Douglas Ruas: e a letalidade violenta.
Douglas Ruas: A letalidade violenta a gente começa já com um problema aqui, porque o Estado do Rio de Janeiro classifica da mesma maneira o homicídio doloso e o homicídio, o latrocínio, o roubo seguido de morte, que é o latrocínio, a lesão corporal seguida de morte e a legítima defesa do policial para defender a sua vida ou a vida de um cidadão de bem.
E aí para aqueles que estão nos assistindo... entender o que isso muda na dinâmica do serviço policial, o Estado do Rio de Janeiro criou um indicador em que o policial, se precisar reagir a uma injusta agressão de um criminoso e esse criminoso for a óbito, ele vai ser rebaixado no ranking de avaliação da segurança pública.
Douglas Ruas: Então, o que acontece na prática?
Douglas Ruas: Muitas vezes... Os policiais, mesmo sabendo da presença de criminosos em determinada localidade, o comandante acaba puxando o freio de mão para não ter o confronto, porque se enfrentar o crime organizado e tiver o confronto, e nesse confronto um criminoso for a óbito, eles vão ser rebaixados no ranking de avaliação de desempenho da segurança do Estado do Rio de Janeiro.