Sérgio Moro: A Copel deveria – com todo o respeito, e em respeito à presente situação de endividamento das famílias paranaenses – ter pedido, solicitado um aumento menor, ou até mesmo a manutenção do preço, mas um aumento de 20% está muito acima, muito acima do patamar inflacionário; e, no momento de endividamento das famílias paranaenses, é um aumento que não se justifica de maneira nenhuma.
Sérgio Moro: E não me compreendam mal. Eu não estou aqui ventilando pauta da esquerda, eu não sou contrário a privatizações, mas as privatizações têm que gerar eficiência; e a empresa, tendo sido privatizada, tem ainda mais responsabilidade em mostrar essa eficiência.
Ela tem o direito natural, sim, de perseguir os lucros, inclusive para os seus acionistas, mas urge que a Copel – e nisso o Governo do Estado do Paraná tem que ter um direcionamento – faça investimentos necessários para evitar essas quedas constantes de luz, para a gente ter energia estável, mas igualmente que reveja esse aumento absurdo de 20% num momento de endividamento.
Sérgio Moro: Da mesma forma, urge também que, no Estado do Paraná, nós possamos, a médio e longo prazo, estudar a redução dessa carga tributária que nos torna menos competitivo do que o nosso estado vizinho.
Sérgio Moro: E com isso também, reduzindo a carga de impostos, se transfere, se deixa, não se retira a riqueza das famílias e das empresas paranaenses, ao contrário atrai investimentos e deixa o ambiente de negócios mais competitivo.
