Sérgio Moro: Naquela ocasião, esses crimes chocaram a Itália e a Itália passou a se organizar mais para proteger e preservar a integridade daqueles que se colocam contra as organizações mafiosas.
Sérgio Moro: Eu me permito aqui a leitura de um trecho.
O Giovanni Falcone escreveu um pequeno livro em 1991 – antes, portanto, de ser vítima desse atentado a bomba –, no qual ele já reclamava da desorganização do Estado italiano na proteção dos agentes da lei.
Sérgio Moro: E, no final do livro, quase como em palavras proféticas, ele escreveu o seguinte: Morre-se, geralmente, porque se é só ou porque se entrou num jogo maior do que as suas possibilidades.
Sérgio Moro: Morre-se, muitas vezes, porque se deve agir de forma artesanal e, não se sendo ajudado, está-se destinado a levar bala.
