Marcos Rogério: Quando não se respeita, repito, o devido processo legal, você tem condenações, prisões, especialmente prisões cautelares, baseadas não naquilo que está no processo, mas naquilo que se determinou fosse verificado em grupo de WhatsApp – e eu estou falando isso aqui porque é parte da denúncia que foi apresentada pelo ex-assessor Tagliaferro – e se deixa de dar atenção para a denúncia que foi feita, que é grave, que aponta para uma violação legal, para algo que...
Marcos Rogério: No passado, nós tivemos, no caso da Lava Jato, a anulação de todo o processo por situações muito menos graves do que essas identificadas e denunciadas no curso desse processo do 8 de janeiro, mas lá a anulação é porque o julgamento se deu na 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba.
Lá a apuração era do crime de corrupção, com desvios de bilhões e bilhões de reais, com acusados que confessaram os crimes, que estavam devolvendo dinheiro e haviam entregado aqueles que se favoreceram do esquema.
Marcos Rogério: Mesmo assim, tudo foi anulado. Agora, a denúncia é feita de que no curso dessas investigações aconteceram procedimentos extra autos, fora dos autos, combinando – combinando – aquilo que ia determinar quem era solto, liberado, ou quem seria preso ou mantido em prisão, e não há quem diga que está errado.
Marcos Rogério: Aqui essa denúncia foi feita pela imprensa. E aqui na tribuna do Senado Federal e da Câmara também se denuncia, reverbera o tempo todo isso, mas não há, por parte da própria instituição, que deveria expurgar, que deveria afastar esse tipo de prática pelos mecanismos de controle que a própria Corte tem, não se verificou até agora nenhuma iniciativa no sentido de afastar a ilegalidade.