Sérgio Moro: Nesse cenário de endividamento, nesse cenário em que as famílias estão aí, 85% das famílias de baixa renda com dívidas, no país inteiro, pelas estatísticas, a população do Paraná ainda tem que conviver com o aumento de 20% da conta de luz, de responsabilidade, sim, da Copel e de responsabilidade, sim, do Governo do Estado do Paraná, que deixou que fosse encaminhado um pleito desse tamanho sem fazer qualquer espécie de objeção.
Sérgio Moro: A Aneel, agência reguladora da matéria aqui em Brasília, aprovou esse aumento, mas é claro que não teria aprovado esse aumento, se a solicitação não viesse desse tamanho.
A Copel deveria – com todo o respeito, e em respeito à presente situação de endividamento das famílias paranaenses – ter pedido, solicitado um aumento menor, ou até mesmo a manutenção do preço, mas um aumento de 20% está muito acima, muito acima do patamar inflacionário; e, no momento de endividamento das famílias paranaenses, é um aumento que não se justifica de maneira nenhuma.
Sérgio Moro: E não me compreendam mal. Eu não estou aqui ventilando pauta da esquerda, eu não sou contrário a privatizações, mas as privatizações têm que gerar eficiência; e a empresa, tendo sido privatizada, tem ainda mais responsabilidade em mostrar essa eficiência.
Sérgio Moro: Ela tem o direito natural, sim, de perseguir os lucros, inclusive para os seus acionistas, mas urge que a Copel – e nisso o Governo do Estado do Paraná tem que ter um direcionamento – faça investimentos necessários para evitar essas quedas constantes de luz, para a gente ter energia estável, mas igualmente que reveja esse aumento absurdo de 20% num momento de endividamento.
