Sérgio Moro: Mas quando eu leio os termos da decisão, eu chego à conclusão de que o quadro é ainda pior, porque as mensagens trocadas por ele com seus, eu ia dizer cúmplices, mas pelo teor das mensagens são capangas, são estarrecedoras.
Sérgio Moro: Sugerindo, por exemplo, em relação a uma empregada dele, entre aspas: "Daniel Vorcaro tem que moer essa vagabunda".
Em relação à jornalista que o incomoda com a publicação de matérias – e aqui há uma possibilidade de ser o Lauro Jardim, eventualmente a Malu Gaspar –, ele sugere, entre aspas também, "a simulação de um assalto, quebrar todos os dentes, dar um pau nele".
Sérgio Moro: Nós estamos vendo aqui, Senador Seif, gangsterismo; justifica mais ainda a atribuição da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado para apurar esses fatos.
Sérgio Moro: Não é somente crime de colarinho branco; a decisão está repleta de referências à espionagem ilegal de adversários, à cooptação de agentes públicos para obtenção de informação e para manipulação de processos.
