Kim Kataguiri: Igualmente preocupante é o perfil de recorrência desses crimes.
Kim Kataguiri: Levantamento da própria Fundação Abrinq indica que quase 40% das vítimas que buscaram atendimento voltaram com relatos de novos episódios, ou seja, duas em cada cinco notificações envolvem vítimas que já haviam sofrido violência sexual.
Estudo publicado no periódico Revista Paulista de Pediatria sobre casos notificados em Santa Catarina entre 2009 e 2019 (Sinan) identificou recorrência em 51% das ocorrências, com fatores de risco associados ao fato de o local de ocorrência ser a própria residência e de o agressor ser membro do núcleo familiar.
Kim Kataguiri: Dados do Estado do Paraná, abrangendo 13.403 notificações entre 2017 e 2021, apontaram que 67,8% dos casos ocorreram no ambiente doméstico.
Kim Kataguiri: Esse quadro evidencia que a proteção do menor não pode se restringir ao período de reclusão do agressor e exige mecanismos eficazes de controle durante toda a execução da pena e após ela.
