Marcos Rogério: Vejam que eu estou trazendo aqui, eu estou cunhando uma frase que não é do dia a dia: Justiça acusatória, porque não é esse o papel do Judiciário.
Marcos Rogério: Nós entendemos e sabemos, à luz do direito, à luz da Constituição, que o papel de acusação...
Dentro da persecução penal, o titular da ação penal pública é o Ministério Público, que se vê, a cada dia, diminuído, com o seu papel relativizado, apequenado, em razão da usurpação desse papel por outro Poder sem legitimidade.
Marcos Rogério: Aquilo que era uma exceção nos quadrantes da Corte em razão de um mandamento regimental para crimes cometidos dentro da Corte – não é exceção, portanto – se torna uma prática que vai além das quatro paredes do tribunal, determinando providências a qualquer canto do Brasil.
Marcos Rogério: E aí não se importa mais com o que diz a Constituição Federal, com o que diz o Código de Processo Penal ou com o que dizem as legislações especiais que temos.