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Haddad Ao Vivo com Tatiana Roque - Lançamento do livro: O Terceiro Excluído
357 declaraciones · 1 políticos · 26 de julio de 2022 · 40 min
Declaraciones de Fernando Haddad. 357 declaraciones transcritas, con tema y posicionamiento en las que el análisis clasificó.
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357 declaracionesTranscripción completa del video. Las declaraciones que el análisis clasificó traen tema y posicionamiento.
E termina com uma discussão sobre linguística, também procurando ir até a fronteira do que está sendo discutido hoje.
E aí a discussão de dois autores conhecidos, um mais, o Noam Chomsky, e o outro é um psicólogo ítalo-americano chamado Michael Tomasello, que eu acho que eu dou um fecho... que explica o título do livro, que explica um pouco... essa trajetória de por que a linguística foi importante para eu dialetizar a antropologia, que é o propósito do livro.
Aliás, é como se fossem dois propósitos num só, porque dialetizar a antropologia só é possível, se eu tiver certo nas premissas, se eu antropologizar o materialismo.
Na verdade, é a tentativa de buscar uma... Um solo comum que nunca foi muito bem mapeado entre materialismo histórico e antropologia.
Eram como se fossem dois grandes continentes sem comunicação.
Foram tentadas, foram feitas algumas tentativas.
Não é que não foram feitas.
Na minha opinião, um pouco infrutíferas.
Porque o maior problema da antropologia, do meu ponto de vista, é que ela resistiu à dialetização.
Ela tinha dificuldade em fazer uma leitura dialética dos autores da antropologia.
E eu sempre que lia um antropólogo, eu sempre gostei de ler muito, então lia de tudo, eu via que tinha uma fronteira ali que precisava ser ultrapassada para que esse diálogo pudesse ser profícuo.
Então, o propósito do livro é esse.
A antropologia é uma ciência extraordinária, que se desenvolveu no final do século XIX, século XX, com uma riqueza de dados etnográficos que não eram conhecidos dos pais do materialismo.
Marx e Engels conheciam muito pouco de antropologia, porque tinham muito pouco para conhecer.
Então, não é que era a mesma coisa que cobrar... do Darwin conhecer genética.
Não era uma disciplina que existia na época do Darwin, a genética como nós a conhecemos hoje.
E sem a genética você não consegue entender a teoria da evolução.
Então como é que o pai da teoria da evolução não conhecia algo que era essencial para pôr de pé a teoria da evolução?
São os paradoxos da ciência.
Às vezes um cara está botando um tijolo ali, o outro está botando um tijolo cá, não se conhecem e de repente vem alguém e fala esse tijolo tem a ver com esse outro e as coisas vão se montando.
E a ciência evolui assim.
O professor aqui vai me corrigir.
Mas a ciência se mexe dessa maneira.
As descobertas vão sendo feitas, as evidências vão sendo acumuladas, os nós históricos vão sendo evidenciados e aí você tem que buscar... A coerência dos dados que você reúne, em geral, isso exige algum tipo de movimento de síntese, alguma procura de uma síntese.
Então, foi o que eu procurei fazer.
E, para falar a verdade, essa pergunta me angustia há mais de 20 anos.
Na minha tese de doutorado, eu já esbarro nela sem conseguir resolver.
Eu fiz uma tese de doutorado sobre o Habermas, e o Habermas... tem o mesmo problema.
Ele também é obrigado a ler muitos antropólogos e, na minha opinião, com muita dificuldade também encontrar o solo comum entre a antropologia e o materialismo.
Mesmo na obra dele para a reconstrução do materialismo histórico, ele é obrigado a recorrer à antropologia.
Mas é engraçado que, quando ele procura fazer uma síntese, ele abre mão da dialética.
E, para mim, abrir mão da dialética é abrir mão da crítica.
Então, o problema que eu vejo naquele projeto é que, quando você desdialetiza a crítica social, você perde potencial de transformação da realidade, você naturaliza a realidade.
E eu acho que a nossa realidade não pode ser naturalizada.
Acho que a sensação que eu tenho é que a gente precisa transformar o mundo para melhor rapidamente, inclusive, porque nós estamos com um belo problema diante de nós.
Social, com toda a automação dos processos produtivos, a perda de centralidade do trabalho.
Hoje a gente corre para vender, a força de trabalho não tem para quem vender, em virtude dos processos de automação.
E a gente fica discutindo como é que as pessoas vão viver.
se não... É um paradoxo.
Você não precisa do trabalho para produzir mercadorias, mas o trabalhador precisa vender a força de trabalho para viver.
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