Tabata Amaral: Há momentos, na história, na vida, em que precisamos deixar algumas coisas no passado, em que precisamos abrir espaço para que o novo chegue.
Tabata Amaral: A gente precisa ouvir essas mães que estão desesperadas porque estão cansadas; porque estão sozinhas; porque estão enfrentando uma depressão; porque ainda estão no hospital; porque estão lidando com uma doença; porque ainda não dão conta de fazer aquilo sozinhas; e porque elas não deveriam fazer aquilo sozinhas.
Eu quero pedir a vocês que deem um voto pelas crianças que ainda não nasceram, pelas que merecem ter o pai, nos primeiros dias, para construir um vínculo; um voto pelos pais que não têm ideia de como vão aprender a fazer isso, que estão morrendo de medo, que também estão inseguros, e que, muitas vezes, são agressivos porque não sabem lidar com aquele sentimento.
Tabata Amaral: Votem, não olhando para como vocês fizeram, para como fizeram com vocês, mas votem por essas famílias, para que elas possam ter um pouco mais de tempo, de espaço para se acostumarem, para lidarem com essas mudanças, para investirem em suas famílias.
Tabata Amaral: Eu poderia ter listado todos os dados de que isso vai ser melhor para a saúde mental da mulher, de que vai ser melhor para a saúde mental do homem, de que vai ser mais lucrativo para as empresas, de que essa mãe vai conseguir voltar com mais facilidade, de que essa família vai estar mais fortalecida contra o crime, contra a droga, contra tudo o que o mundo vai colocar lá fora.
