Transcrição do vídeo
Renan fala ao SBT Brasil sobre propostas para a Presidência, em série de entrevistas | #SBTBrasil
405 falas · 1 políticos · 21 de setembro de 2026 · 30 min
Falas de Renan Santos. 405 falas transcritas, com tema e posicionamento nas que a análise classificou. Temas: Combate à Impunidade, Pesquisa de Opinião, Ações Afirmativas, Políticas de Diversidade.
Quem fala
Tocando agora · 29:57
Renan Santos: "Não cumpri decisão ilegal que venha dele, porque você precisa de gente com sangue nas veias, que não tenha medo de falar o que pensa e que acredita fortemente que o Brasil dá pra ser um lugar muito, mas muito melhor."
Transcrição
405 falasTranscrição completa do vídeo. As falas que a análise classificou trazem tema e posicionamento.
Desconhecido
O SBT Brasil entrevista a partir de agora o candidato à presidência pelo Missão, Renan Santos.
Desconhecido
E participam comigo a apresentadora Marina De Mori e a analista do SBT News, Basília Rodrigues.
Desconhecido
Uma boa noite às minhas colegas.
Desconhecido
Candidato, uma boa noite para o senhor, muito obrigada.
Desconhecido
E a partir de agora o seu tempo começa a contar.
Desconhecido
A primeira pergunta que eu lhe faço é a seguinte.
Desconhecido
A nossa reportagem vem apurando que nos últimos dias a... Campanha de Flávio Bolsonaro já teria começado a entrar em contato com equipes de candidatos mais alinhados com a direita, já visando alianças futuras para o segundo turno.
Desconhecido
A sua equipe já foi contactada por Flávio Bolsonaro?
Pessoas ligadas a ele.
Primeiro, boa noite a todas aqui presentes.
Uma honra estar aqui no SBT novamente e poder trazer todos os pontos e trazer verdade sobre tudo.
Então eu não vou fugir de nenhuma pergunta.
Essa aqui eu também não fujo.
Houve pessoas ligadas à turma dele.
que entraram em contato com amigos em comum, falando, olha, toparia uma conversa?
- Contra
Sobre: formar alianças eleitorais com pessoas envolvidas em escândalos de corrupção
Eu falo o seguinte, conversa com a turma do Flávio é formação de quadrilha.
- Contra
Sobre: formar alianças eleitorais com pessoas envolvidas em escândalos de corrupção
Eu não ando com gente que está envolvida nos piores escândalos de corrupção da nossa história.
- Contra
Sobre: formar alianças eleitorais com pessoas envolvidas em escândalos de corrupção
Jamais cederia qualquer coisa na minha campanha para poder participar de nada envolvendo esse sujeito.
Hoje saíram imagens dele participando de um safári com o Willer Thomas e com o Everton Rocha, ambos parte do pivô central do escândalo do NSS.
E o Willer Thomas, inclusive, sócio oculto no escritório dele.
Não consigo me misturar com essa gente.
- Contra
Sobre: formar alianças eleitorais com pessoas envolvidas em escândalos de corrupção
Eu acho um absurdo que no Brasil as pessoas ousem se misturar com um bandido para poder se livrar de outro.
Desconhecido
Isso significa que no eventual segundo turno, sem o senhor, o senhor não vai recomendar voto a Flávio Bolsonaro?
Isso significa que no segundo turno eu sou o Renan Santos, número 14, sempre.
Eu estou mobilizando uma geração de pessoas ao redor do país, lotando eventos, sem precisar pagar a gente, levar funcionário público obrigado, como as campanhas do Lula e do Flávio estão fazendo, os eventos dele.
E eu estou mobilizando uma juventude gigantesca que está dizendo que não, a gente não acredita, que a gente precisa depender de dois bandidos para poder mudar o país, nós podemos apontar o caminho próprio.
Então, eu estarei com o Renan, eu mesmo, no segundo turno.
Desconhecido
Marina.
Desconhecido
Candidata, boa noite.
Desconhecido
Obrigada mais uma vez pela entrevista.
Desconhecido
Eu queria falar sobre os números das pesquisas eleitorais.
Desconhecido
A gente tem visto uma queda recente nas últimas pesquisas, nas mais tradicionais pelo menos, nas intenções de voto ao seu nome.
Desconhecido
A pesquisa Quest, que foi divulgada agora há pouco, por exemplo, mostra o senhor em quinto lugar nessa corrida eleitoral.
Desconhecido
no primeiro turno, atrás de Lula, Flávio, também de Augusto Cury e de Ronaldo Caiado, o senhor aparece com 3% das intenções de voto.
Desconhecido
Eu te pergunto, o que falta para o senhor conseguir transformar todo o engajamento, primeiro, ligado à história do MBL, e o seu engajamento nas redes sociais, em intenção de voto?
Desconhecido
O que está faltando?
Definitivamente não falta na Quest, porque na Quest eu sempre apareci com 3%.
Desde janeiro, eu estou em muitos graus de magnitude maior do que eu era, em redes dos tamanhos do meu evento, sou a campanha que tem o maior número de doadores privados, pessoas participando, estou muito mais conhecido, participei de sabatinas e debates na televisão, e eles me mantêm sempre com 3%.
Ou há um problema metodológico muito grave nessa pesquisa do Felipe Nunes, ou o Felipe Nunes faz o que muitos outros institutos de pesquisa na história brasileira costumavam fazer, que é atender a vontade de determinados clientes.
Eu não levo esse sujeito a sério, nunca levei.
e não leva a pesquisa Quest com a metodologia por telefone a sério.
Desconhecido
Tem alguma pesquisa que o senhor acredite?
Atlas, Power, Real Time, Big Data.
- A favor
Sobre: priorizar pesquisas eleitorais por internet para captar eleitores engajados
Eu acho que todo mundo que trabalha com as metodologias que o mundo vem utilizando com maior ênfase, que é a internet, o uso de um eleitor que está mais engajado, eu acho que isso tende a apresentar e antecipar resultados com maior acurácia.
E em todas essas pesquisas, curiosamente, eu apareço melhor.
- Contra
Sobre: realizar pesquisas eleitorais por amostragem de rua para medir intenção de voto
Acho que as pesquisas de rua, como o Datafolha, elas apresentam resultados... bons apenas na véspera.
Elas não conseguem captar o movimento e a formação da opinião pública, a formação de tendência.
O Quest também trabalha com pesquisas de rua.
Eu acho que hoje elas são ruins.
Elas não conseguem captar o tipo de eleitor que forma a opinião ao redor dele.
Quando você capta uma pessoa que não tem intenção de votar, ela baixa a intenção de votar, e ela é capturada no meio da rua, ela só vai fazer o recall.
O que é o recall?
Ela vai lembrar dos candidatos que ela já conhece.
Essa pessoa, ela... ter um baixo grau de convencimento junto à comunidade que ela vive, que pode ser a família dela, o ambiente de trabalho.
As pesquisas de internet, elas pegam pessoas que já estão mais engajadas na decisão de voto, portanto, ele capta e antecipa a possibilidade de multiplicação.
Por isso que, ao redor do mundo inteiro, essas pesquisas vão sendo mais eficazes.
Desconhecido
Só colocando mais um dado dessa pesquisa, candidato, porque ela mostra também o aumento na rejeição ao seu nome.
Desconhecido
Na última pesquisa, o senhor aparecia com 30% de rejeição.
Desconhecido
Hoje, 35% dos eleitores afirmam não votar no senhor de jeito nenhum.
Desconhecido
Aqui o senhor atribui esse aumento na rejeição ao seu nome há 14 dias do primeiro turno.
Volto a colocar, eu não levo sério a pesquisa Quest.
Hoje, se é uma pesquisa Palver que me coloca com 11% com intenções de voto, E dentre os termos que os pesquisados dizem por que eles votam nesse candidato, eles dizem que é o candidato que tem mais propostas.
Ou seja, isso é o contrário de um candidato rejeitado.
É um candidato que as pessoas buscam porque tem propostas.
Então, novamente, volto a colocar aqui, eu não levo a sério esse instituto, não levo a sério o Felipe Nunes da Quest, e lamento muito que emissoras utilizem ele como uma referência.
Desconhecido
Bom, eu gostaria de conhecer mais do seu pensamento enquanto candidato à presidência da República e oportunidade também do senhor se apresentar melhor para o nosso público e falar das suas propostas.
Desconhecido
O Movimento Brasil Livre, o MBL, de onde o senhor vem, é por vezes acusado de ter relações... supremacistas, ter articulações neonazistas, racistas e tudo o que envolve este tema, que é bastante polêmico, mas precisa ser mais bem explicado para o nosso eleitorado, o nosso público.
Desconhecido
O senhor Renan Santos tem relação com movimentos supremacistas, assim como o MBL?
Desconhecido
O senhor acha que isso pode ser algo que lhe dá mais ou menos votos?
Eu acho bizarro esse tipo de levantamento, acusação, Porque a gente tem que levantar, me chamou um movimento de supremacista, o que é supremacista?
Branco?
Num país em que a maior parte da população é parda, num movimento social que a maior parte dos membros são pardos, que foi o primeiro grupo de direita no Brasil a eleger um rapaz negro para vereador, que foi o Fernando Holliday, de triste memória, saiu do nosso grupo para puxar saco do bolsonarismo.
Acho que nessa acusação não tem nenhum sentido.
A gente tem um jovem negro, mas bem votado para deputado estadual do Brasil, que é o Guto Zacarias, que é com muito orgulho nosso deputado.
Essas acusações são sempre muito, muito vazias.
E todo mundo que está dentro do campo da direita é, em alguma medida, alvo desse tipo de comentário.
O problema é comprovar.
Comprovem.
Comprovem.
Um perfil na internet fala isso ou aquilo, todo mundo fala.
A questão é comprovar.
Nunca comprovam.
É sempre uma acusação vazia.
A mesma coisa de chamar a gente de nazista.
Eu estava palestrando agora, junto à sociedade judaica aqui de São Paulo, produzir revistas, materiais fartos contra o antissemitismo de esquerda e de direita que estão surgindo na geração Z. Hoje eu tenho um antissemitismo natente.
crescente nas redes sociais, no mundo todo, e nós denunciamos isso, aí falam, ah, mas... Ah, mas é amar mais, não tem nada.
Desconhecido
Você acha que há uma distorção, então, da sua imagem?
Desconhecido
Até por isso que o senhor não aparece tão bem assim nas pesquisas?
Desconhecido
Porque o senhor vai contra acusações, pechas que tentam colocar mesmo na sua imagem como candidato jovem, ligado ao movimento social, que tem ideias mais de direita.
Desconhecido
Você acha que tem...
Eu acho que no mundo real ninguém liga, porque ninguém leva a sério essas acusações.
No mundo real, se a acusação é séria, as pessoas levam a sério.
Agora, quando pegam uma acusação absurda e jogam em alguém que as pessoas percebem que não tem nada a ver com isso, o povo não é besta, o povo percebe.
Isso são ataques que a esquerda joga em todo mundo que pensa diferente.
Então, se você, por exemplo, é contrário a certas práticas do movimento negro... Inclusive negros nossos são alvos dessas acusações.
Um rapaz negro do nosso grupo é chamado também de supremacista, porque ele é contrário a determinadas políticas de cota.
Nossa, então o rapaz negro é supremacista.
Uma moça nossa vai ser considerada machista porque ela não é a favor de certos exageros do movimento feminista.
São essas pechas que a esquerda vai usando e ela vai desgastando o termo.
E aí quando todo mundo vira fascista, ninguém é fascista.
Desconhecido
E qual é a sua opinião sobre cotas?
Eu sou o contrário da mulher de cotas.
Ao contrário.
Por quê?
- Contra
Sobre: adotar o regime de cotas nas universidades
É um modelo inimigo do mérito, é um modelo que busca corrigir pós-fato um problema real que existe, que é na educação pública no Brasil.
Crianças jovens, de todas as matizes e cores, elas são alvo de uma educação hoje precária.
E a educação no Brasil é muito precária.
A educação básica, ao não adotar o método fônico, que é o método mais certificado no mundo para alfabetizar crianças, ao não adotar métodos e indicadores de desempenho para premiar.
famílias das crianças que têm melhor desempenho, diretores de escola que têm melhor desempenho e professores que têm melhor desempenho, essas crianças chegam pouco preparadas para participar de um vestibular e aí elas vão perder as posições nas universidades.
para crianças que estudam, por exemplo, em escolas particulares.
Ao acontecer isso, o Estado vem, ah, não, é porque existe um racismo estrutural.
e aí a criança negra, vou dar uma cota para ela.
Agora é cota para ela, para o quilombola, para o trans, para o indígena.
Aí a gente não resolve o problema de educação, dá um pé de meia, que é uma bolsa que custa 12 bilhões para a criança ir na escola e não aprender nada, e aí não resolve o ensino público.
Desconhecido
E como é que se corrige isso?
Desconhecido
Porque, de qualquer forma, o ponto de partida tem que ser igual para todos.
É o que eu acho, o ponto de partida ser igual para todos.
Desconhecido
Mas se não é, como é que se corrige no meio do caminho?
Desconhecido
Corrigindo.
- A favor
Sobre: substituir o regime de cotas por um sistema de bolsas por mérito e provas de seleção
Por isso que a gente vai fazer, a gente vai acabar com o regime de cotas em cinco anos, fazer uma transição para um novíssimo modelo.
- A favor
Sobre: substituir the regime de cotas por um sistema de bolsas por mérito e provas de seleção
Toda criança que é apta a passar um bom vestibular, que vem de uma escola pública, branca, negra, parda, e as crianças que estão presentes nas escolas públicas são majoritariamente pardas, e tem muita presença de crianças negras, especialmente nos lugares mais humildes, o Estado tem que estar presente, identificar, fazer provas anuais, ó, essa criança tem um desempenho melhor, vou dar uma bolsa pra ela, veja, bolsa com ela 11, 12 anos, vou dar uma bolsa pra essa criança já ir pra melhor escola, ou pública, ou privada, naquele Estado.
Já para preparar ela para o vestibular, porque é do interesse do Estado investir que essa criança chegue com muita qualidade para participar do vestibular na igualdade de condição.
- A favor
Sobre: substituir o regime de cotas por um sistema de bolsas por mérito e provas de seleção
Eu estou falando de dar dinheiro para as famílias que têm esses melhores estudantes nas escolas públicas, para que as famílias investam e entendam que a educação é um valor e que os filhos dela concorram à igualdade de condições.
Isso aí vai custar menos do que o pé de meia.
Porque o modelo do pé de meia, são 12 bilhões de reais, é está no ensino médio, toma dinheiro.
Vai para a escola, toma dinheiro.
Está aprendendo algo?
Não está.
Está respeitando o professor?
Não necessariamente.
Está usando o celular dentro da sala de aula.
E isso não funciona, é uma política que não é amiga do mérito.
- A favor
Sobre: substituir o regime de cotas por um sistema de bolsas por mérito e provas de seleção
Ser amigo do mérito é escolher essas crianças que estão nessas escolas públicas e oferecer pra elas um bom ensino, criar métodos e processos pra você qualificar quem são os diretores das melhores escolas, quem são os melhores professores, dar bônus pra eles e ir pra essas crianças talentosas, que vão ser, por exemplo, qualquer sala de aula vai ter 2 a 3% que vai ser capaz de passar num grande vestibular.
E o Estado botar o dinheiro nela.
Essa criança especial, essa criança que vai conseguir passar no vestibular, e a gente vai encontrar muita criança negra, indígena, trans que seja, talentosa, essa criança vai salvar desse investimento e ela concorre no vestibular.
Desconhecido
Renan, você acha que tem racismo no Brasil?
Desconhecido
Pensando em política para o público negro no Brasil, que é a maioria da população, né?
Desconhecido
A maioria da população no Brasil é negra, essa soma de... pretos e pardos.
Desconhecido
Você, como candidato à presidência da República, tem uma política para os negros do Brasil?
Desconhecido
E eu queria que o senhor falasse também a sua opinião sobre o racismo no país.
- A favor
Sobre: reconhecer a existência do racismo no Brasil e tratá‑lo nas políticas públicas
Um, eu acho que há racismo no Brasil.
Dois, eu não faço essa acumulação do tipo, o pardo é negro, não, o pardo é o pardo, o negro é o negro, o branco é o branco, você tem uma mistura racial muito grande no Brasil, então eu não vou importar esse modelo americano.
que eles chamam drop of blood, que é inclusive racista.
Porque os americanos, eles fazem o seguinte, se você tem na sua família um pouquinho de sangue negro, quer dizer que você foi corrompido.
Eu não acredito nisso.
Acho que uma pessoa parda, ela pode ser ciosa e orgulhosa da sua origem negra, indígena, branca, europeia, não importa.
Eu acho que nós não podemos trabalhar com essas categorias importadas nos Estados Unidos.
- A favor
Sobre: não adotar categorias raciais importadas no desenho de políticas públicas
O meu governo não vai trabalhar.
Eu não vou importar isso.
Eu vou oferecer oportunidades e olhar... Quais são os problemas que assolam as famílias negras e pardas no Brasil, que estão, de acordo com o IBGE, mais pobres do que as famílias brancas?
Primeira coisa, violência.
Segunda, trabalho.
Terceiro, custo de vida.
Quarto, habitação e favelização.
Esses são os temas que mais fazem essas pessoas sofrerem.
E aí é onde eu vou atacar.
- A favor
Sobre: implementar política de desfavelização para transformar favelas em bairros com infraestrutura
Eu sou o único candidato que tem uma proposta de desfavelização no Brasil, de transformar os bairros, as favelas, de fato, em bairros.
- A favor
Sobre: adotar políticas rígidas de enfrentamento ao crime organizado
Eu sou o candidato que tem as políticas mais duras de enfrentamento ao crime organizado.
Inclusive, nessa eleição... se me permitirem comentar, falou-se muito em feminicídio nas entrevistas de eleições.
Só que se esqueceram da morte dos negros e pardos, que são as maiores vítimas da violência como um todo no Brasil.
Homens pardos, homens negros, mulheres, por exemplo, pardas e negras, são 67% dos casos de feminicídio.
Então, existe esse problema, só que nessa eleição ninguém perguntou.
Não fui questionado.
E por que eu acho que não há esse questionamento?
Porque as pessoas estão dando como um dado da realidade, que uma parte da população pode ser tratada como bicho, e eu não concordo com isso.
- A favor
Sobre: implementar políticas de habitação para reduzir pobreza entre famílias negras e pardas
Eu acho que as políticas estruturantes passam por habitação, Passam por emprego, passam por segurança pública e passam necessariamente por diminuir o custo de vida.
Desconhecido
Candidato, o senhor falou de segurança pública e em um dos seus discursos recentes o senhor fala em militarizar o Brasil.
Desconhecido
Por onde começaria essa militarização?
Desconhecido
E aí quando a gente fala sobre esse tema, a gente sabe que ele também abrange outros setores.
Desconhecido
Vai para a educação, vai para a própria desfavelização.
Desconhecido
No caso da desfavelização, por exemplo, o senhor usaria a força militar para retirar famílias de onde elas moram ou para impedir que novas ocupações aconteçam?
Desconhecido
Não, porque isso não está no meu plano de governo.
Desconhecido
Eu também não uso o termo militarização do Brasil.
Desconhecido
Mas o senhor usou em um discurso nesse fim de semana.
- A favor
Sobre: declarar guerra ao crime organizado
Eu posso militarizar escolas, eu posso declarar guerra ao crime organizado.
O termo militarizar o Brasil, eu não sei se ele é preciso para descrever o que eu pretendo fazer.
Sobre política de civilização, é o contrário disso.
- A favor
Sobre: realocar famílias de áreas de risco e construir moradias substitutas
Ninguém vai ser expulso de onde está morando.
Nós vamos transformar esses lugares em bairros.
Agora, se uma pessoa mora numa encosta que pode ser derrubada durante uma enxurrada, uma enchente, sim, essa pessoa vai ter que se mudar e nós vamos construir prédios em outros lugares para readequar essas moradias.
Até porque, toda vez que tem um desastre climático no Brasil, as pessoas que mais sofrem são as pessoas que moram em encostas.
Basta ver o que aconteceu agora em Juiz de Fora.
Agora não, né?
Esse ano.
Desconhecido
Foi um desastre.
Quem morreu?
As pessoas que moram em encostas.
A política de desfabilização é uma política, acima de tudo, humanitária.
Pessoas que moram em costas são as que mais morrem nesses deslizamentos.
Então, precisamos desesperadamente de uma política de investimento em habitação.
E isso não tem nada a ver com militarização.
- A favor
Sobre: enfrentar o crime organizado com operações policiais coordenadas com o governo federal
O que eu vou fazer, entretanto, é, se uma favela está ocupada pelo crime organizado, nós vamos passar a rapa no crime organizado.
E não necessariamente com forças armadas, porque as forças armadas não têm experiência de guerra.
Elas não têm experiência de enfrentamento em campo de batalha.
Quem vai fazer esse enfrentamento serão as polícias, em coordenação com o governo federal.
Desconhecido
Essa seria a militarização?
Desconhecido
Porque eu acho que não ficou muito claro ao que o senhor exatamente se referiu durante esse discurso, porque o senhor disse, se eleito, eu vou militarizar o Brasil para combater o crime organizado.
Desconhecido
Salvo engano, foi essa a frase do senhor.
- Ambíguo
Desconhecido
Sobre: utilizar militares na administração pública
O senhor vai usar militares em diversas áreas da administração pública?
Olha, eu não me lembro de ter usado, eu faço quatro, cinco discursos por dia, não me lembro, mas eu posso assumir que é verdade o que você colocou e falar o que eu tenho como militarização.
Vamos colocar nesses termos?
- A favor
Sobre: declarar guerra ao crime organizado
Eu pretendo declarar uma guerra ao crime organizado.
- A favor
Sobre: declarar guerra ao crime organizado
E quando eu falo guerra, pela primeira vez no Brasil, as pessoas vão ver o que é um líder enfrentando o crime e como tem que ser enfrentado.
- A favor
Sobre: criar comitê de coordenação entre polícias e agências federais para combater o crime organizado
Eu vou montar um comitê de coordenação de governadores estaduais, utilizando também a Polícia Federal, um comitê participante das polícias estaduais, vou usar a COAF, vou usar todos os instrumentos à disposição do governo, incluindo a ABIN, para fazer uma política de fronteiras com o governo federal, e vou coordenar as ações para a gente destruir todas as facções do país.
- Contra
Sobre: transformar o Brasil em uma república militar
Se isso é militarizar... Pode ser o termo, mas não há transformação do Brasil em uma república militar.
- A favor
Sobre: decretar estado de defesa regionalmente para enfrentar o crime organizado
Inclusive, quando eu falo em utilizar, por exemplo, estado de defesa e garantia da lei da ordem, pra quem está nos assistindo compreender, é basicamente você ter um estatuto especial pra que quando você vai enfrentar o crime numa região, os militares, especialmente as polícias, disponham de mais meios de ação, isso vai ser feito regionalmente, não em âmbito nacional.
- A favor
Sobre: decretar estado de defesa regionalmente para enfrentar o crime organizado
Então eu vou colocar, por exemplo, uma favela que está tomada pelo crime, em estado de defesa, pra polícia poder entrar lá e derrotar o crime, uma cidade inteira, mas não...
Desconhecido
Eu gostaria que o senhor falasse de algumas ações que estão tramitando no Tribunal Superior Eleitoral e que envolvem a sua candidatura.
Desconhecido
Recentemente o ministro Dias Toffoli chegou a suspender por alguns dias a sua campanha nas redes, inclusive a sua aparição em entrevistas e sabatinas.
Desconhecido
Isso deixou de existir em outra decisão do ministro.
Desconhecido
O senhor ainda sente os prejuízos pela interrupção da sua campanha naquele momento, pela decisão do ministro Dias Toffoli do TSE?
Desconhecido
E mais, o senhor... Você informou a Justiça Eleitoral quais são as redes, quais são os perfis que fazem campanha para o senhor?
Desconhecido
E, sabendo que você entende muito sobre redes sociais, sobre esta campanha digital, como o senhor descreve hoje a campanha que está sendo feita pelos seus adversários?
Desconhecido
Um combo de perguntas, me ajude se eu esquecer alguma.
Desconhecido
A gente vai lembrar.
Desconhecido
Internet, Justiça Eleitoral e atenção do eleitorado.
- A favor
Sobre: garantir liberdade de campanha nas redes sociais
Sim, o Dias Toffoli me prejudicou.
Sim, foi de propósito.
Sim, foi uma vingança por eu ter organizado quatro manifestações pedindo a cabeça dele, pelo envolvimento óbvio dele no escândalo do Banco Master.
- A favor
Sobre: garantir liberdade de campanha nas redes sociais
Sim, o prejuízo que eu tive foi enorme, não só por ter ficado um dia e meio sem poder me comunicar, mas pelo fato disso desengajar o próprio algoritmo na rede social, que tem um mecanismo próprio de funcionamento, e se você fica sem produzir conteúdo ou ele é desligado, ele não volta a funcionar.
Uma rede minha que é o TikTok foi basicamente morta, eu nem tenho mais TikTok.
Isso impede que eu converse diariamente com milhões de pessoas.
Ele não vai recuperar esse prejuízo.
Tanto que ele se comportou como um moleque.
Ele foi, deu uma decisão por ofício, derrubando a minha rede social toda, me impedindo de fazer campanha.
No dia seguinte, sem ler petição nenhuma minha, ele volta atrás.
Por ofício.
Não, voltei atrás.
Como é que é?
É uma decisão de uma pessoa que se considera um imperador.
Ali, infelizmente, nos tribunais superiores, todo mundo se considera um imperador de si.
É bizarro.
- Neutro
Sobre: informar à Justiça Eleitoral as redes e perfis usados em campanha
Sobre informar as redes, eu informei.
Eu, assim como milhares, foram mais de 6.400 candidatos.
Tivemos problemas pro preenchimento, porque, um, o site do TSE caiu o tempo todo, e dois, o site do TSE, na hora de permitir que você preencha as informações, ele é vago.
Ele escreve assim, site oficial.
Ah, meu site oficial é, sei lá, renampresidente.com.br e minha conta no Twitter.
A maior parte dos candidatos não informou todas as redes, porque isso era confuso.
Eu vi a público, eu fui até no TSE e falei, ó, entendi, tem que fazer uma correção.
Antes de qualquer coisa eu já informei.
A maior parte dos candidatos não informou.
- A favor
Sobre: garantir igualdade de tratamento pela Justiça Eleitoral
E aí eu fui o único, dentre mais de 6 mil candidatos no país, que fui punido.
Curiosamente, o único a convocar manifestações contra o próprio Dias Toffoli.
São coincidências.
E sobre redes sociais, você me falou.
- A favor
Sobre: desenvolver estratégias de campanha nas redes sociais
Sobre as estratégias, o Lula não tem estratégia de redes, o Lula tá numa campanha meio que solta.
- Contra
Sobre: utilizar influenciadores digitais em campanhas eleitorais
O Flávio Bolsonaro tem uma campanha em que ele pouco aparece falando e o que ele faz é tentar chamar influenciadores, talvez muito bem motivados, pra falar que o Flávio vai ganhar primeiro turno porque ele tá criando uma mentira.
- Contra
Sobre: criar narrativa de que voto em outros favorece adversário
É a mentira de que se você não votar no Flávio, o Lula ganha.
Falando pro espectador que tá assistindo, o Brasil tem eleição em dois turnos.
É mentira que você não votar no Flávio faz o Lula ganhar.
Todo mundo que você votar que não o Lula faz o Lula não ganhar.
E eu sou a pessoa que vai derrotar o Lúcio em tudo, porque eu já derrotei o PT no impeachment da Dilma, sei falar em público melhor do que Flávio, e Flávio foge de mim nos debates.
Desconhecido
O senhor está acusando a campanha de Flávio de pagar perfis para fazer conteúdo contra o senhor, contra os adversários, e bons para ele?
- Contra
Sobre: contratar perfis e impulsionar conteúdo pago em campanhas eleitorais
Eu suspeito fortemente que ele está fazendo isso.
E agora eu vou fazer uma acusação, e vou tronar a pública aqui, para vocês terem um furo aqui no programa de vocês.
- A favor
Sobre: investigar e punir interferência estrangeira em campanhas eleitorais
Hoje... foram pegos prints, e isso já está sendo encaminhado para a justiça eleitoral, de agentes americanos impulsionando o conteúdo dos Estados Unidos para o Brasil, divulgando números favoráveis ao Flávio Bolsonaro.
Desconhecido
Isso faz parte da estratégia de intervenção americana na campanha eleitoral, como vem sendo denunciado pelo governo Lula?
Na verdade, a primeira pessoa a denunciar isso fui eu.
Da interferência dos Estados Unidos, através de um grupo chamado Rock Bridge, na campanha do Flávio Bolsonaro, com pessoas ligadas ao universo das terras raras.
Há uma empresa americana ligada a isso, que está direto ou indiretamente ligado à turma do Flávio Bolsonaro, inclusive já vazou na imprensa, memorando que saiu da campanha do Flávio, falando que ele seria um grande parceiro sobre terras raras.
- A favor
Sobre: investigar e punir interferência estrangeira em campanhas eleitorais
E, curiosamente, membros desse mesmo grupo ligado ao Trump estão impulsionando, o que é proibido por lei, conteúdo pró-Flávio para o Brasil.
Desconhecido
E desequilibra o jogo?
Desconhecido
O senhor já está sentindo isso?
- A favor
Sobre: investigar e punir interferência estrangeira em campanhas eleitorais
Claro, claro que desequilibra o jogo.
É ilegal fazer isso.
E não é apenas ilegal, é imoral.
Como é que a gente pode permitir que norte-americanos influenciem a eleição brasileira?
É o equivalente ao Lula usar chineses ou, sei lá, cubanos para apoiá-lo.
Desconhecido
O senhor tem como provar essa denúncia?
Desconhecido
Sim, sim.
Desconhecido
O senhor vai mover alguma ação no TSE?
- A favor
Sobre: entrar com ação no TSE contra impulsionamento e irregularidades de campanha
Sim, sim, já está com o nosso corpo jurídico.
Isso é um absurdo.
Membros, vou colocar uma pessoa que tinha sido, inclusive, indicada que seria secretária no governo americano, chama Matt, Matt Gass, eu acho que é o nome dele, divulgando conteúdo impulsionado, divulgando números da Polymarket favoráveis ao Flávio, impulsionado com dinheiro para o público brasileiro.
aparecendo para brasileiros.
- A favor
Sobre: investigar e punir interferência estrangeira em campanhas eleitorais
Isso tem homem, isso é crime.
Desconhecido
Isso pode inviabilizar a candidatura do Flávio?
Aí é com os juízes e ministros.
E aí, no Brasil, depende.
Depende.
Talvez, às vezes, o ministro seja amigo de um.
Desconhecido
Depende de quem seja o relator?
Depende do humor e de quem estava, às vezes, no telefone do Vorcaro.
Hoje, falar que a gente tem um STF, um TSE objetivos, é uma piada.
Hoje é uma corte de qualquer coisa.
Desconhecido
Candidato, bom, Marina, vai você, depois eu quero fazer uma pergunta própria das suas propostas.
Desconhecido
Vai, Marina.
Desconhecido
Eu queria mudar de assunto, candidato, para a gente falar de Bolsa Família.
- Ambíguo
Desconhecido
Sobre: reverter aumento do Bolsa Família anunciado no período eleitoral
O senhor, o partido do senhor, entraram com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral para tentar reverter o aumento que foi anunciado na semana passada pelo governo Lula no Bolsa Família, às vésperas do processo eleitoral.
Desconhecido
Na sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes entendeu ser constitucional a medida, mas o senhor ainda não teve uma resposta do ministro André Mendonça.
Desconhecido
anda esse processo.
Desconhecido
E uma outra pergunta que eu te faço.
- Ambíguo
Desconhecido
Sobre: manter aumento do Bolsa Família
Se eleito, o senhor vai manter esse aumento do Bolsa Família?
Vamos lá.
Câmera 2 olhando para você.
Não vou.
- Contra
Sobre: aumentar o Bolsa Família
Eu acho errado, eu acho imoral você fazer caridade com o bolso alheio.
O Brasil que trabalha e produz não vota no Lula.
O Lula vai, vota a mão no bolso dessas pessoas que já estão pagando impostos extorsivos e avisa no meio de um processo eleitoral, vou te dar um dinheiro a mais.
Isso se chama compra de voto.
- Neutro
Sobre: proibir alterações em políticas sociais durante o período eleitoral
A legislação brasileira proíbe que você faça todo tipo de alteração em política social em período eleitoral.
A alegação da turma do Lula vai ser a seguinte, não, mas eu só estou fazendo uma correção.
Fizesse a correção antes do período eleitoral ou depois.
Ele é presidente em novembro e dezembro.
Desconhecido
Mas o Bolsonaro também fez isso na eleição.
Desconhecido
E é errado.
Desconhecido
E eu denunciei do mesmo jeito.
Desconhecido
E é errado.
Desconhecido
Mas o senhor vai reverter?
Desconhecido
Se o senhor for eleito, o senhor vai reverter esse aumento?
- A favor
Sobre: reverter aumento do Bolsa Família anunciado no período eleitoral
Estou tentando reverter agora.
A questão toda é, você quer fazer uma correção, você pode fazer uma correção.
Agora, você não vai fazer correção no período eleitoral.
quando você pega, volto a colocar aqui, no bolso de quem está trabalhando e produzindo e dando para uma outra parte da população que vota no Lula.
E o Lula sabe disso.
O Lula é majoritário na população que recebe Bolsa Família.
O recado do Lula é o seguinte, se você que não vota em mim e que tá trabalhando, tá ralando, é o dono de uma loja de material de construção, é motoqueiro, é entregador, é Uber, você vai pagar conta pra comprar voto do resto da população.
Eu acho isso iminentemente imoral.
Eu não vou permitir.
Na vida, você tem que escolher lado.
Não dá pra você ser meio termo, igual, por exemplo, é o Flávio que falou, não, não, eu vou manter.
Lógico, o Flávio é um vasilina.
O Flávio é um enganador, ele está basicamente querendo fazer esse joguinho do Lula de fugir dos temas polêmicos.
Eu não vou fugir.
- A favor
Sobre: priorizar políticas econômicas em benefício de trabalhadores formais
O brasileiro que está trabalhando e produzindo comigo, ele vai ser alvo das minhas políticas antes de qualquer outro grupo.
Você que está trabalhando e produzindo, eu não vou jogar na cola de você, através de impostos, o aumento que o Lula está tentando dar para comprar o voto do resto da população.
Desconhecido
Candidato, queria falar de reforma da Previdência.
Desconhecido
Dentro da proposta que o senhor tem... tem o uso de FGTS como uma poupança em favor desse trabalhador ao se aposentar.
Desconhecido
O senhor pode explicar para a gente exatamente como é?
Claro.
- A favor
Sobre: fundir recursos do FGTS com o INSS para criar uma poupança previdenciária
A ideia é fundir e aproximar o valor destinado ao INSS junto com o FGTS para você criar uma poupança que rende mais do que rende o FGTS hoje.
Hoje o rendimento do FGTS é uma piada.
E aí a ideia é permitir que haja esse rendimento, que você crie uma poupança real para que haja uma aposentadoria no fim da vida daquela pessoa, mas recheada.
- A favor
Sobre: criar um novo regime trabalhista que aumente a base de contribuição e reduza alíquotas
Isso permite também, com o novo modelo trabalhista que nós queremos trazer, que você aumente a base de contribuição e diminua as alíquotas, tornando a taxação que existe sobre o salário da pessoa, que quando fica alíquota é pequenininho, menor.
E aí o salário que sobra no fim do mês é maior.
Desconhecido
Mas aí o que o senhor teria a oferecer para os milhões de trabalhadores que são PJs, pessoas jurídicas, e que não têm fundo de garantia?
- A favor
Sobre: criar um novo regime trabalhista intermediário para trabalhadores PJ
Mas são essas pessoas que eu estou falando que eu vou oferecer um novo regime trabalhista.
Desconhecido
O senhor vai impedir a PJtização?
Desconhecido
Vai reverter?
- Contra
Sobre: impedir a PJtização
Não, não é impedir.
É porque hoje essa pessoa está fazendo uma escolha.
Hoje a gente tem um regime trabalhista no Brasil que é muito cruel.
Hoje a pessoa, se for receber um salário CLT, metade do salário praticamente fica com o governo.
E a outra metade fica no bolso dele.
Eu não posso manter esse modelo porque as pessoas não querem.
Todas as gerações mais novas querem basicamente trabalhar com o MEI porque elas sabem que o dinheiro fica com elas no fim do mês.
Aí ela fica sem a proteção social no final da vida.
O que a gente tem que criar é um modelo intermediário, que tenha ali uma contribuição.
mas que aumenta e expanda a base, aí diminui a informalidade, aí todo mundo vai pagar uma alíquota menor, mas mais pessoas vão pagar.
E aí você gera uma arrecadação que ajude a sustentar o modelo previdenciário brasileiro e ajude aquela pessoa a ter uma aposentadoria.
Isso vai ser bom para todo mundo.
Desconhecido
Candidato, o seu nome aparece no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas, com dívidas de mais de R$ 36 mil.
Desconhecido
Esse dado foi tornado público hoje, mas também há outros processos trabalhistas nos quais o nome do senhor está incluído.
- Ambíguo
Desconhecido
Sobre: acabar com a Justiça do Trabalho
Acabar com a justiça do trabalho não seria governar ou atuar em causa própria?
Não.
- A favor
Sobre: reformar a legislação trabalhista para reduzir a judicialização e custos
Porque se eu for falar em ações trabalhistas, todas as empresas no Brasil têm.
E é crime você ser alvo de uma ação no país que tem o maior número de ações trabalhistas no mundo.
O Brasil é a maior indústria de ação trabalhista no mundo.
Qualquer empreendedor que está me assistindo aqui sabe o inferno que é contratar alguém, demitir alguém.
Empresas passam por dificuldades, demitindo.
é crime.
Desconhecido
Mas o que explica tantas ações contra... as empresas que o senhor foi sócio.
Desconhecido
E nem todas as empresas chegam no nível de execução.
Desconhecido
e a ação que consta essa em Jundiaí já chegou no nível de execução, ou seja, foram esgotadas todas as possibilidades e o reconhecimento de que o senhor errou como empresa.
Não, porque eu comprei a empresa com os problemas e depois eu saí da empresa, essas dívidas sequer não pertencem.
As dívidas pertencem à empresa e a empresa tem bens para arcar com isso.
Isso se chama recuperação de empresas, é uma prática muito comum e não tem nada comigo.
Milhares, na verdade milhões de empresas grandes, incluindo todos os grupos de mídia no Brasil, têm ações trabalhistas e não é crime.
Não tem nada de errado nisso.
Errado é o Brasil ser o paraíso da indústria da indenização trabalhista.
O Brasil tem mais indenizações trabalhistas do que, sei lá, o segundo, o terceiro, o décimo lugar somados.
Isso é um absurdo.
Por isso que é tão difícil contratar no Brasil e por isso que as pessoas vivem na informalidade.
Isto que não pode existir.
E aí a indústria trabalhista custa 24 bilhões de reais por ano, um monte de juiz recebendo super salário.
A economia nossa ficando ineficiente e a gente achando que as pessoas têm direito.
O direito que o trabalhador tem, mais básico, é o direito a trabalhar.
Hoje não tem mais direito ao trabalho.
Se fosse tão bom assim, os trabalhadores brasileiros, eles não estariam indo pros Estados Unidos procurar um emprego com o modelo que eu quero, que é o modelo mais flexível.
Estariam os americanos saindo lá dos Estados Unidos e vindo trabalhar aqui pra ficarem todos protegidões com a CLT.
Ninguém tá fazendo isso.
Porque o nosso modelo é uma porcaria.
É um modelo que foi idealizado nos anos 40. num mundo que não existia internet, não havia essa economia de serviços que nós temos hoje, era um mundo antiquado.
E aí nós queremos adequar isso pra ter um monte de juiz de esquerda tentando fechar a empresa, como acontece no Brasil.
Desconhecido
Gostaria de saber quais são suas ideias para o Supremo Tribunal Federal, para reforma no judiciário, pegando como exemplo essa questão do Bolsa Família, que o senhor apresentou no TSE, e até agora não teve uma decisão do ministro André Mendonça.
Desconhecido
Vocês já foram lá, conversaram, como eu disse, os advogados, diretamente com o ministro, com o gabinete dele, acho que pensando no macro, que é a reforma do judiciário, mas pegando como exemplo essas situações em que a população, e eu acredito que os senhores que postularam, uma ação, não conseguem entender a demora para vir uma decisão.
Desconhecido
Candidato, só lembrando que temos cerca de um minuto e meio agora para a sua resposta.
Desconhecido
Vou tentar falar rápido.
Desconhecido
Suas considerações finais.
- A favor
Sobre: reformar o Judiciário limitando poderes do STF e criando foro especial para parlamentares
Eu tenho que me dar nas duas aqui.
Vamos lá, primeira coisa, a reforma que nós precisamos da STF, uma reforma que diminua os superpoderes que a STF tem, que impeça juízes que têm um escritório ligado aos seus familiares de fazer negócio por aí usando, vamos lá, falar a verdade, um instrumento de lobby que eles têm à disposição, de enfrentar... essa capacidade que o STF tem de ir para cima dos senadores na hora que os senadores precisam julgar o STF.
Ou seja, criar um foro especial que pegue deputados e senadores e que não coloque o STF para cima deles usando uma faca no pescoço para impedir que eles sejam julgados.
Não podemos ter os togados no Brasil se tornando essas entidades mais poderosas do que a própria Constituição.
Para você resolver isso, você precisa colocar um presidente da República honesto, sincero e que tenha propostas e que não esteja, acima de tudo, no celular do Daniel Vorcaro.
Eu sou a única pessoa que não tá no celular do Daniel Vorcaro.
Eu sou a pessoa que enfrentou, organizei quatro manifestações contra ele.
Eu tenho propostas pra mudar o Brasil, tenho propostas pra enfrentar o STF.
Enfrentei o Dias Toffoli, que é ministro do STF, quando ele tentou acabar com a minha candidatura e dobrei a prosta pra cima dele.
- A favor
Sobre: desobedecer decisões judiciais ilegais
Não cumpri decisão ilegal que venha dele, porque você precisa de gente com sangue nas veias, que não tenha medo de falar o que pensa e que acredita fortemente que o Brasil dá pra ser um lugar muito, mas muito melhor.
- A favor
Sobre: tornar o Brasil uma das cinco maiores potências do mundo
Eu vou entregar o Brasil como uma das cinco maiores potências do mundo, que é. o Brasil nasceu pra ser.
- A favor
Sobre: priorizar propostas de governo em vez de discutir acusações pessoais de sabotagem
E não pra gente ficar discutindo se... fulano participou ou não de alguma sabotagem junto com o Borcar.
Meu nome é Renan, meu nome é o 14 e eu conto com você.
Desconhecido
Preciso no horário.
Desconhecido
Muitíssimo obrigado, uma boa noite para o senhor, muito obrigada também às minhas colegas por mais essa entrevista aqui com os candidatos à presidência.
Desconhecido
Uma boa noite, candidato.
Classificação por IA a partir da transcrição do vídeo público. Veja a Metodologia