Sérgio Moro: Por que esse debate não vai adiante? Que sejam 12 anos de permanência do ministro do Supremo Tribunal Federal; que não sejam aí vitalícios; que pensemos em estabelecer um requisito de idade, de idade mínima.
Sérgio Moro: Hoje os ministros estão com perspectiva de ficar 20 ou 30 anos ali no seu cargo, e isso não é nada salutar, especialmente porque hoje o tribunal é praticamente incontrolável, porque não existe nenhuma instituição que está exercendo esse controle.
Nós temos essa eleição ali adiante. Então, deixemos ao próximo Presidente eleito realizar essa escolha.
Sérgio Moro: A população vai saber decidir se entende que vale a continuidade dessa relação tão próxima entre o Supremo Tribunal Federal e o Poder Executivo – que se diz aí o STF do Lula –, ou se vale a pena uma mudança para que um novo Presidente possa fazer outras escolhas.
Sérgio Moro: Quiçá um novo Presidente possa fazer escolhas de magistrados ou procuradores de carreira, juristas consagrados, que sejam destacados por sua independência em relação ao Presidente da República, porque o atual Presidente Lula – e eu lembro muito bem, porque eu estava no debate presidencial junto com Jair Bolsonaro – declarou expressamente que o Supremo não é lugar de indicação de amigos.
