionamento nas que a análise classificou. Temas: Política Fiscal e Social, Relações Intergovernamentais, Serviço Público, Educação.
Quem fala
Transcrição
435 falasTranscrição completa do vídeo. As falas que a análise classificou trazem tema e posicionamento.
Desconhecido
Boa noite, esta é a CNN Brasil e hoje, dia 24 de agosto, a gente segue com as entrevistas com os candidatos ao governo de Minas Gerais.
Desconhecido
Comigo, Caio Junqueira, aqui em São Paulo, Edilene Lopes, em Brasília.
Desconhecido
Vamos receber os principais candidatos ao governo de Minas.
Desconhecido
Todos foram convidados, os candidatos mais bem colocados no índice CNN, agregador de pesquisas da CNN, desenvolvendo em parceria com o IPESP Analítica.
Desconhecido
Minas Gerais, segundo o maior colégio eleitoral do país, mais de 16 milhões de eleitores.
Desconhecido
É o foco da nossa série que começou na quinta-feira, dado o grande número de candidatos competitivos nesta disputa.
Desconhecido
Nós começamos a série com o atual governador, candidato à reeleição, Matheus Simões, do PSD.
Desconhecido
Hoje é a vez de Gabriel Azevedo, do MDB, que já está nos estúdios da Itatiaia, em Belo Horizonte, também já na tela aqui.
Desconhecido
Conosco já deixo a minha saudação tanto ao candidato quanto à Edilene, assim como ao Caio.
Desconhecido
E a exemplo de todas as entrevistas que temos feito nesta série, são 45 minutos de conversa com todos os candidatos.
Desconhecido
Como eu disse, já participou Matheus Simões, hoje Gabriel Azevedo, ainda vamos receber Flávio Roscoe do PL, Alexandre Calil do PDT, Patrúzio Ananias do PT e confirmada a presença de Cleitinho Azevedo do Republicanos na sexta-feira.
Desconhecido
45 minutos de entrevista que tem o relógio começando a contar agora, candidato.
Desconhecido
Quero começar a primeira pergunta, inclusive parafraseando o senhor.
Desconhecido
em uma de suas postagens nas redes sociais, o senhor disse que o que é bom tem que ser mantido e o que não está bom tem que mudar.
Desconhecido
Palavras mais ou menos nesse sentido.
Desconhecido
E é uma pergunta que eu tenho feito para abrir as conversas com todos os candidatos.
Desconhecido
O que o senhor considera que é uma política pública bem sucedida no atual governo e certamente vai ser mantido caso o senhor seja eleito?
Desconhecido
E o que vai radicalmente ser mudado como primeira medida também caso o senhor seja eleito?
Boa noite, Caio.
Boa noite, Yuri.
Boa noite, Adelene.
Boa noite para você que está nos acompanhando na CNN.
É isso mesmo.
Eu acredito que não dá para a gente simplesmente querer jogar tudo fora, mas não dá para manter aquilo que tem que ser mudado.
Deixa eu começar com o que eu vou mudar.
- A favor
Sobre: alinhar crescimento dos gastos públicos à variação da receita
A gente precisa cuidar das contas para cuidar das pessoas.
- Neutro
Sobre: reduzir o déficit público estadual
Quando o governo de Fernando Pimentel terminou, a gente tinha um déficit público alto e pouca responsabilidade com o pagamento da dívida.
Oito anos se passaram.
- Neutro
Sobre: reduzir o déficit público estadual
A gente está devendo quase o dobro e o governo prevê para o ano que vem 7 bilhões em déficit.
- A favor
Sobre: alinhar crescimento dos gastos públicos à variação da receita
Isso não é possível.
- A favor
Sobre: renegociar a dívida pública estadual conforme o Propag
A gente tem que aderir ao Propag, que foi uma negociação muito bem feita com a presidência da Assembleia, que é também do Movimento Democrático Brasileiro, e tem que cuidar muito bem para deixar... os gastos subirem à medida em que a receita sobe, e não o contrário.
- A favor
Sobre: alinhar crescimento dos gastos públicos à variação da receita
Não dá para a gente manter o que o atual governo está resolvendo para o ano que vem, que é gastar mais do que arrecada.
- Neutro
Sobre: renegociar a dívida pública estadual conforme o Propag
Para todo mundo falar na mesma página, no final do ano passado, Minas Gerais reconheceu 179,3 bilhões de reais.
bilhões em dívida pública com a União.
- Neutro
Sobre: renegociar a dívida pública estadual conforme o Propag
O Propag nos deu oito condições para a gente renegociar essa dívida.
- A favor
Sobre: renegociar a dívida pública estadual conforme o Propag
Eu topo aquela em que prevê um juro zero para as parcelas.
- A favor
Sobre: renegociar a dívida pública estadual conforme o Propag
Só que para isso tem que ter uma amortização já de 20%, ou seja, 35 bilhões de reais e a gente tem que equalizar os gastos.
- A favor
Sobre: alinhar crescimento dos gastos públicos à variação da receita
Então, o primeiro ponto é fazer diferente desse governo que está gastando mais do que arrecada, assim como o governo anterior.
- A favor
Sobre: dialogar com o governo federal
E mais do que isso, a gente tem que fazer uma coisa que o governo não está fazendo, dialogar com o governo federal.
- A favor
Sobre: dialogar com o governo federal
Não dá para o governador de Minas Gerais simplesmente ficar brigando com o presidente da República.
E tem que gostar de política.
- A favor
Sobre: transformar o Palácio das Mangabeiras em espaço público
Agora, tem uma coisa que este governo fez e que eu vou manter, que é não precisar do Palácio das Mangabeiras como uma residência oficial.
Eu moro num apartamento no centro da cidade.
E pretendo continuar por lá.
- A favor
Sobre: transformar o Palácio das Mangabeiras em espaço público
O Palácio vai ficar servindo como um espaço de memória e de ocupação pública do cidadão mineiro.
Sobretudo para a gente lembrar que o Palácio das Mangabeiras, o Palácio da Liberdade, foram dois palcos da redemocratização brasileira.
Ao contrário do governador Romeu Zema, eu sei que a ditadura existiu, eu faço parte do movimento democrático brasileiro, e assim como o Tancredo Neves, que me inspira muito, eu sei muito bem que o primeiro compromisso de Minas é... com a liberdade.
Desconhecido
Caio Junqueira.
Candidato, fazendo a pesquisa ali, justamente para poder me preparar para essa sabatina, eu conversei com muitos políticos mineiros ali e eles me relataram um pouco da sua trajetória, especificamente da sua relação com três deles, Aécio Neves, Alexandre Calil e o Marcelo Ara.
E o que me foi relatado é que o senhor se aliou no primeiro momento com cada um deles e depois se desligou de cada um deles.
Eu queria que o senhor contasse essa história, porque foi apontado ali quase que movimentos de traição aos três.
Eu nunca traí os meus princípios, meu caro.
E aí te conto essas três histórias com tranquilidade.
Eu me filiei ao PSDB em 2005 e permaneci por oito anos no partido.
Em 2013... E eu percebi que os rumos da legenda não tinham mais a ver com o que eu defendia.
E decidi com muita tranquilidade me desfiliar do Partido da Social Democracia Brasileira.
Não foi nenhum movimento de briga com o então senador Aécio Neves, que tinha sido governador.
Na verdade, eu fazia parte do governo de Antônio Anastasia, onde eu permaneci de 2011 a 2014, mesmo desfiliado do partido.
Portanto, não houve briga.
Houve diferenciação de caminhos e desfiliação.
Continuo dialogando com todos eles com muita tranquilidade e respeito, ainda que com caminhos diferentes.
Aécio Neves, nessa eleição, apoia Alexandre Calil e eu respeito a decisão deles.
Alexandre Calil é alguém que presidiu o Clube Atlético Mineiro, onde eu fui assessor da presidência.
Em 2016, quando eu disputei a primeira vez uma eleição e eu... mirava um cargo de vereador, ele disputou a eleição para prefeito.
Eu participei da coordenação da campanha dele e nós dois nos elegemos.
Veio a eleição para presidente da Câmara Municipal.
Havia praticamente um empate de 20 a 20 vereadores e eu poderia ser o voto decisivo.
E então o prefeito eleito queria que eu apoiasse um político que estava usando tornozeleira na canela.
Eu disse não.
E resolvi, portanto, desde aquele momento, romper com o então prefeito eleito, porque eu não daria o meu voto, o primeiro ato de um vereador eleito, a alguém que a polícia colocou atrás das grades.
E num terceiro momento, Marcelo Aro, todo mundo conhece bem a história, houve um acordo para a eleição da presidência da Câmara, em que eu ficaria um ano na presidência e depois passaria um ano para o vice-presidente à época.
Com oito meses... do meu mandato de presidente, foi articulado contra mim um processo de cassação porque eu tinha dado uma entrevista no microfone da Itatiaia, aliás, criticando uma vereadora.
E isso foi motivo para tentarem um afastamento comigo, rompendo... Portanto, o acordo que me deixaria um ano na presidência com apenas oito.
Você pode analisar os fatos e os dados com esses três personagens e tudo que eu estou dizendo aqui se confere com a realidade.
Portanto, não fui exatamente eu que rompi com o que estava combinado.
Foram outros fatos.
E o que eu sei é que eu nunca deixei de defender os meus princípios por conta de partido.
Mas já deixei de defender, sim, alguns partidos para manter os meus princípios.
Desconhecido
Passar a palavra aqui para a Edilene Lopes, direto de Brasília.
Desconhecido
Edilene.
Desconhecido
Boa noite, Gabriel, Yuri, Caio e a nossa audiência.
Desconhecido
Gabriel, eu faria agora uma outra pergunta, mas aproveitando a deixa dada pelo Caio na pergunta que ele fez, na semana passada, depois de uma sabatina em Belo Horizonte, o candidato à reeleição, Matheus Simões, acusou o senhor de gravar conversas com outros políticos.
Desconhecido
Qual é a resposta do senhor para essa acusação feita por ele?
Desconhecido
Aproveitando que estamos no capítulo das intrigas.
Claro, por favor, Edilene, você conhece bem a história.
Mulheres que estão sendo vítimas de agressões ou violências, por favor, gravem quem está fazendo isso com vocês.
Quando alguém vê algum animal sofrendo algum tipo de maltrato, grava também o canalha que está fazendo isso.
No meu caso, foram duas vezes.
Eu era vereador no primeiro mandato e o então prefeito Alexandre Cario estava articulando a minha cassação.
E nesse sentido... Ele ofertou para um vereador que buscava se aliar a ele uma vaga na base do Clube Atlético Mineiro, para o filho desse vereador.
Então, eu fiz uma gravação para demonstrar que estava se articulando um grande complô contra o meu mandato.
No segundo momento, um vereador admitiu que havia também uma articulação para caçar o meu mandato.
E essa foi a segunda gravação.
Eu não acredito que gravação seja algo que se faça no ambiente político, sobretudo com confiança.
E é por isso que hoje eu tenho uma legenda, estou filiado a um partido, sou candidato e gosto da confiança de muitos políticos.
Foram medidas extremadas e que eu não tenho exatamente o costume de fazer.
Mas era a minha vida política, Edilene.
Uma vez cassado, eu perderia oito anos de mandato, oito anos de direitos políticos.
E isso certamente encerraria a minha carreira.
O que eu posso te dizer é que, sendo um vereador que enfrentou empresas de ônibus, sendo um vereador que enfrentou os mais diversos interesses, sendo um vereador que estava numa Câmara Municipal, acostumado a ver presidente sendo levado pela polícia, desvios, casos de corrupção, e está na vida pública há 20 anos.
sem nenhuma mancha de processo corrupto, sem nenhuma negociata, sem nenhum crime, não fez exatamente com que a minha vida tenha sido um passeio.
Não sou herdeiro, nunca recebi um mandato de presente de ninguém e foi tudo conquistado com muita dedicação e muito pedido de voto a cidadão que me conferiu esse poder de representação.
Você sabe muito bem, Adilene, que me acompanha aqui desde cedo.
Polêmica pode ter, rusga pode ter.
Mas maracutaia não tem.
Corrupção não tem.
Isso eu sempre digo.
E eu te diria mais, Edilene, você sabe que a juventude é uma coisa que a política vai corrigindo com o tempo.
Depois disso tudo, eu resolvi, obviamente, tranquilizar-me um pouco mais nas relações.
Dá para conseguir o que a gente quer.
- A favor
Sobre: melhorar a qualidade da educação pública
Educação de qualidade, saúde que funcione, mobilidade que transporte a gente com qualidade, sem necessariamente gastar tanto tempo em briga à toa.
Eu estou com 40 anos de idade, 20 foram dedicados à vida pública e eu fui amadurecendo.
Maturidade vem porque eu sei que quem não muda, não muda nada.
Eu quero mudar a história de Minas Gerais.
Desconhecido
Exato.
Desconhecido
Deixa eu aproveitar esse ponto que o senhor colocou, foi resgatando a sua trajetória e o senhor falou que aprendeu a dialogar com mais setores.
Desconhecido
Houve muito diálogo, muita tentativa de articulação para que houvesse uma composição entre as suas pretensões como candidato a governador e uma eventual coligação com o PT, que acabou por decidir lançar candidato próprio.
Desconhecido
A ex-prefeita, como é de contagem Marília Campos, foi uma das principais articuladoras, defendeu publicamente o apoio.
Desconhecido
a sua candidatura a governador.
Desconhecido
Queria entender um pouco, na sua avaliação, por que esta articulação não deu certo, foi intransigência do PT, o senhor estava disposto a fazer essa articulação?
Desconhecido
E como fica o eleitor que viu o senhor, como o senhor disse, ter militado no PSDB, no campo oposto ao PT, seguiu por outros partidos, agora está no MDB.
Desconhecido
que é um partido que também tem histórico de alianças, mas de rompimentos com o PT, principalmente depois do impeachment de 2016.
Desconhecido
Como é que o eleitor mineiro percebe esses movimentos?
Desconhecido
Não fica parecendo que houve uma... O senhor falou que tem convicção com seus princípios, mas não parece ter havido também alguma quase aliança de conivência para este momento?
Pelo contrário, meu caro, eu sempre disse que Minas Gerais não pode se resumir a ser um palanque para a disputa presidencial.
Agora, eu não posso reclamar do quanto outros candidatos viram em mim alguns atributos que fizeram eles me convidarem para compor alianças.
Eu posso contar para você, da direita à esquerda, como essas conversas foram fartas.
O senador Cleitinho Azevedo, diz isso para todo mundo, me convidou para ser o vice dele.
O atual governador, Matheus Simões, me convidou para ser o vice dele.
Senadora Marília Campos, não é segredo para ninguém, publicou uma carta dizendo que uma candidatura própria do PT não faria sentido.
Aliás, se o próprio Partido dos Trabalhadores, disse ela, quisesse superar a tragédia que foi o governo de Fernando Pimentel, deveria buscar uma frente mais ampla.
E, portanto, então, eu conversei com absolutamente todo mundo, porque isso sempre foi uma característica minha.
Eu não abro mão de convicção.
E digo com muita clareza, sentar com a mesa para conversar com as pessoas, com as mais diversas pessoas, é a prova mais robusta de que você não abre mão de convicções.
É só quem é muito covarde ou pouco... certo do que acredita, que não se senta à mesa com os demais.
E para ser governador de Minas Gerais, um Estado encalacrado com uma dívida bilionária, sendo um democrata, a gente não avança sem conversar com as instituições.
Isso exige diálogo com a Assembleia, que tem 77 deputados estaduais, das mais diversas legendas.
Exige diálogo com a bancada federal, 53 deputados federais e 3 senadores.
A presidência da República, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, conversar nunca foi um problema para mim.
Eu dialogo.
Agora, acredito que, da minha parte, sempre houve uma convicção.
Mais importante que as alianças seria a confecção de um plano de governo.
E por isso eu convidei o economista Marcos Lisboa para ser o nosso coordenador.
Ou seja, ao longo do processo, enquanto muita gente ficava muito preocupada com as alianças, com o tempo de televisão, A minha preocupação com o Minas Gerais era muito clara e basta qualquer um entrar agora em gabriel15.com e acessar o nosso plano de governo, que aliás foi avaliado pela própria Itatiaia como o melhor plano de governo entre os candidatos.
Eu estou 13 pontos à frente do segundo colocado.
Isso para mim é ter as convicções que o eleitor merece, porque nessa sopa de letrinhas partidárias, meu caro, o que interessa para o eleitor... E isso, as pesquisas mostram, é um governador independente.
E para ser independente, você não pode ter medo de conversar com ninguém, testar as possibilidades de aliança.
Mineiro já está cansado dessa história de gente que não conversa com os outros.
Eu converso com todo mundo, sim, sem perder convicção.
Caio, quem é seu candidato a presidente?
- A favor
Sobre: manter neutralidade partidária do MDB na eleição presidencial
O MDB decidiu pela neutralidade e eu vou acompanhar a neutralidade do MDB.
Mas isso é anular o voto, isso?
Não.
é perceber que o eleitor mineiro quer um governador que dialogue com qualquer presidente, que é o que eu farei.
E a partir do momento que eu declare o voto, eu vou ter uma quantidade enorme de pessoas em Minas Gerais que passam a não prestar atenção no que eu falo.
- A favor
Sobre: melhorar infraestrutura de transportes em Minas Gerais
E quando eu afirmo que quero fazer ferrovia, já tem 20 bilhões lá no governo federal para quem quer construir as ferrovias em Minas Gerais, eu quero que o eleitor mineiro preste atenção nesse ponto.
- A favor
Sobre: assinar pacto pelo enfrentamento ao feminicídio
Quando eu falo que quero resolver o feminicídio, e eu preciso fazer um acordo com o governo federal e assinar o pacto pelo feminicídio, eu quero que o eleitor mineiro preste atenção nisso.
E não que me coloque numa caixinha de apoiador desse ou daquele candidato.
Aliás, lhe digo mais, estou andando na rua em Montes Claros, chega alguém e fala para mim, vou votar no Lula e vou votar no senhor.
Com o maior prazer recebo os votos.
com agradecimento.
Estava passeando pelo Triângulo.
nesse final de semana fazendo campanha, em Uberlândia me disseram que iam votar em mim e no Flávio Bolsonaro.
Eu agradeço o voto.
E se forem votar no Caiado, no Zema, no Cury e quiserem votar em mim, são muito bem-vindos, porque quando você vira governador, você vota e governa para todo mundo.
Para aqueles que votaram no Flávio, no Lula.
E por isso, meu caro, aqui tem um candidato a governador.
E é sobre os problemas de Minas que eu vou falar.
Desconhecido
Edilene?
Desconhecido
Mais uma vez, aproveitando o gancho, em sintonia com a pergunta do Caio, o único mineiro entre os presidenciáveis que pontuam nas pesquisas é o ex-governador Romeu Zema, que inclusive ontem decidiu não participar do debate na Bande.
Desconhecido
O senhor é do MDB, um partido que não tem candidato à presidência da República.
Desconhecido
Então, são duas perguntas, uma pergunta composta.
Desconhecido
Primeiro, como o senhor avalia a postura do governador Romeu Zema ontem em relação ao debate?
Desconhecido
Segundo, para o senhor não ter um candidato à presidência da República, É bom ou ruim no cenário polarizado?
Edilene, a maior parte dos mineiros, de acordo com as pesquisas que eu tive acesso, querem um governador que seja independente.
Isso quer dizer que não apoie determinado candidato a presidente porque os mineiros estão cansados dessa incompatibilidade.
Duas incompatibilidades.
Nós tivemos casos de amizades entre o governador e o presidente, Fernando Pimentel e Dilma, Zema e Jair Bolsonaro.
E nada de bom aconteceu, quase.
Do mesmo jeito, tivemos o caso de governadores que brigavam com o presidente, aí é que a coisa fica terrível.
Então, eu acredito que ser alguém independente atrai mais atenção dos mais diversos prismas ideológicos e de posições entre o povo mineiro.
- A favor
Sobre: melhorar funcionamento do sistema público de saúde
Porque quando eu falo que a gente tem que ter uma fila que seja visível e que a família não receba uma mensagem depois que o paciente está morto para fazer a cirurgia, eu não estou fazendo... aqui média, com uma cirurgia que vai ser de esquerda ou de direita, lulista ou bolsonarista.
Eu quero o paciente operado.
É sobre isso que eu quero falar.
Em relação ao movimento democrático brasileiro, eu ajudei na construção do plano programático que a Fundação Ulisses Guimarães preparou.
Eu sou o presidente da Fundação Ulisses Guimarães aqui em Minas Gerais.
- A favor
Sobre: apresentar candidato do partido nas eleições de 2030
E, claro, torcia muito para que o nosso partido tivesse um candidato para representar este plano.
- A favor
Sobre: apresentar candidato do partido nas eleições de 2030
Isso não foi possível em 2026, mas eu converso muito com o presidente Baleia Rossi e com outros integrantes da legenda para que em 2030 isso não se repita.
- A favor
Sobre: apresentar candidato do partido nas eleições de 2030
É fundamental que daqui quatro anos o projeto do nosso partido consiga, nas urnas, ter a representação de um nome.
- A favor
Sobre: apresentar candidato do partido nas eleições de 2030
E é também por isso que eu vou trabalhar nos próximos quatro anos.
Desconhecido
Sobre Zema ontem no debate.
Ah, perdão, Edilene.
- A favor
Sobre: participar de debates, entrevistas e sabatinas durante a campanha
Sobre Zema, olha... O que eu posso dizer é o seguinte, enquanto candidato, eu vou estar presente em toda entrevista, em toda sabatina, em todo debate.
Porque no debate, Adelene, não tem teleprompter, não tem diferença em recursos de campanha, somos nós, nossa verdade, nossas propostas e o eleitor.
Quem não vai ao debate, ou não sabe o que dizer, ou diz o que não sabe.
As pessoas têm que ter, enquanto candidatos, uma característica que, para mim, é fundamental na política.
Coragem.
Quem não vai a debate, corajoso não é.
Desconhecido
Candidato, falando de algumas questões que o senhor tem exposto, inclusive nas suas redes e dentro do seu programa de governo, o senhor destaca e já escreveu a respeito sobre a proposta de tarifa zero no transporte público.
Desconhecido
E o senhor começou a nossa entrevista aqui falando da importância de ter as contas em ordem, contas públicas em ordem.
Desconhecido
O senhor fez menção ao atual estado do orçamento de Minas Gerais.
Desconhecido
Como conciliar as duas propostas?
Desconhecido
No seguinte ponto, o senhor não está falando de tarifa zero generalizada, ele estava falando especificamente de uma política para a capital Belo Horizonte.
Desconhecido
Mas é possível se pensar em algo maior e como fazer com que este algo maior, de mais acesso ao transporte público, não se torne também um problema do ponto de vista fiscal, visto que isso já aconteceu em grandes cidades Brasil afora.
Perfeito.
Cara, obrigado, porque essa, mais do que uma pergunta, é uma paixão.
- A favor
Sobre: implementar tarifa zero no transporte público municipal
Mobilidade urbana foi tema da minha dissertação na London School of Economics, e enquanto vereador, eu de fato implementei a Tarifa Zero em Belo Horizonte.
Para quem?
- A favor
Sobre: implementar tarifa zero para grupos vulneráveis no transporte público
Tarifa Zero para vilas e favelas, Tarifa Zero para estudantes do ensino médio, Tarifa Zero para mulheres vítimas de violência, para quem está em tratamento de câncer e para quem está em busca de emprego.
- A favor
Sobre: subsidiar o transporte público condicionando contrapartidas de qualidade para os usuários
Essa tarifa zero veio na implementação do subsídio para o sistema de transporte coletivo na cidade, em que eu batalhei muito enquanto vereador que não fosse simplesmente um benefício para o setor, mas que surgisse atrelada à compensação de medidas de qualidade para o usuário.
- A favor
Sobre: subsidiar o transporte público condicionando contrapartidas de qualidade para os usuários
Ar-condicionado nos ônibus, veículos com qualidade, comprimento de horário, porque qualquer um que estude mobilidade no planeta percebe que o Estado precisa subsidiar.
E aí eu te volto com o seguinte raciocínio.
Bom, mas e como é que as contas fecham?
- Neutro
Sobre: subsidiar o transporte público condicionando contrapartidas de qualidade para os usuários
Meu caro, quando este governo atual começou, em 2019, eram cerca de 6 bilhões de reais em subsídios e incentivos fiscais.
- Neutro
Sobre: subsidiar o transporte público condicionando contrapartidas de qualidade para os usuários
Atualmente, nós estamos falando de 26 bilhões de reais em subsídios e incentivos previstos para o ano que vem.
- Neutro
Sobre: publicar de forma transparente subsídios e incentivos fiscais estaduais em 100 dias
A última transparência a respeito do tema só surgiu por conta de uma decisão judicial.
- Neutro
Sobre: publicar de forma transparente subsídios e incentivos fiscais estaduais em 100 dias
E aí você observa que uma das empresas beneficiadas é a da família do ex-governador Romeu Zema.
Como é que você explica para o cidadão que é dono de uma padaria, dono de uma farmácia e tanta gente que paga imposto que tem cerca de 4 mil pessoas que não estão pagando?
O que isso volta especificamente para o eleitor mineiro, para o cidadão mineiro?
- A favor
Sobre: publicar de forma transparente subsídios e incentivos fiscais estaduais em 100 dias
Portanto, uma das propostas que a gente desenvolveu, inclusive com o Marcos Lisboa, que tem uma visão muito clara do efeito do subsídio para o Brasil, é em 100 dias deixar tudo muito claro.
E aí vem a resposta.
- A favor
Sobre: subsidiar o transporte público para garantir acesso de estudantes e grupos vulneráveis
Como é que você está subsidiando e incentivando alguns setores enquanto há estudante que deixa de ir na escola porque não tem dinheiro para pagar a passagem?
Eu sou contrário ao modelo de tarifa zero de maneira geral.
Sempre disse isso.
- A favor
Sobre: subsidiar o transporte público para garantir acesso de estudantes e grupos vulneráveis
Mas subsidiar o sistema para garantir que ninguém falte a escola para aqueles que não têm como pagar é algo que faz a sociedade avançar sim.
E quando a gente fala de transporte metropolitano, me permita acrescentar o raciocínio que é fundamental.
Há a região metropolitana de Belo Horizonte, há a região metropolitana do Vale do Aço.
Há dois arranjos regionais que eu gostaria de fazer enquanto governador, no Triângulo, em Juiz de Fora, diferentes de região metropolitana, porque assim, prever o Estatuto da Metrópole de 2015, você só pode ter região metropolitana com conurbação.
- A favor
Sobre: implementar integração tarifária metropolitana (bilhete único integrado)
Mas tem uma coisa que a gente tem que implementar já, a integração tarifária.
Imaginem vocês, cá em Uri, que estão em São Paulo e que já sabem o que é o bilhete único que funciona há 20 anos na região metropolitana, que em Minas Gerais a gente não tem um bilhete integrado.
- Neutro
Sobre: implementar integração tarifária metropolitana (bilhete único integrado)
A tarifa do metropolitano aqui, que é operada pelo governo estadual, varia de cerca de R$ 9 a R$ 32.
E um cidadão que sai de Santa Luzia para trabalhar no centro da nossa capital pode usar até três cartões.
Esse tipo de modalidade gera um custo desnecessário, pouca inteligência e, o pior, pouca integração.
- A favor
Sobre: implementar integração tarifária metropolitana (bilhete único integrado)
Enquanto governador, a nossa... Proposta muito mais do que o tarifa zero para alguns grupos que precisam.
- A favor
Sobre: implementar integração tarifária metropolitana (bilhete único integrado)
sim, e isso não pesa no orçamento como um todo, pelo contrário, é um investimento que garante mais educação, mais acesso, mais integração daqueles que mais precisam, envolve uma inteligência do custo e mais a utilização de políticas modernas de planejamento urbano para garantir orçamento para o sistema.
E me permitam me alongar um pouquinho nisso.
- A favor
Sobre: promover adensamento e ordenamento urbano em torno de estações de transporte
Veja que o metrô de Belo Horizonte... ele tem um desperdício de área.
Na hora em que você expande uma estação, por exemplo, o Barreiro, mas permite que o entorno da estação continue com pouco adensamento, ou seja, residências de pouco volume, Você está desperdiçando uma área que poderia, em conjunto com a prefeitura, aprovada a modificação do terreno, permitir maior adensamento, maior quantidade de gente morando perto e esse recurso reverteria-se para o próprio transporte.
É o que acontece em Hong Kong, é o que acontece em qualquer lugar do planeta.
Mobilidade não é só você investir no transporte, mas é também fazer um ordenamento.
do planejamento urbano.
- A favor
Sobre: promover adensamento e ordenamento urbano em torno de estações de transporte
A área que eu tenho uma verdadeira paixão, sou professor de planejamento urbano na Faculdade de Arquitetura e sinto que esse é um dos caminhos para a gente melhorar a vida de quem precisa estudar, por exemplo, sem cobrar e, dessa maneira, fazê-lo sem comprometer a responsabilidade fiscal.
Caio?
Candidato, Minas Gerais é um estado que tem áreas e regiões e cidades muito dinâmicas e prósperas e tem outras regiões e cidades.
altamente dependente do Estado como um todo.
Como equilibrar essas duas Minas Gerais, vamos dizer assim?
Cara, essa é a riqueza das nossas Minas e das nossas Gerais.
Aliás, a nossa chapa, eu e a minha candidata vice-governadora Maria Helena de Montes Claros, uma vereadora de quatro mandatos, pretende exatamente dar esse recado.
Nós não queremos governar por uma centralidade.
Nós não queremos governar... para Belo Horizonte e de Belo Horizonte.
Daí são três ideias que eu te aponto.
- A favor
Sobre: descentralizar a administração estadual criando gabinetes regionais com servidores
A primeira é a dos governos regionais.
Nada de aumentar cargo, viu?
Mas hoje os cargos comissionados, sobretudo, estão concentrados na cidade administrativa, no Palácio, aqui em Belo Horizonte.
A ideia são quatro servidores colocados nas dez regiões para fazer o olhar do governador estar mais presente.
Para que os prefeitos e vereadores não tenham que o tempo inteiro vir para a capital, mas para que consigam, nessas localidades, demonstrar suas principais demandas e, com o auxílio de uma transparência total das atas e dos encontros, demonstrar quais são essas prioridades.
- A favor
Sobre: criar agência independente de monitoramento e avaliação de políticas públicas com mandatos plurianuais
O segundo ponto é a criação de uma agência independente, muito baseada numa ideia que existe já na Austrália.
com pessoas que têm mandatos.
A gente pensa em cinco anos, ou seja, para ser diferente do tempo do governo.
Qual é a função dessa agência?
que tem economistas, especialistas em microdados, especialistas em macrometria?
Ou seja, todos esses especialistas vão ter a função de perceber para onde vai cada centavo e qual é o resultado que esse centavo das políticas públicas do governo geram para o cidadão.
O programa que eu estou tendo no Jequition e no Mucuri, de fato, estão trazendo o resultado que se prevê, que se busca, ou o governo está naquela mesmice de anunciar um pacote de investimentos e garantir para o cidadão que o milhão vai trazer, de fato, um emprego de qualidade, a energia que chega no produtor.
Não dá.
- A favor
Sobre: criar agência independente de monitoramento e avaliação de políticas públicas com mandatos plurianuais
A gente tem que ter uma agência independente que, aliás, alimente vocês da imprensa com todos os dados que são necessários o tempo inteiro para avaliação permanente do governo.
E o terceiro ponto, eu estava esse final de semana na campanha no Triângulo Mineiro.
Uberaba, Uberlândia, Araguari, Araguari, aliás, cidade da minha mãe, Cascalho Rico, Romaria.
O que você percebe é que falta a integração pela infraestrutura.
o que para mim é um dos problemas dessa integração regional.
- A favor
Sobre: criar banco de projetos e melhorar processos de licitação para infraestrutura rodoviária
Uma nova forma de se fazer licitação, uma nova maneira de demonstrar um anuário de qualidade de estradas e terceiro, um banco de projetos de infraestrutura rodoviária.
Mas essa integração é um dos caminhos para a gente entregar o que você pretende.
quais são as potencialidades regionais.
E isso, um professor universitário não poderia dar outra resposta.
É a parceria permanente com o conhecimento.
Unimontes, o Eng, o FMG, justamente para ver onde cada potencialidade vai fazer o desenvolvimento local acontecer.
- A favor
Sobre: industrializar e agregar valor ao lítio desenvolvendo cadeia local de produção de baterias
Vamos pensar no Jequitioinha e na quantidade robusta de lítio que há na região.
Você tem a Sigma, por exemplo, uma das empresas que está localmente.
Na hora que você usa esse recurso, Conecta-se com as universidades.
Há emprego de qualidade em desenvolvimento local.
Como é que você melhora isso?
A partir do momento em que o lítio sai do nível 1 de mineração, 2, 3, e chega num patamar que vai mirar, é claro, as baterias.
Vamos deixar, qual é a minha meta?
- A favor
Sobre: industrializar e agregar valor ao lítio desenvolvendo cadeia local de produção de baterias
De ser um Estado exportador.
Isso Minas Gerais faz desde o seu descobrimento, ou seja, desde que as minas foram aqui descobertas, ouro preto exportava mais de 60% do ouro do planeta, mas não tinha uma escola.
E depois diamante, café, minério.
e agora entramos na fase de terras raras e energias.
É preciso virar essa página em que a gente fica um grande exportador de commodities para o mundo, ainda mais nesse cenário geopolítico.
sem agregar conhecimento e valor.
É com as universidades e uma integração regional, sobretudo política também, que a gente vai fazer cada localidade se desenvolver dentro do seu potencial.
Desconhecido
Candidato, o senhor falou em integração regional.
Desconhecido
Minas Gerais tem a maior malha rodoviária do Brasil, uma das maiores malhas ferroviárias, tendo cerca de 40% dos trilhos de ferrovias em todo o país.
Desconhecido
Sabemos que a economia do Brasil passa por Minas Gerais.
Desconhecido
O investimento em ferrovia é uma das propostas do senhor.
Desconhecido
Recentemente, o próprio governador Romeu Zema tentou fazer a concessão das short lines, que são os ramais mais curtos em Minas Gerais, mas isso não pegou.
Desconhecido
Qual é a proposta do senhor e de que forma o senhor acha que as ferrovias podem contribuir?
Desconhecido
para o desenvolvimento do Estado.
Desconhecido
Como fazer funcionar?
- Neutro
Sobre: apresentar e articular projetos ferroviários entre esferas para captar recursos federais
Edilene, não é que não pegou, é que infelizmente parou na burocracia do Estado.
Isso é muito triste.
Eu conversava com o presidente da NTT e ele me demonstrava cabalmente como cada um dos mais de 20 projetos de ferrovias curtas ou short lines tocadas pela iniciativa privada estão dependendo da gaveta de algum servidor aqui no governo de Minas Gerais.
Mas como fazer?
- Neutro
Sobre: buscar financiamento federal para projetos ferroviários locais
Existe em Brasília um fundo de compensação já na casa dos 20 bilhões de reais.
Observa o que o ministro Renan fez e o seu sucessor Jorge Santoro está fazendo em matéria de concessão ferroviária no Brasil.
- A favor
Sobre: apresentar e articular projetos ferroviários entre esferas para captar recursos federais
A gente tem que apresentar o projeto e aí o projeto precisa de um governador que fique muito em cima, porque nós estamos falando do nível municipal, estadual e federal.
E para que a gente apresente esse projeto?
Para buscar esse recurso.
Eu insisto.
- A favor
Sobre: articular com o governo federal e levar projetos a Brasília para captar recursos
Governador de Minas Gerais não serve para ficar postando vídeo nas mídias sociais contra o presidente da República.
Nós precisamos levar à Brasília projetos e trazer estes projetos para realização com recurso federal.
- A favor
Sobre: estabelecer parcerias internacionais e com iniciativa privada para modelagem e financiamento de ferrovias
Segundo ponto, esses dias eu fiz questão de ir a Londres conversar com a Crossrail International.
É uma agência que é criada em parceria com a iniciativa privada e com o governo britânico e que tocou, ao meu ver, a maior obra de infraestrutura ferroviária que existe, que é a Elizabeth Line, em Londres.
Para aprender com eles sistemas de modelagem, financiamento, recursos.
E o mais interessante, Adelene, é que na hora que eu cheguei para conversar na Crossrail International, imaginei que ia encontrar um conjunto enorme de ingleses para me receber, estava lá a Sheila.
Uma mulher de Cataguases, filha de ferroviário, que estudou engenharia no FJF e depois, por uma bolsa do governo federal, foi a Londres, passou a estudar numa universidade ferrovia e hoje é doutoranda em sistemas ferroviários em Birmingham, ajudando a construir ferrovias no mundo inteiro.
- A favor
Sobre: estabelecer parcerias internacionais e com iniciativa privada para modelagem e financiamento de ferrovias
Ela me disse, inclusive, que a agência dela está disponível a fazer a parceria com o governo de Minas Gerais, já enviou todas as mensagens possíveis, porque eles apresentam os projetos e mostram como financiar, e o governo local... Ainda não deu resposta.
O mundo inteiro possui uma quantidade farta de recursos para financiar projetos ligados à economia verde e à descarbonização.
Dia desses, um jornalista perguntou se eu tinha ou não tinha brincado de ferrorama quando eu era criança, porque eu tenho essa paixão de falar desse tema.
Mas não é só paixão, Adelaine.
Aqui em Minas Gerais... Todo mundo chama tudo de trem.
E o que está faltando é exatamente trem.
- A favor
Sobre: construir e expandir ferrovias locais e regionais em Minas Gerais
Na hora que você vê o sul de Minas, a exportação de café, essa linha férrea do café de Guaxupé, Varginha, ou seja, essa região para o Porto, muda a realidade local.
Se eu pego de Pirapora e vou para o Noroeste, nós temos uma nova fronteira agrícola.
Se eu conecto o Triângulo Mineiro, a turma do agro, da pecuária, vai mudar de vida.
- A favor
Sobre: usar fundos minerários e royalties para financiar infraestrutura ferroviária local
E se eu entendo que não dá para os caminhões que transportam minério ferrarem com as nossas estradas, o tempo inteiro por conta de um caminhão que está acima do peso e que o fundo minerário, assim como o modelo dos Royalty for Region da Austrália Ocidental, servirem para a gente fazer ferrovia local, nós vamos fazer a Minas Gerais se desenvolver.
Gente, em 2033, acabe CMS.
Aliás, ele já começa a acabar antes.
Não vai ter mais guerra fiscal, não vai ter como manter empresa no Estado se ele não tiver infraestrutura, desenvolvimento de mão de obra por educação e segurança jurídica, para além da segurança de realidade.
Ferrovia não é sonho, é necessidade para Minas Gerais.
Eu sei que é caro fazer, e é muito mais caro não fazer, porque é gente morrendo na estrada, gente presa no trânsito, gente presa no engarrafamento, caminhão para todo lado, isso não dá para aceitar.
- A favor
Sobre: construir e expandir ferrovias locais e regionais em Minas Gerais
Ferrovia é uma máxima, e se tinha um presidente que falava que governar é construir estradas, no meu caso, governar Minas Gerais vai ser construir ferrovias.
- A favor
Sobre: implementar políticas de planejamento de infraestrutura de longo prazo além dos mandatos
E eu sei que a gente não conclui em quatro anos, tá?
Chega de populismo, é hora um pouco de estadismo.
Não dá para a gente querer fazer só as obras que ficam prontas durante o mandato.
Está na hora de conscientizar a população, a sociedade, que estadismo e pensar a longo prazo é começar algo que você não vai terminar.
É começar algo que você não vai inaugurar, mas que o povo mineiro vai entender a importância e vai exigir dos próprios governadores que vierem.
Aliás, muito candidato agora está falando de ferrovia.
Porque ficou interessante falar, mas tem um aqui que está desde a pré-candidatura defendendo isso, não só como sonho, mas mostrando como fazer.
Desconhecido
O presidente que o candidato fez menção, Washington Luiz, que falava que governar era abrir estradas.
Desconhecido
Candidato, deixa eu conectar as duas últimas respostas.
Aliás, não deveria ter traído o povo mineiro, não deveria ter traído o povo mineiro naquela oportunidade, deveria ter seguido com aquela transição.
Foi trair Minas Gerais?
Isso nunca é uma boa ideia.
Já tem uma bela foto do quadro do Washington Luiz sendo segurado de cabeça para baixo.
um retrato dele no Palácio da Liberdade, no tempo do Olegário Marcelo, mas isso são outras histórias.
Desconhecido
Exato, senão isso aqui vai virar um telecurso de aula de história, embora seja uma das passagens mais ricas da história da República, o rompimento da política do café com leite levou ali à Revolução de 30, mas isso, enfim, como a gente disse, é para outro momento.
Desconhecido
Mas eu queria conectar suas duas últimas respostas, candidato, porque são bastante interessantes.
Desconhecido
O senhor fez aquela menção.
Desconhecido
A riqueza mineral de Minas Gerais, por exemplo, em relação a potencial de exploração de lítio, nesse momento em que minerais críticos, terras raras, se tornaram algo importante para o debate nacional e geopolítico.
Desconhecido
E o senhor mencionou três pilares de infraestrutura, educação e segurança jurídica para que se desenvolva a economia.
Desconhecido
Mas pergunto ao senhor, e aí a cereja do bolo o senhor falou de ter uma visão estadista e não populista ao se debater as questões públicas em um momento eleitoral.
Desconhecido
O que está ao alcance de um governador fazer, por exemplo, para que um estado como Minas Gerais consiga aproveitar as suas riquezas no melhor sentido no atual contexto?
Desconhecido
global, geopolítico, e o que depende do governo federal, e aí não há o que apenas um governador fazer, seja ele mais bem intencionado ou não.
Desconhecido
Como é que o senhor, o que o senhor traça de políticas?
Desconhecido
para essa questão de exploração mineral?
Desconhecido
e como seria a conversa, quem que o senhor vê como candidato a presidente ou qual candidatura presidencial tem uma melhor política para aproveitar essa janela de oportunidade que se abre para o Brasil diante desse contexto de uso de minerais críticos e terras raras?
- A favor
Sobre: estabelecer diálogo e coordenação com o governo federal para políticas de mineração
Boa, eu sou autor de um livro de federalismo junto com o professor Onofre Júnior.
E a gente cunhou um termo, federalismo de dependência.
Ao contrário do modelo americano, em que há muita autonomia para os Estados-membros, aqui há uma verdadeira dependência da União.
E quando o assunto é mineração, não dá para fazer política de maneira autônoma.
É preciso muito diálogo com o governo federal.
Seu menor populismo, vocês devem ter acompanhado a Operação Rejeito, que é um escândalo de corrupção dentro... do governo estadual atual.
- A favor
Sobre: estabelecer regras claras e modelos regulatórios para concessões e subsídios no setor mineral
Toda vez que você tem a dependência de uma assinatura com poucas regras claras no setor e uma variação de modelagem que não permite as empresas acompanhar, você vai ter um empresário querendo pagar alguém para ter vantagem.
Então, o primeiro ponto é um processo de regras muito claro.
Muito claro.
Porque, senão, você deixa a corrupção... Aliás, teve já uma espécie de unificação nesse processo.
A corrupção da rejeito é do governo estadual, do governo federal, é geral.
- A favor
Sobre: estabelecer regras claras para a exploração de minerais críticos e terras raras
Então, nesse sentido, tem que ter regra muito clara.
Segundo ponto, você tem que compreender que há uma diferença de terras raras e minerais críticos.
As terras raras têm esse nome por conta da dificuldade do processo de adquiri-las.
Já os minerais críticos variam de nação para nação.
a depender da sua necessidade.
- Neutro
Sobre: desenvolver tecnologia nacional para processar terras raras e minerais críticos
A tecnologia para as terras raras é muito bem dominada pela China, que levou anos para consegui-la.
- A favor
Sobre: desenvolver tecnologia nacional para processar terras raras e minerais críticos
O fato de ser difícil não quer dizer que a gente não tenha que trazer para nós a tecnologia que nos permita chegar até onde for possível e viável economicamente.
- A favor
Sobre: industrializar recursos minerais para agregar valor no país
Porque, eu insisto, não dá para viver exportando matéria-prima bruta.
- A favor
Sobre: priorizar os interesses da soberania nacional nas relações internacionais
Segundo momento, não dá para a gente entrar numa briga internacional e ideológica para esse ou para aquele país sem considerar o interesse da soberania do povo brasileiro.
- A favor
Sobre: priorizar os interesses de Minas Gerais na formulação de políticas públicas
O candidato a presidente que melhor vai servir ao povo de Minas Gerais é aquele que pensar o tempo inteiro como melhorar o salário de quem vive em Minas Gerais, como melhorar o conhecimento de um estudante que está se formando numa faculdade de engenharia e que vai conseguir desenvolver melhor os nossos produtos.
- A favor
Sobre: expandir infraestrutura em Minas Gerais
Como fazer com que Minas Gerais tenha infraestrutura?
- A favor
Sobre: acompanhar e fiscalizar a execução de obras públicas em Minas Gerais
Não só vir aqui anunciar milhões, milhões, milhões, mas de fato acompanhar as obras com o governador para garantir que isso tudo prospere aqui no Estado.
Eu entendo que nesse momento de campanha eleitoral presidencial fica todo mundo querendo decidir ou, de certa maneira, competir para ver quem vai mais puxar o saco deste ou daquele candidato a presidente.
Aqui está alguém que se inspira muito.
sem transformar isso num telecurso de história, em muitos dos governadores que já passaram pela cadeira que eu pretendo ocupar.
Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves, Afonso Pena, Benedito Valadares.
E tem uma fórmula, Milton Campos sabia muito bem, que funciona sempre e não sai de moda.
- A favor
Sobre: priorizar os interesses de Minas Gerais na formulação de políticas públicas
Em primeiro lugar, Minas Gerais.
- A favor
Sobre: priorizar os interesses de Minas Gerais na formulação de políticas públicas
Em segundo lugar, Minas Gerais.
- A favor
Sobre: priorizar os interesses de Minas Gerais na formulação de políticas públicas
Em terceiro lugar, Minas Gerais.
- A favor
Sobre: priorizar os interesses de Minas Gerais na formulação de políticas públicas
Em quarto lugar, os interesses do povo mineiro.
Isso serve para qualquer candidato.
Quem defender isso, obviamente, vai ser melhor para Minas Gerais.
Desconhecido
Caio Junqueira, a gente está na reta final aqui da nossa entrevista.
Eu queria te perguntar sobre como o senhor pretende desconstruir a candidatura do Cleitinho, que lidera a eleição em Minas Gerais.
Cara... Nós começamos essa conversa aqui com vocês me questionando sobre o meu passado.
Afinal de contas, eu comecei com 20 anos e já briguei o suficiente.
- A favor
Sobre: evitar desconstruir adversários durante a campanha
Eu não tenho a menor pretensão de desconstruir ninguém.
Aliás, diria o Juscelino Kubitschek, eu não nasci para guardar nem ódios nem rancores, eu nasci para construir.
- A favor
Sobre: evitar desconstruir adversários durante a campanha
A fila de gente querendo desconstruir, meu caro, já está lotada demais.
- A favor
Sobre: focar em propostas construtivas na campanha eleitoral
Eu quero construir, eu quero propor.
- A favor
Sobre: expandir infraestrutura ferroviária em Minas Gerais
Quero mostrar para a pessoa que está me assistindo aqui na CNN que é possível imaginar que Minas Gerais tenha ferrovias.
- A favor
Sobre: reduzir filas de espera por cirurgias no sistema público de saúde
É possível imaginar que haja filas que não fiquem paradas em matéria de cirurgias para os pacientes.
- A favor
Sobre: melhorar aprendizagem nas escolas públicas de Minas Gerais
Que é possível a gente ter escolas que tenham aprendizagem.
- A favor
Sobre: unificar ações de segurança pública com o governo federal para combater organizações criminosas
Que é possível um sistema de segurança público unificado com o governo federal para combater as instituições do crime e não as instituições da democracia.
- A favor
Sobre: combater e desarticular o Primeiro Comando da Capital (PCC)
Eu quero, fora de Minas Gerais, o PCC, são eles que eu quero desconstruir.
- A favor
Sobre: combater e desarticular o Comando Vermelho
O Comando Vermelho, são eles que eu quero desconstruir.
- A favor
Sobre: reformar escolas com baixo desempenho para melhorar a aprendizagem
A escola que não ensina, é ela que eu quero desconstruir.
- A favor
Sobre: preservar respeito e permitir que adversários apresentem seus planos de governo
Em relação aos meus adversários, que cada um construa o seu próprio plano de governo e as suas propostas.
- A favor
Sobre: praticar diálogo e respeito com adversários políticos
Eu sei que não está na moda ser um político que dialoga e que respeita os adversários.
Mas, como diria a mãe da gente, você não é todo mundo.
- A favor
Sobre: focar em propostas construtivas na campanha eleitoral
Se no Brasil ficou... Muito típico a um político usar esse espaço que a CNN me dá para xingar os outros, eu realmente quero propor.
E pode ser que isso me deixe afastado da vitória.
Classificação por IA a partir da transcrição do vídeo público. Veja a Metodologia