Fala analisada

O que Sérgio Moro disse sobre manter as regras atuais de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa

Sobre: manter as regras atuais de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa

Sérgio Moro: Ocorre que, naqueles casos de condenações por crimes graves, especialmente condenações que fossem superiores ao tempo de oito anos, se tornaria, no fundo, esse prazo de inelegibilidade inócuo, porque vamos supor: alguém condenado, por exemplo, por corrupção, a dez anos, enquanto cumpre a pena, tem os direitos políticos suspensos, não pode concorrer; se fossem contados os oito anos a partir da condenação, quando terminasse o cumprimento de pena, a pessoa já estaria, na prática, elegível.

Sérgio Moro: Nós apresentamos uma sugestão – uma emenda redacional – ao Relator do projeto, o Senador Weverton.

Apresentamos essa própria emenda, igualmente, ao Presidente do Senado, o Senador Davi Alcolumbre, e houve, ali, a sensibilidade, até pelo clamor que veio da sociedade – por exemplo, por organizações religiosas, como entidades que reúnem pastores evangélicos ou mesmo a CNBB –, de acolher essa emenda redacional.

Sérgio Moro · 3:10

Sérgio Moro: O texto que foi aprovado ontem – nós precisamos fazer aqui um reparo à forma como vem sendo noticiado – não representa um retrocesso assim tão significativo quanto ao que estava disposto na Lei da Ficha Limpa.

Sérgio Moro: Apesar de alguns ajustes pontuais, foram mantidas as regras atuais de inelegibilidade para aqueles que forem condenados por crimes graves.

Por que foi classificada assim · 78% de confiança

afirma que a emenda foi levada ao Presidente do Senado e recebeu acolhimento social.

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