Transcrição do vídeo
Pronunciamento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad
56 falas · 1 políticos · 27 de novembro de 2024 · 7 min
Falas de Fernando Haddad. 56 falas transcritas, com tema e posicionamento nas que a análise classificou.
Quem fala
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Transcrição
56 falasTranscrição completa do vídeo. As falas que a análise classificou trazem tema e posicionamento.
Queridos brasileiros, queridas brasileiras, boa noite.
Nos últimos meses, trabalhamos intensamente para elaborar um conjunto de propostas que reafirmam nosso compromisso com um Brasil mais justo e eficiente.
Este não é um esforço isolado do governo do presidente Lula, mas uma construção conjunta que busca garantir avanços econômicos e sociais duradouros.
Hoje, temos sinais claros de que estamos no caminho certo.
O Brasil não apenas recuperou o tempo e o espaço perdidos, mas voltou a ocupar seu lugar de destaque no mundo, entre as dez maiores economias.
Agora, crescemos de forma consistente com um PIB superior a 3% ao ano.
O desemprego, que castigava nossa gente no período anterior, colocando milhões de famílias abaixo da linha de pobreza, hoje está entre os mais baixos da nossa história.
Mais famílias estão voltando a ter renda e trabalho dignos.
Garantimos reajustes reais para o salário mínimo e aumentamos a faixa de isenção do imposto de renda para quem ganha até dois salários.
Programas como Minha Casa Minha Vida e Farmácia Popular ganharam um novo impulso.
E novos programas como o Pé de Meia, o Desenrola e o Acredita chegaram para combater a evasão escolar.
ajudar as pessoas a recuperarem o crédito e apoiar quem quer empreender.
O combate a privilégios e sonegação nos permitiu melhorar as contas públicas.
Se no passado recente a falta de justiça tributária manteve privilégios para os mais ricos, sem avanços na redistribuição de renda, agora arrecadamos de forma mais justa e eficiente.
Cumprimos a lei e corrigimos distorções.
Foi assim com a tributação de fundos em paraísos fiscais e fundos exclusivos dos super ricos.
Mas sabemos que persistem grandes desafios.
Diante do cenário externo, com conflitos armados e guerras comerciais, precisamos cuidar ainda mais da nossa casa.
É por isso que estamos adotando as medidas necessárias para proteger a nossa economia.
Com isso, garantiremos estabilidade e eficiência.
E asseguraremos que os avanços conquistados sejam protegidos e ampliados.
Já devolvemos ao trabalhador e à trabalhadora o ganho real no salário mínimo.
Esse direito, esquecido pelo governo anterior, retornou com o presidente Lula.
E com as novas regras propostas, o salário mínimo continuará subindo acima da inflação, de forma sustentável e dentro da nova regra fiscal.
Cheguem a quem realmente necessita, nós vamos aperfeiçoar os mecanismos de controle que foram desmontados no período anterior.
Fraudes e distorções atrasam o atendimento a quem mais precisa.
Para as aposentadorias militares, nós vamos promover mais igualdade, com a instituição de uma idade mínima para a reserva e a limitação de transferência de pensões, além de outros ajustes.
São mudanças justas e necessárias.
Para atender as famílias que mais precisam, o abono salarial será assegurado a quem ganha até R$ 2.640.
Esse valor será corrigido pela inflação nos próximos anos e se tornará permanente quando corresponder a um salário mínimo e meio.
As medidas também combatem privilégios incompatíveis com o princípio da igualdade.
Vamos corrigir excessos e garantir que todos os agentes públicos estejam sujeitos ao teto constitucional.
Juntos com o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, aprimoramos as regras do orçamento.
O montante global das emendas parlamentares crescerá abaixo do limite das regras fiscais.
Além disso, 50% das emendas das comissões do Congresso passarão a ir obrigatoriamente para a saúde pública, reforçando o SUS.
Essas medidas que mencionei vão gerar uma economia de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos e consolidam o compromisso deste governo com a sustentabilidade fiscal do país.
Para garantir os resultados que esperamos, em caso de déficit primário, ficará proibida a criação, ampliação ou prorrogação de benefícios tributários.
Combater a inflação... Reduzir o custo da dívida pública e ter juros mais baixos é parte central do nosso olhar humanista sobre a economia.
O Brasil de hoje não é mais o Brasil que fechava os olhos para as desigualdades e para as dificuldades da nossa gente.
Quem ganha mais deve contribuir mais, permitindo que possamos investir em áreas que transformam a vida das pessoas.
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