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Entrevista com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República | Em Pauta
486 falas · 1 políticos · 12 de dezembro de 2025 · 64 min
Falas de Flavio Bolsonaro. 486 falas transcritas, com tema e posicionamento nas que a análise classificou.
Quem fala
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Transcrição
486 falasTranscrição completa do vídeo. As falas que a análise classificou trazem tema e posicionamento.
Olá a todas e todos, eu sou a Isabela Alonso Planho, repórter de Veja, e hoje eu recebo aqui o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro.
Olá, senador, muito bem-vindo e obrigado por aceitar o nosso convite.
Olá, Isabela, olá a todos aí nos estúdios.
Espero que possamos bater um bom papo aqui e esclarecer a população sobre quaisquer assuntos, porque nós temos um grande e difícil trabalho pela frente.
Senador, começando por um assunto que está quente no noticiário, o que o senhor achou do texto do PL da dosimetria que foi aprovado na Câmara na madrugada dessa quarta-feira?
Olha, é um texto horroroso, é um texto que confirma que hoje o Legislativo continua sendo tutelado por outro poder, é uma vergonha, uma humilhação, mas eu quero aqui dar os parabéns a todos os deputados que aprovaram este texto.
porque é o que foi possível, era o que dava para fazer.
Ali a composição, a maioria é que tem que falar, mas o debate foi proibido.
Para que houvesse, para que fosse pautado este projeto, a condição foi exatamente não mexer no texto, senão ele sequer seria pautado.
E aí eu quero aqui também externalizar que foi sim mais uma demonstração do tamanho de Jair Messias Bolsonaro.
Porque é um texto que neste momento não muda absolutamente nada para ele.
Uma pessoa inocente que foi justiçada pelos seus próprios inimigos numa turma no Supremo Tribunal Federal.
E ele falou com todas as letras que se é para pessoas como a Débora do Batom poderem voltar para suas casas, poderem ver seus filhos, ainda que não seja com a liberdade plena, ele topava pagar o preço de que esse texto fosse aprovado desta forma.
E é o que nós estamos fazendo, mais uma vez, para que fique público o tamanho do coração e o tamanho do sentimento de patriotismo e de humildade de Jair Messias Bolsonaro.
Eu tenho certeza que muitos que estão nos assistindo talvez não tenham a dimensão da grandeza desse gesto dele.
Ele está lá preso, numa sala de 12 metros quadrados, trancado na chave o dia inteiro, com duas horas de banho de sol para ir na... num cercadinho ali de 3 por 4, para dar uma caminhada, que não dá nem para fazer um exercício, com o ar-condicionado central do prédio da Polícia Federal zunindo no ouvido dele de 7 da manhã a 7 da noite, e ainda assim ele está pensando nos outros, está pensando naquelas pessoas que nós sabemos que são inocentes, e portanto ele deu esse comando para a gente, foi o que a bancada do PL e a bancada de deputados... aliados de oposição ao governo Lula, fizeram no plenário de ontem, na Câmara, então estão todos de parabéns, foram guerreiros, e obviamente a nossa luta não para por aí, vai para o Senado ainda, mas eu acho que as condições vão acabar sendo as mesmas, mas vamos dar esse primeiro passo, botar pessoas inocentes como a Débora do Batom para voltarem a ter um convívio.
com suas famílias, tentarem buscar algum nível de normalidade em suas vidas, e o Bolsonaro pediu que, nesse momento, ele próprio ficasse segundo plano, mais uma vez, ele dando o exemplo.
Senador, pelo que eu entendi, esse texto, então, não contempla totalmente o que vocês pretendiam, que o clã Bolsonaro queria, mas foi uma sessão, de certa forma, que foi feita pelo ex-presidente.
O senhor, como que foi a articulação, como foram as conversas do Centrão para que essa votação acontecesse?
O senhor ou algum representante da família Bolsonaro participou dessas conversas?
Não dessas últimas não, mas a bancada, os nossos líderes já sabiam qual era a orientação vinda do próprio presidente Bolsonaro.
E, sim, deram mais uma demonstração de fidelidade a acreditar na palavra dele, na estratégia dele.
Só que, mais uma vez, é a constatação de que não existe mais independência entre os poderes, porque, mais uma vez, o debate foi proibido no plenário da Câmara.
O que a gente sempre pediu?
A gente sempre pediu que fosse pautado o projeto e aí a redação, que seria a vencedora depois de todo o processo legislativo, caberia, a maioria dos deputados decidia, como entendo que caberia.
a maioria dos senadores decidirem na sequência o que deve acontecer na semana que vem, talvez a votação desse texto, se é que não vai haver ali uma celeridade para que passe rapidamente pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e na sequência vá para o plenário.
Mas assim, eu nunca vi em 22 anos de parlamentar.
Um parlamentar ser proibido de fazer uma emenda a um projeto?
Um parlamentar ser proibido de fazer um destaque?
O parlamentar ser proibido de defender o seu ponto de vista com as suas convicções da tribuna do plenário da Câmara?
Então, essa é a realidade que nós estamos enfrentando hoje.
Por isso que a minha candidatura à presidência da República não tem a ver só com isso.
Óbvio que tem a ver também com isso.
Mas tem a ver com liberdade.
Com a liberdade do parlamento, com a liberdade das instituições, com a liberdade... da população brasileira poder ir e vir sem medo de tomar uma revolvada na testa, uma mulher poder andar na rua com a sua bolsa sem medo de ser assaltada, um ciclista poder andar com o seu celular ou com o seu capacete sem medo de perder a vida porque um marginal simplesmente não foi com a sua cara ou ele teve vontade de te matar.
Essas liberdades que a gente precisa defender nessa eleição é o que eu vou fazer.
Mas aí, com relação à anistia... Como o debate foi interditado, era o que dava para fazer.
nesse momento, lutamos com todas as nossas forças, só que nessa pauta o sistema venceu e a gente tem que ter a consciência de que a gente precisa olhar para frente e contar com um novo parlamento, com um novo presidente da república, para que essa pauta de justiça seja restabelecida no nosso país.
O senhor acha que o movimento que foi feito para aprovar esse PL da dosimetria na Câmara, com o aval do Centrão, está relacionado com alguma movimentação para fazer o senhor desistir da sua pré-candidatura?
Não, de jeito nenhum.
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