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?Eu nunca me imaginei na política? | TARCÍSIO DE FREITAS: FÉ, GESTÃO E FUTURO DO PAÍS | PodPaulo #26
1476 statements · 1 politicians · September 8, 2026 · 94 min
Statements by Tarcisio. 1476 transcribed statements, with topic and stance on the ones the analysis classified. Topics: Transport Policy, Regional Development and Infrastructure, Intergovernmental Relations, Presidential Elections.
Speakers
Transcript
1,476 statementsFull transcript of the video. Statements the analysis classified carry topic and stance.
Desconhecido
Desconhecido
Olá, sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio do Pode Paulo, esse projeto que a gente começou esse ano aí com uma proposta de trazer... conversas, bate-papos com pessoas de vários segmentos da sociedade.
Desconhecido
Tem gente da política, tem gente da música, tem gente do humor, tem gente do teatro, do cinema.
Desconhecido
E hoje o convidado é muito ilustre.
Desconhecido
Não mostro o convidado ainda.
Desconhecido
Deixa assim, porque eu vou fingir.
Desconhecido
Eu sempre gosto de fingir convidado, porque ninguém sabe quem é. Eu sempre gosto de fingir que a pessoa... Quando você clicou na thumb, você não viu quem era.
Desconhecido
Então, eu gosto de fazer esse drama, esse suspense, quando você não soubesse quem é que está aqui na minha frente.
Desconhecido
Então, eu gosto de... fazer uma apresentação, uma boa apresentação do nosso convidado, mas primeiro preciso agradecer a UC Filmes, estúdio UC Filmes, que é que disponibiliza o local aqui onde a gente tem gravado, essa parceria que a gente tem feito, tem disponibilidade para você gravar podcast, como você está vendo aqui essa gravação, tem estúdio de fotografia, estúdio de filmagem, tem camarim, então é um pessoal super capacitado, equipamento de ponta, então se você é de outro lugar do Brasil.
Desconhecido
não sabe onde vai gravar em São Paulo, está em dúvida, você já não precisa mais ficar em dúvida, porque agora aqui em Moema, bem localizado, além disso, além de tudo, é bem localizado, você tem 11 filmes aqui para servir você.
Desconhecido
Aquele grande abraço a Rodoxisto, uma das maiores transportadoras do Brasil, realizam aproximadamente 600 embarques diários, quase 30 anos de mercado e é um dos parceiros aqui.
Desconhecido
Eu agradeço muito quando a iniciativa privada se coloca aqui.
Desconhecido
na parceria para nos ajudar, acreditando no projeto.
Desconhecido
Então, um abraço para a Rodoxisto, que tem acreditado no nosso projeto já há algum tempo.
Desconhecido
Muito obrigado.
Desconhecido
E não posso esquecer também, ICT, Inteligência em Consultoria Tributária.
Desconhecido
De repente, você que está me vendo aqui, você pensa assim, pô, tudo que eu paguei para os cofres públicos, para a nossa eterna lua de mel entre o meu... Nosso presidente e a sua querida primeira dama.
Desconhecido
Pô, deve estar tudo certo, imagino.
Desconhecido
Mas talvez você fique surpreso ao saber que pode ser que você tenha créditos a receber de impostos que foram pagos a mais para o governo.
Desconhecido
E aqui na tela, neste momento, deve estar aparecendo um QR Code.
Desconhecido
Você vai apontar o celular para esse QR Code para descobrir como nós vamos poder identificar quais créditos são esses que você pagou a mais e vamos ajudar que você receba-os.
Desconhecido
Receba-os, tá bom?
Desconhecido
Então, aponta aí e a gente vai tirar um pouquinho do dinheiro dessa lua de mel eterna.
Desconhecido
Tá certo, pessoal?
Desconhecido
Então, sem mais delongas, chega de reclames do plim-plim.
Desconhecido
Eu quero apresentar, você ainda não viu quem é, ele está aqui há 10 minutos me ouvindo falar sem parar, mas agora eu já vou botar ele na conversa.
Desconhecido
Eu estou aqui recebendo hoje esse convidado ilustre, que é engenheiro civil, mestre em engenharia... Ah, caralho, desculpa.
Desconhecido
O cara me ligou bem na hora da apresentação.
Desconhecido
Então, se quiser, corta, senão fica assim mesmo.
- Neutral
Desconhecido
About: liderar concessões e grandes projetos de transporte
Eu estou aqui com ele, que é engenheiro civil, mestre em engenharia de transportes, ex-militar do Exército Brasileiro, onde serviu por 17 anos, atuou no Serviço Público Federal e foi ministro da infraestrutura, liderando concessões e grandes projetos de transporte no país.
Desconhecido
Você já estava se ligando que eu ia, né?
Desconhecido
Estou fazendo drama, você já estava, né?
Desconhecido
Ah, só pode ser ele.
Desconhecido
Em 2022, foi eleito governador de São Paulo.
Desconhecido
Ah, quem será?
Desconhecido
Com 55% dos votos válidos, assumindo o cargo em 2023.
- Neutral
Desconhecido
About: ensure planning and delivery of infrastructure projects
A frente do Estado tem priorizado desenvolvimento, infraestrutura, investimentos, eficiência na gestão e a retomada das grandes obras, que já era uma coisa que realmente vinha impactando todo o Brasil enquanto ele era, como é que é mesmo?
Desconhecido
Ministro da Infraestrutura.
Desconhecido
Eu tenho a satisfação, a honra de receber aqui... Meu amigo, governador Tarcísio de Freitas, muito obrigado por ter aceitado o convite.
Valeu, Paulo.
Prazer estar aqui, estar com você.
Te acompanho tanto, acompanho o seu trabalho aí há muito tempo, desde a época lá do Hipócritas.
Você tem um monte de fã lá em casa, então, uma alegria mesmo.
Desconhecido
Fico muito feliz, fico muito feliz em saber até onde chega, às vezes, o nosso trabalho.
Desconhecido
Faço lá na minha casa, moro em Itajaí, Santa Catarina.
Desconhecido
Faço lá na minha casa.
Desconhecido
E às vezes a gente não sabe até onde chega, que está lá na casa da primeira dama.
Desconhecido
Região bacana, Itajaí, Navegantes.
Desconhecido
Maravilhoso lá.
Desconhecido
João Rica, Porto de Itajaí, Porto de Navegantes.
Desconhecido
Maravilhoso.
Desconhecido
Pessoal fica pegando no meu pé toda a vida.
Desconhecido
que eles querem que eu me mude para São Paulo.
Desconhecido
Vai ser muito bem-vindo.
Desconhecido
Não, não.
Desconhecido
Veja bem, é que trocar Santa Catarina por São Paulo é um grande desafio.
Desconhecido
Porque Santa Catarina, assim, São Paulo é bacana e tal, é bom.
Desconhecido
Mas se você já... Teve a oportunidade de visitar.
Desconhecido
Deixa eu falar para o meu amigo Jorginho.
Desconhecido
Jorginho, vamos levar aqui emprestado durante um tempo.
Desconhecido
Depois a gente devolve.
Desconhecido
Valeu?
Desconhecido
Jorginho, deixa?
Desconhecido
Se o Jorginho deixar... Não, não vou nem prometer.
Desconhecido
Mesmo se ele deixar, eu tenho que ver se a minha mulher deixa.
Desconhecido
Bom, aí a encrenca é mais alta.
Desconhecido
Você falou que a sua mulher gosta do trabalho, a família e tal.
Desconhecido
E eu queria te fazer uma pergunta.
Desconhecido
Eu até te fiz no começo, deixei pensar um pouco.
Desconhecido
Você se lembra o dia que a gente se conheceu?
Desconhecido
Eu era só um cara lá, talvez você não se lembre, mas eu me lembro.
Desconhecido
Faz alguma ideia?
Eu me lembro que a gente esteve junto algumas vezes.
Eu me lembro uma vez que tinha um pessoal reunido, Flávio Ferronato, não sei o quê, e a gente esteve junto.
Pode ser.
Desconhecido
Agora até eu me perdi.
Desconhecido
Será que é esse dia?
Desconhecido
Eu lembro que o dia que a gente se conheceu, foi na casa ou no apartamento do então ministro da... Pesca?
Desconhecido
Secretário da Pesca?
Desconhecido
Jorge Seife.
Desconhecido
Jorge Seife.
Desconhecido
Ele fez um jantar na casa dele.
Desconhecido
Estava ele e a esposa.
Desconhecido
Você e a esposa.
Desconhecido
Tinha mais gente lá também.
Desconhecido
Agora eu não tenho certeza se era o Ricardo Salles que também estava lá.
Desconhecido
E a esposa.
Desconhecido
Devia ser.
Desconhecido
E ele recebeu nós que éramos do canal Hipócritas na época.
Desconhecido
Hoje eu faço o meu trabalho.
Você sabe que a gente tinha um grupo que se reunia ali todo final de semana.
E a gente trocava ideia sobre o que estava acontecendo.
como é que a gente podia ajudar, sempre naquele intuito de, poxa, a gente vibrando ali com o governo do presidente Bolsonaro.
Entre os ministros.
Entre os ministros.
- Neutral
About: valorizar e apoiar a liderança do presidente da República
O presidente Bolsonaro tinha uma liderança muito grande.
E a turma que trabalhava com ele tinha uma conexão muito forte com ele, uma gratidão muito forte, uma conexão muito forte.
Então, todo mundo ali muito emburrido de fazer a coisa dar certo, todo mundo querendo cuidar do presidente.
Toda sexta-feira à noite se reunia, né, pra trocar uma ideia, pra falar do que tinha acontecido na semana, como é que a gente podia ajudar, o que é que fazia na semana seguinte, claro, pra contar umas piadas também, né.
Desconhecido
E aí foi esse o ambiente que eu encontrei.
Desconhecido
Ver o Ricardo Salles fazendo as imitações dele, que era um barato, enfim.
Desconhecido
Ricardo Salles?
Desconhecido
Faz imitação?
Desconhecido
Demais, bom pra caramba.
Desconhecido
Você não faz?
Desconhecido
Às vezes.
Desconhecido
Uma ou outra?
Às vezes.
Você sabe que agora nesse período de campanha, o pessoal quer gravar vídeo junto, né, eu digo, ó, não é assim.
pra gravar comigo tem que passar no teste.
Aí o pessoal, pô, teste?
Aí outro dia veio uma candidata a deputada, que já era deputada, deputada cidadã, por sinal me ajuda muito na Assembleia, uma pessoa sensacional, do Vale do Paraíba, né, que é a Letícia Guiá.
Aí ela, pô, vamos gravar nosso vídeo?
Vamos, se você passar no teste a gente grava.
Qual é o teste?
Ah, você vai descobrir.
Aí, pô, aquele negócio, né, ao vivo.
O teste é ao vivo.
Quem sabe faz ao vivo.
Aí, foi câmera, foi som, não sei o quê.
Vamos gravar?
Vamos, eu.
- For
About: apoiar candidaturas aliadas nas eleições
Companheiros, eu queria pedir voto para a companheira Letícia Guerra.
Deus me livre, está amarrado.
Passou no teste, agora vamos gravar.
Desconhecido
Em primeiríssima mão, eu duvido que alguém no Brasil tenha um vídeo do Tarcísio imitando o nosso querido, estimado, maravilhoso presidente.
Desconhecido
Eu o gosto muito, tenho muita estima por ele, tranquilo.
Desconhecido
Tem mais alguma aí?
Desconhecido
No baú aí?
Desconhecido
Não, assim... Você sabe que a gente tá chegando na eleição e a gente quer que o brasileiro fique tranquilo.
Desconhecido
Eu quero que o brasileiro fique tranquilo, igual o Gilberto Kassab dormindo no debate.
- For
Desconhecido
About: reduce crime and increase public safety
Se eu for presidente, o brasileiro vai dormir tranquilo, igual o Gilberto Kassab.
Desconhecido
Porque em Goiás, o bandido muda de estado, muda de profissão.
Desconhecido
Ah, eu vou ter milhões de views com esse... Com esse vídeo inédito com as imitações do governador Tarcísio.
Desconhecido
Olha só.
Desconhecido
Alguém tinha me dado a fita.
Desconhecido
Falou assim, o governador faz umas imitações.
Desconhecido
De repente, se você perguntar para ele, ele faz uma imitação ou outra.
Você sabe que a gente tem que se divertir, né?
Então, até mesmo não é campanha, né?
Campanha sempre tem muita cobrança, correria, não sei o quê.
Vamos levar de uma maneira leve, né?
Vamos se divertir.
Então, quando a gente pode, a gente brinca.
Desconhecido
Foi uma coisa que sempre me chamou atenção.
Desconhecido
Uma maneira leve até... Talvez eu esteja enganado, mas quando eu vejo você nos debates, a impressão que eu tenho é de muita tranquilidade.
Desconhecido
Não é alguém que está... Meu Deus, qual vai ser a próxima pergunta?
Desconhecido
Você anda, você fala com muita tranquilidade, muita calma.
Desconhecido
Para repórter, para jornalista, muitas vezes com perguntas que são capciosas.
Desconhecido
Eu já... Eu aqui assistindo, a minha mão já sua.
Desconhecido
Eu falei, meu Deus, como é que ele vai sair agora?
Desconhecido
E eu vejo com muita calma.
Desconhecido
Essa calma só aparece ou você está calmo mesmo, está tranquilo?
Normalmente, sou uma pessoa tranquila.
Claro, dependendo da situação, sempre dá uma adrenalina.
E antes, eu acho que é igual o jogador de futebol que vai entrar em qualquer partida.
Outro dia, eu estava lá no Maião, conversando com o pessoal do Mirasol.
E aí eu perguntei, Ivan, vocês são experientes, vocês ficam nervosos ainda antes de entrar em campo?
Os caras, sempre.
E aí, que negócio, também quando entra em campo, a adrenalina vai embora.
E os debates, eu vejo assim, a gente tem que, cara, tem que se divertir, tem que fazer a coisa leve.
Eu imagino você debater com a Dade.
Então eu ficava no púlpito ali, eu vou dar uma cacetada, não, vou não, eu vou esperar.
Esse eu vou guardar para o próximo, é um pouco isso.
Desconhecido
A cacetada intelectual.
Desconhecido
Ah, é claro.
Desconhecido
De informação.
Desconhecido
Sem cadeirada.
Desconhecido
Não, sem cadeirada.
Desconhecido
Nada disso.
Desconhecido
Só para deixar claro.
Desconhecido
Deixa eu fazer uma pergunta, Tarcísio.
Desconhecido
Eu, assim como boa parte dos brasileiros, provavelmente, boa parte dos brasileiros também, te conheceu, você surgiu ali em 2019, para a maioria.
Desconhecido
Sim.
Desconhecido
Até peço desculpa que talvez você já tinha alguma outra ocupação.
Desconhecido
Não.
Desconhecido
Não tinha.
Desconhecido
Quem era?
Desconhecido
Vou fazer uma pergunta até meio genérica.
Desconhecido
Por onde andava Tarcísio antes de 2019?
Desconhecido
Porque assim, e chegou com aquela grande surpresa que todo mundo falou, putz, o ministro super técnico do Bolsonaro e tal, mas onde é que ele estava esse cara até agora que não apareceu antes?
Ah, nem eu sei.
É porque esse negócio todo é muito inusitado, né?
Nunca imaginei na minha vida que ia ser ministro de alguma coisa.
Nunca teve um projeto, nunca foi minha vida, nunca fui da política.
Veja, minha mãe, Ela veio de Portugal para o Brasil, uma família muito pobre.
Ela é a mais velha de nove irmãos.
Alguns tios meus foram ganhar vida em outros países.
Todos foram trabalhar com operários na construção civil, todo mundo pião de obra.
E a minha mãe veio para o Brasil para tentar ganhar vida aqui também.
E chegou aqui e veio trabalhar de empregado doméstico.
Meu pai era um cara que morava na favela, trabalhava no comércio, carregava caixa de sapato, saco de bola.
E terminou o ensino médio já adulto.
E esses caras me deram tudo que eles não tiveram.
E lá, há muito tempo, eu era pequeno.
Qual era o meu sonho?
Pô, meu sonho era ser soldado.
Eu via o soldado na rua, ficava, puxa, eu quero ser soldado.
Uma vez eu criei coragem e estava vendo um soldado chegando fardado da perna da casa na que a gente morava.
Fiquei, olha, queria ser soldado, o que eu faço?
Foi ele, pô, foi muito simpático comigo.
Chegou e disse assim, espera fazer 18 anos e se alista.
Ah, não, beleza.
Simpatia.
Simpatia, né?
E aí, eu ficava vendo os alunos que estavam no colégio militar na época.
Eu ficava vendo aqueles alunos passando para cima, para baixo, fardados.
Eu digo, cara, tá aí.
Eu quero ser aluno do colégio militar.
Daí eu falava isso para algumas pessoas.
Pô, esse negócio é difícil, cara.
Como é que você vai passar no colégio militar?
Seu pai não é militar.
Tem um concurso.
Concurso é difícil.
Eu digo, ah, vou fazer.
Aí fiz, passei.
E quando eu entrei no colégio militar, eu fiquei nutrindo essa... esperança de ser oficial do Exército.
e comecei a sonhar com isso.
E acabou que eu, lá na frente, fiz a prova para a Escola Preparatória de Cadetes, em Campinas, passei, fui para lá e comecei a minha trajetória militar.
Passei 17 anos nas Forças Armadas, foram muito bons esses anos, aprendi muito.
O Exército me deu muita bagagem, muita experiência, muita vivência nacional.
Eu pude morar no Nordeste, morei no Rio Grande do Norte, Pernambuco, morei na Amazônia.
Então, trabalhei em todos os estados da região amazônica, fiz muita obra, muita coisa.
Estive na missão de pares do Haiti.
Então, peguei uma vivência, uma bagagem, super legal.
Tem uma hora que eu resolvi sair do Exército e sair com muita gratidão, muito grato a tudo que o Exército tinha feito por mim.
Fiz o concurso para a Controladoria Geral da União e ali a minha vida começou a mudar.
Eu entrei na CGU.
Em dois anos eu virei coordenador geral de auditoria da área de transportes.
A gente começou a fazer auditoria na área de transportes, é um problema, né?
Foram seis operações de Polícia Federal em sequência no DENIT, muita confusão.
E um dia o ministro da CGU me chama, olha, você está coordenando a auditoria aqui, está sendo convidado para ser... Diretor, o DENIT se aceita?
Eu falei, tá, aceito, vamos embora.
Eu tô aqui na auditoria toda hora canetando, dizendo que o povo tá fazendo de errado, mas agora eu tenho a chance de fazer certo, eu vou aceitar sim, vou encarar.
- For
About: melhorar gestão e eficiência do DNIT
E chegamos lá, fizemos um bom trabalho, demos uma limpada naquele negócio, arrumamos a casa, transformamos aquele DENIT numa máquina de entrega.
E no último ano, isso foi no governo Dilma.
- For
About: atuar como técnico independente de partidos
E aí eu fui convidado a deixar claro, não tinha nada com PT, graças a Deus eu não carrego essa mancha, essa mácula, mas eu fui lá como técnico, como brasileiro que queria fazer o melhor.
Nunca apertei aquele número ali, nunca, nem vou apertar.
Tá amarrado.
Como diz a Letícia Guiá, tá amarrado.
Mas eu já estava cansado de estar ali, não queria voltar para a CGU, e eu digo, meu Deus, o que eu vou fazer na minha vida?
Aí apareceu um concurso interessante, que era o concurso de consultor legislativo da Câmara, que abriu em 90, um em 2002, e eu abri outro em 2014.
Aí, duas vagas na minha área, para o Brasil inteiro, eu falei, pô, difícil esse negócio, mas eu vou fazer.
Até porque a minha mulher chegou a estar cinto, abriu o concurso para a Câmara, se você não fizer, a gente se separa, está resolvido, vou fazer.
Aí fui lá, fiz, passei, e virei consultor legislativo.
Passei um ano e meio na Câmara.
E aí a Dilma cai, ela sofre impeachment.
Assume o Temer e um dia o telefone toca, olha, disseram que você gosta de infraestrutura, que você é bom em infraestrutura.
A mulher era franca, eu não conhecia.
Ah, vem tomar um café comigo.
- Neutral
About: establish partnerships between the federal and state governments for infrastructure investments
Fui lá e disse, olha, a gente está criando aqui uma secretaria do Programa de Parceria de Investimento para saber, a gente vai fazer, vai trabalhar com infraestrutura, concessões de estradas, estradas de ferro, portos, aeroportos, linhas de transmissão, usina hidrelétrica, você quer mexer com isso?
Eu quero.
Aí virei secretário do Programa de Parceria e Investimento.
E fiquei o governo Temer, então, nessa função.
Aí veio o Bolsonaro.
O Bolsonaro ganhou a eleição.
E ele já tinha um ministro da infraestrutura, que era o general Ferreira.
E lá, pelas tantas, já na transição, lá no meio da transição, o general Ferreira disse, não vou ser ministro, não quero ser ministro.
Abriu mão dessa posição que era dele, porque ele acompanhou o Bolsonaro na campanha e na transição.
Desconhecido
E você já conhecia o Bolsonaro?
Conhecia sim, de ter contato na Câmara, aquele contato corredor, de conversar uma vez ou outra, mas ele nem sabia quem eu era.
Aquele negócio de brincadeira do Bolsonaro, o Bolsonaro foi do Exército, eu também, então alguém me apresentar para ele, Bolsonaro, esse aqui é capitão de engenharia, foi capitão de engenharia.
Aí logo ouvi, logo ouvi, é feio pra cacete.
Porque sabe que tem aquele negócio que os cadáveres de engenharia são os mais feios do Exército.
E no meu caso era verdade mesmo.
Aliás, tem uma eleição.
que é o mais feio entre todos os feios.
Porque o cara quando entra na engenharia, aí eles fazem uma eleição na turma para decidir quem é o mais feio entre os feios.
E aí o cara que ganha essa eleição, ganha o título de rei Netuno.
Eu quase ganhei.
Eu não fui o rei, mas fui príncipe, eu fiquei na corte.
Desconhecido
Quase?
Desconhecido
Quase, fui por pouco.
Desconhecido
Por isso você dá tanto valor à tua esposa, eu já percebi.
Desconhecido
Dá muito valor à esposa.
É uma cruz, não é qualquer um que carregaria.
Príncipe Netuno.
Príncipe Netuno, não é para qualquer um.
Abraçou, tem que dar valor.
E eu acho que eu estava imaginando que ia beijar o Sápio e se transformar, eu pensei até hoje se não acontecer.
Desconhecido
Transformou em governador.
Desconhecido
E quem sabe o que mais tem.
Aí me levaram, aí as pessoas começaram, o cara ia lá falar com o Bolsonaro, o Vitor Hugo foi lá e falou com o Bolsonaro, aí pô, não sei quem falou com o Bolsonaro, e a Tereza Cristina falou com o Bolsonaro, e aí começou, o Coronel Milha, que era um cara que trabalhava com a gente na Câmara, falou com o Bolsonaro, era da turma do Bolsonaro.
e tinha um cara que trabalhava com o Bolsonaro, o pai dele trabalhou, foi chefe de gabinete do Bolsonaro, e ele trabalhava com o Bolsonaro, ele era muito próximo, e era um cara maravilhoso, e era da minha turma de colégio militar, chamado Jorge Oliveira, que hoje é ministro do TCU.
E ele chegou e disse, me chamou lá, olha, o Bolsonaro está sem ministro, e a gente quer saber o seguinte, você acha que dá conta dessa função, ser ministro da infraestrutura?
Eu falei, acho.
Então o Bolsonaro vai conversar com você.
O Bolsonaro me chamou para conversar, os generais já tinham pensado num outro general para ser, ministro, era o general Brandão, mas o Bolsonaro quis falar com os dois antes de tomar decisão.
Falou com o Brandão e falou comigo.
Aí ele me chamou assim, né, o Brandão entrou na sala com os generais, daqui a pouco sai o Brandão, entro eu na sala com aqueles generais todos e falei, Jesus Cristo.
Aí o Bolsonaro virou pra mim e disse assim, e aí, capita?
Eu não queria uma brocha dessa pra mim, mas me diz aí, por que você tem que ser ministro?
Aí eu falei, presidente.
Aí tive um acesso, uma resposta que me veio na cabeça.
Não é normal eu dar uma resposta daquela, mas eu acabei dando.
Eu falei, presidente, vou te falar porque eu tenho que ser ministro.
Porque eu tenho currículo, eu sei que tem que ser feito, eu sei fazer e eu já fiz.
Aí ele parou para pensar ali.
Desconhecido
Tá ok.
Tá ok, tá ok.
Isso foi 10 horas da manhã.
Duas horas da tarde ele me liga, pede para eu ir ao encontro dele.
Aí chegou e disse, ó. começou a me dar diretriz, eu digo, engraçado, esse cara está me dando instrução.
Aí quando ele terminou, disse assim, posso twittar?
Eu falei, pode.
Aí eu fui para o Twitter Geral da União, virei ministro.
Caraca!
O Twitter oficial da União.
E o Bolsonaro me abriu essa porta de ser ministro da infraestrutura, de fazer uma coisa que eu gostava.
- For
About: atribuir crédito por ações do governo a ministros publicamente
O Bolsonaro tinha uma característica muito interessante, que quem conviveu com ele percebeu, ele não trazia crédito para si.
As broncas ele trazia para si.
Então ele funcionava sempre com um grande para-raio.
Porrada era toda nele.
O crédito ele dividia, distribuía para os ministros.
Você pode reparar todo evento do Bolsonaro?
Tem gente que diz assim, né?
Que fez o farol de Salvador, fez o Cristo Redentor, plantou a Amazônia.
Tudo é ele, né?
O que você pergunta, fez.
Até as obras de São Paulo que não fez, está dizendo que fez.
O Bolsonaro... Era o seguinte, ele chegava e dizia, olha a obra aqui que o Tarcísio fez, olha aqui o plano safra da Tereza Cristina, olha aqui o que o Paulo Guedes fez, olha aqui o que não sei quem fez, olha aqui a transposição de São Francisco do Rogério Marinho.
Então ele dava o crédito para as pessoas, para o Tilápia, para o nosso Jorge Seife.
Então, cada coisa boa que aparecia, cada vitória do governo, ele atribuía a alguém.
Ele dava o crédito para alguém.
Ele usava a rede social dele para falar da vitória, daquela vitória, ele atribuía a você, ele te marcava, aí você ganhava seguidor para caramba por causa dele.
Então ele formou aí um time de líderes, um time de pessoas que depois puderam alçar esse voo próprio.
Agora é uma coisa dele, ele dava o crédito para as pessoas, ele tornava as pessoas conhecidas.
Então o Bolsonaro me tornou conhecido na infraestrutura.
me abriu a porta, me deu chance, me deu muita liberdade para trabalhar e, sobretudo, ele me deu muito crédito, ele me deu muito prestígio.
Então, um cara maravilhoso.
Desconhecido
Mas o fato de você ter recebido os créditos ou ter sido escolhido pelo Bolsonaro para assumir esse cargo, muitos outros já foram em vários cargos.
Desconhecido
Por que você acha que foi o grande diferencial que fez o Tarcísio?
Desconhecido
talvez ser dos mais ou o mais... Ficar o mais conhecido ministro, ou aquele que mais representava trabalho feito, executado, e que depois te projetou ali futuramente para o governo de São Paulo, por exemplo?
Tem algumas coisas, né?
- For
About: resume and complete stalled infrastructure projects
Por exemplo, primeiro, a gente sempre carregou aquela chaga da obra inacabada, da obra parada, aquela coisa que está muito associada à corrupção, e teve Lava Jato, ficou aquele cemitério de obra parada, PAC, que ficou cemitério de obra parada.
E outra coisa, a obra é um negócio imprescindível, o brasileiro precisa de obra, então a obra é importante para as pessoas.
- For
About: resume and complete stalled infrastructure projects
E aí quando chega alguém que começa com, vamos pegar o seguinte, essa carteira de obra aqui que está parada e vamos começar a concluir, vamos começar a entregar, vamos começar a fazer, não importa quem começou, nós vamos terminar, vamos fazer e tal.
Vamos pegar essas obras que são emblemáticas, que são importantes, vamos fazer.
Então vou dar um exemplo, pegar a ponte sobre o Rio Madeira, a ponte lá do Abunã, que é uma ponte, fica na pontinha do Abunã.
Fica dentro do estado de Rondônia, mas é a obra mais importante do Acre.
Porque quem está vindo pela 364 e precisa acessar o Acre, tinha que fazer a travessia do Rio Madre de Balsa.
E gastava um tempão e um dinheiro enorme para fazer aquela travessia.
E de repente você faz aquela ponte lá.
- For
About: resume and complete stalled infrastructure projects
Até essa ponte é maravilhosa, porque a gente foi inaugurar lá com o Bolsonaro.
Tinha um concessionário de moto lá em Rio Branco.
Ele ficou feliz demais com a ponte.
E aí ele sabia que o Bolsonaro gostava de moto, ele levou umas oito motos lá para o Bolsonaro e para outras pessoas a fazerem a travessia da ponte de moto.
E aí o Bolsonaro chega para mim, capeta, capeta, sobe aí.
Aí eu digo, caramba.
Aí subi na moto, aí o Bolsonaro... Tu na garupa.
Eu na garupa e segurando ali, né.
E ele correndo e passava naqueles olhos do gato.
E a gente sem capacete, eu já pensando assim, se a gente cair daqui eu vou me arrebentar.
E ele, acena Capita, acena pro povo.
E tava muito cheio.
A galera toda foi pra lá, tava muito cheio.
Acena Capita.
E eu já tava mais pra partir pra baixaria, né?
Pra sair.
E eu, aí ele, e foi, voltou uma vez, foi, voltou.
E eu lá, caramba, por que a gente fez essa ponta tão comprida mesmo?
E aí, fez três vezes esse percurso.
Quando terminou, ele vira, Para mim diz assim, capítulo, qual vai ser a notícia?
A notícia é que a gente andou de moto e atravessou a ponte sem capacete.
Exatamente.
A gente andou de moto, atravessou a ponte sem capacete na inauguração da ponte do Abunã.
Vamos falar da ponte do Abunã.
Está vendo?
Aqui, essa foto nossa aqui, sem capacete na ponte, vai dar quantas curtidas?
Eu falei, sei lá, mais 5 milhões.
Eu digo, pô... Aí a cabeça do cara.
Desconhecido
Cara, olha só.
Desconhecido
E deu mesmo.
Isso rodou em grupo, rodou, tanta gente viu esse negócio.
Negócio maravilhoso.
Desconhecido
Nossa, genial essa mente visionária, né?
Desconhecido
Talvez ninguém ia falar da obra, mas ele obrigou.
Lá na ponta do Abunã, né?
E aí, até virou notícia mesmo, né?
Enfim, era um cara que tinha essa genialidade, tinha essa questão.
Desconhecido
Você conviveu bastante com o Bolsonaro nesses quatro anos?
Desconhecido
Teve alguma situação, assim, inusitada com ele, engraçada?
Desconhecido
Eu tinha várias.
Desconhecido
Além dessa, coisa que...
Desconhecido
Pô, vai o tempo todo.
Desconhecido
Só quem conhece, só quem conviveu com ele sabe, assim.
Pô, tinha todo.
Assim, olha o tempo todo.
Ele é um cara muito espontâneo, né?
Muito... Fazia brincadeira o tempo todo.
É... Ele aproveitava toda hora pra fazer uma brincadeira, né?
Desconhecido
É, sempre.
Desconhecido
Ele até... Achei engraçado.
Desconhecido
Pouca vez que eu estive com ele, ele... Às vezes ele até olhava assim, dependendo da piada, ele falava assim, quem que tá aí?
Desconhecido
Ah, tem criança aí?
Desconhecido
Não.
Desconhecido
Ele olhava assim.
Desconhecido
e aí ele contava uma piada.
sempre a gente já tem coisa que nem posso contar aí porque uma vez a gente tava numa live e eu ele o elenegão aí acabou a luz.
assim acabou a live.
logo depois que acabou a live acabou a luz.
então os três ali na mesa aqui um breu eu nunca vi né.
demorou para o gerador lá pegar o negão tira a mão daqui.
ó Aquela brincadeira de brincadeira.
Desconhecido
Aquela brincadeira de sadia.
Desconhecido
Aí você já começa a rir, cara.
Desconhecido
Só brincadeira sadia.
Ele é uma figura, ele é uma figura, né?
E ele tinha uma capacidade de aglutinar e as pessoas gostavam de ver.
Tem uma coisa interessante, a gente acabou a obra da BR-163 no Pará, que era uma obra emblemática, assim, aquele negócio que todo ano tinha a toleira, porque o escoamento da safra do Mato Grosso, e a carga hoje do Nordeste, do Noroeste, do Norte, do Mato Grosso, do Centro-Oeste do Mato Grosso, sobe toda pelo 63 e vai em direção aos portos de Militituba, os terminais de Militituba, pegam lá o Tapajós e seguem por longo curso depois.
Então é uma quantidade de bitrem andando ali, na chuva, aquela rodovia sem pavimentação, era toleiro, fila de caminhão, aquela coisa horrorosa, e foi assim durante muito tempo.
Em fevereiro de 2019, Carnaval, a gente foi lá, tinha 70 quilômetros de fila para cada lado de um ponto, onde teve o bloqueio, porque o caminhão atola e o outro tenta passar e atola também.
Daqui a pouco não passa mais ninguém, você não consegue também chegar com máquina para fazer reparo e vai acumulando aquela fila.
- For
About: resume and complete stalled infrastructure projects
E lá a gente foi para lá, conversou com os caminhoneiros e disse, vamos concluir essa pavimentação.
E concluímos.
- For
About: resume and complete stalled infrastructure projects
Quando a pavimentação estava pronta, a gente e o Bolsonaro... concluir uma pavimentação e a gente tem que fazer aqui a inauguração.
Ele falou assim, ah, então escolhe uma cidade que dê muita gente pra gente fazer a inauguração.
Eu falei, presidente, seguinte, neste caso, nós não vamos fazer num lugar que tenha muita gente, não.
Nós vamos fazer no meio da rodovia.
Sabe por quê?
Essa rodovia, ela foi aberta por dois batalhões de engenharia do Exército.
A gente tinha um batalhão que era o de Santarém, que vinha em direção a Cuiabá, e o batalhão de Cuiabá, que foi em direção a Santarém.
E os dois se encontraram, no meio da estrada, depois da Serra do Cachimbo.
Lá foi feito um monumento, e aí tem uma foto nesse monumento da inauguração, que estava o general Greisel com o Mário André Aza na inauguração da rodovia.
Eu falei, presidente, nós vamos fazer a inauguração neste mesmo monumento.
Esses caras abriram a rodovia, agora nós vamos entregar a pavimentação, e nós vamos fazer essa mesma foto neste mesmo lugar.
Vamos, no meio do nada?
No meio do nada.
Ah, mas não vai ter gente.
É, presidente, mas essa foto é emblemática.
Ele falou, não, tá bom, vamos fazer lá então.
E fomos fazer lá.
Cara, tinha gente pra burro.
Porque o pessoal saiu de Cuiabá, o pessoal saiu de Sinop, o pessoal saiu de Sorriso, o pessoal saiu do Trairão, o pessoal saiu de Santarém.
Tinha gente pra caramba.
A gente fez no mesmo lugar, fizemos lá no meio da estrada e tinha muita gente.
E as pessoas queriam ver o Bolsonaro.
Desconhecido
Olha só, foi um fenômeno, né?
Desconhecido
Fenômeno.
Desconhecido
Foi um grande fenômeno.
Desconhecido
Deixa eu te perguntar uma coisa.
Desconhecido
A gente brinca com esse negócio das esposas e tal, né?
Desconhecido
Como é que é o nome da tua esposa mesmo?
Desconhecido
Cristiane.
Desconhecido
Cristiane?
Desconhecido
É.
Desconhecido
Cristiane.
Desconhecido
Eu brinco com a Pamela, assim, que a gente chega num ponto da vida, assim, que as pessoas veem, às vezes, os louros, né?
Desconhecido
O sucesso conquistado e tal.
Desconhecido
Mas ninguém sabe o que a Pamela, que é minha esposa, por exemplo, ou o que a Cris passou durante a trajetória toda, né?
Desconhecido
E eu brinco com a Pâmela.
Desconhecido
assim, pô, a gente viu lá no começo, né?
Desconhecido
Era nós, duas bicicletas e tal.
Desconhecido
Você tem um pouco disso, olhando a sua trajetória no passado, de olhar para a crise e falar assim, é, hoje ela é casada com o governador, mas lá atrás ela foi casada com, sei lá, um Zé Ninguém, ou o cara que estava no começo, um cara que...
Ah, tem demais, assim.
Eu sempre costumo falar aí onde eu vou, né?
Eu sempre faço agradecimentos à crise e de coração, porque... Ela me acompanhou desde o início, acreditou em mim, imagina.
Eu cheguei lá, passei a vir em Natal, conheci ela, era segundo-tenente.
E ela trabalhava lá, tinha a vida dela, ganhava mais do que eu.
E de repente eu começo a namorar, a gente fica noivo.
E a unidade que eu servia foi transferida lá para São Bento do Una, interior de Pernambuco.
Eu falei, olha, minha unidade foi transferida para São Bento do Una e vou ter que ir para lá, mas eu não quero ir sozinho, quero que você vá comigo.
Vamos casar?
Ela falou, vamos.
E quando a gente chegou lá, a gente teve que montar a infraestrutura toda.
No início, a gente trabalhava na barraca.
Aí as casas ficaram prontas.
Aí fomos para casa.
Aí nós começamos a construir o quartel.
Começamos a construir as etapas do quartel.
Depois, eu passei pelo câncer.
Tumor, fiz cirurgia, entrei, tirei o tumor, fiz radioterapia.
Então, quem cuidava dos meus curativos, quem me levava na radioterapia, quem esteve ali do meu lado o tempo todo, foi ela.
Desconhecido
Se nós estamos falando, mais ou menos que ano?
Isso foi 2022.
Não, 2022.
2002.
Aí, quando eu concluí o IME, eu queria uma experiência de Amazônia.
Então, eu queria servir na Amazônia.
Ela foi comigo para a Amazônia.
E lá, assim, foram alguns anos lá, né?
Cinco anos e pouco.
E teve situação, por exemplo, eu passei um ano morando na selva.
Porque a gente pegou uma obra lá, que era a obra do gasoduto que era em Manaus, e ela ali junto.
A gente vivia no barco, né?
Então, vem comigo pro barco, vem.
Então, o tempo todo ali.
Quando eu fui pra Missão de Paz do Haiti, ela tava super bem colocada no mercado, ela abre mão.
da vida, da profissão, para ficar com o nosso filho enquanto eu estava na missão da ONU no Haiti.
E é a pessoa que sempre diz, cara, acredita no seu potencial, faz isso, vai dar certo, você é capaz.
Por isso que quando chegou esse negócio, teve um boom de concurso público, e ela achava que eu devia fazer, porque a gente ia melhorar de vida, etc.
Ela faz o concurso.
Faz concurso.
Outro dia o cara lá me chamou de concurseiro.
Você é concurseiro?
Sou mesmo, graças a Deus.
Fiz um monte aí, passei, graças a Deus.
Deus é bom.
Faz concurso, você vai passar.
Fiz, passei.
E aí ela sempre do meu lado.
- Neutral
About: launch candidacy for Governor of São Paulo state
E quando veio esse negócio do Bolsonaro me chamar para ser candidato ao governo, meu plano de voo era outro.
Eu estava terminando aquele período no ministério e eu já contribuí bastante com o governo, com o setor público.
- Neutral
About: launch candidacy for Governor of São Paulo state
Eu estava preparando uma saída para a iniciativa privada, tinha alguns projetos em mente, algumas propostas legais, mas o Bolsonaro chegou para mim e disse assim, cara, você precisa ir, você precisa ser candidato ao governo de São Paulo, você vai me ajudar muito se for.
E aquilo me tocou porque eu me sentia muito devedor, porque afinal de contas ele abriu as portas de cara, então tudo bem, vamos ver e tal.
E eu lutando contra aquilo, inseguro, muito inseguro.
E um dia a gente tinha uma vida muito normal, muito tranquila.
Por exemplo, final de semana, a gente saía no sábado ali, esse domingo, passeava com os cachorros, depois ia almoçar todo mundo junto em algum lugar, às vezes ia comer um rodízio.
No domingo era sair com os cachorros, depois a gente ia para a igreja, depois a gente ia para o rodízio, depois ia para casa, dormia um pouquinho e assistia o futebol.
Sempre, todo domingo a mesma coisa.
E aí no sábado eu passeando com os cachorros, com a Cris, o Bolsonaro me liga e diz, Capita?
Vai fazer alguma coisa hoje?
A tarde?
Eu falei, não senhor, então vem aqui no Alvorado.
Eu falei, Cris, o presidente tá me chamando no Alvorado.
E eu sei o que ele quer.
Aí ela virou e disse assim, você não vai fazer isso com a gente, né?
- For
About: launch candidacy for Governor of São Paulo state
Eu falei, se ele pedir, eu vou.
Aí ele falou, então tá, se você for, a gente vai junto.
- Neutral
About: launch candidacy for Governor of São Paulo state
E aí eu vim pra cá, ela veio junto, encaramos esse negócio junto, essa loucura, e acabou que deu certo, ganhamos a eleição.
Desconhecido
Ah tá, esse convite era pra...
Desconhecido
Pra ser candidato ao governo de São Paulo.
Desconhecido
Pra ser candidato a São Paulo.
Desconhecido
E ela tava... É interessante como a gente vê que além de você assumir um ministério da infraestrutura, mas a gente vê que esse chamado às vezes é até um ministério familiar.
Desconhecido
É uma coisa que não é só o Tarcísio que assume, é o Tarcísio, a esposa, são os filhos, a sua família.
Desconhecido
Você já demonstrou que ela sempre te acompanhou.
Desconhecido
Teve um impacto diferente?
Desconhecido
Quando entrou no governo Bolsonaro, isso trouxe algum impacto diferente?
Desconhecido
Sofreu algum tipo de retaliação?
Desconhecido
Filhos, família, de alguma forma?
Desconhecido
O que acontece?
Os meus filhos, por exemplo, eles são muito reservados, muito tranquilos, eles não falam nada, não costumam falar nada para ninguém.
Os colegas da minha filha, por exemplo, na escola, foram saber que eu era ministro quando ela estava já para sair da escola, no final, quando já tinha ganho a eleição para o governo de São Paulo.
Elas não sabiam que ela era minha filha.
Desconhecido
E ela tem quantos anos?
Desconhecido
Hoje tem 19.
Desconhecido
Então, nós estamos falando ali de quando começou no Bolsonaro, talvez ela tinha 11, 12?
12, é isso, 11 para 12.
Então, meu filho também super tranquilo, super reservado, né?
Cada um procurando construir a história dele.
Meu filho um dia chega em casa, pai, estou estagiando.
Como?
Aonde?
Eu não sabia.
Ele fez processo seletivo, ele entrou, ele... Então, assim, eles têm muito aquele negócio na cabeça, a gente precisa se virar.
você está dando para nós, está abrindo as portas, e os dois têm cabeça boa, os dois estão querendo vencer, estão querendo prosperar, com as próprias pernas.
Meu filho saiu de casa, tentou a vida no futebol, teve um tempo no Inter de Porto Alegre, depois saiu, voltou, foi estudar engenharia, começou a fazer engenharia lá na Universidade de Brasília.
Aí veio para São Paulo, foi para o mercado financeiro, agora saiu, abriu o negócio dele.
É um cara que quer vencer, é um cara batalhador, que quer caminhar com a própria perna.
Minha filha é da mesma coisa.
Eles se adaptaram a esse negócio.
Uma vez a minha filha está em um cursinho preparatório para vestibular e está lá.
- Neutral
About: privatize state-owned companies
Aí chega o professor do cursinho, bota a minha foto na transparência e diz aqui, este cara... quer privatizar isso, este cara vai acabar com o Estado.
No meio da aula, a minha filha vendo aquilo, aí eu falei, filho, você se importa?
Ela falou, não, acho que isso tudo é bobagem, então pronto, sabe, a cabeça é boa.
E às vezes as pessoas não sabem, todo dia, antes de eu sair de casa, seja para ir para um evento, seja para ir para um debate, seja para ir para uma inauguração, a minha esposa me unge com óleo e ora comigo, sempre.
Desconhecido
Caramba, que legal.
Desconhecido
Então assim, isso tem um valor.
Desconhecido
Isso dá uma fortaleza que não dá pra descrever.
Desconhecido
Então é um negócio muito especial, muito bacana.
Desconhecido
Por isso eu sou muito tevedor.
Desconhecido
Nossa, que lindo saber disso.
Desconhecido
Saber que nessa trajetória e que ela permanece até hoje e que ainda hoje acontece dessa forma.
Não, e sempre.
E ela se irrita com quem fala mal de mim, ela briga, ela... a companheira, ela fica agoniada, enfim, e ajuda.
Sobretudo, é uma intercessora, é uma pessoa que ajuda, é uma pessoa que acredita nas pessoas, gosta de gente, também os pais dela super humildes.
Desconhecido
Ela é daquelas que tem sexto sentido também, que ela olha uma coisa e fala assim, não, não, não, não, mas, pô, amor, não tá certo.
Desconhecido
Calma.
Ela tem uma capacidade de leitura que eu não tenho.
Ah, é?
É, eu sou meio bobão.
Ela bate o olho... percebe uma coisa, depois ela fala comigo e lá na frente eu vou ver que ela estava com a razão.
Normalmente está com a razão.
Desconhecido
Engraçado.
E ela tem uma capacidade de leitura de pessoas, de time, que é um negócio impressionante.
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
Está fazendo um projeto muito bacana aqui em São Paulo, que é um projeto de emancipação, de capacitação.
Então tem sempre aquele lance da primeira dama, que é assim, ah não, social, mas o que é trabalhar no social exatamente?
Não é... E ela saiu disso, né?
- Neutral
About: implementar programas de assistência social e resposta à defesa civil
Obviamente, ela toca aquela jornada humanitária, quando tem a situação de defesa civil, ela faz campanha do agasalho, a entrega da cesta básica, mas não é isso.
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
Aí ela começou a gastar muita energia na emancipação, na capacitação profissional.
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
Então, ela pega o que uma determinada região tem de vocação, o que está faltando no mercado.
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
planeja determinados cursos, a gente tem cursos volantes, cursos que a gente ministra em carretas, são carretas que viram salas de aula, curso de soldador, curso de moda, de modelagem industrial, curso de imagem pessoal, beleza, pedicure, manicure, alongamento de cílio, barbeiro, cabeleireiro, curso de açougue, padaria, fabricação de pizza, gastronomia.
curso de parte de audiovisual, formação de gamer.
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
E essas carretas viajam.
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
o estado, vai para uma região, ela visita carreta por carreta, ela entra, ela fala com os alunos, ela faz as formaturas para o pessoal receber diploma e ela já organiza os feirões de emprego.
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
E como ela viu que tinha necessidade de vaga em uma determinada região, ela já faz a conexão.
das vagas de emprego com as pessoas que foram formadas.
Então, ela já mobiliza as empresas da região para já sair o pessoal empregado.
Você tem ideia?
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
Só os supermercados de São Paulo contrataram 7 mil formandos desse projeto.
Então, assim, é um negócio bastante legal.
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
E a aposta é o seguinte, as pessoas têm talento, as pessoas têm capacidade.
Se a gente abrir oportunidades, as pessoas vão voar.
É um pouco isso.
Desconhecido
Nossa, é incrível, porque você falou que quando você sai, ela te unge.
Desconhecido
Não sei se quem está assistindo sabe, mas a unção, biblicamente, é uma capacitação.
Desconhecido
A pessoa era ungida para ter uma determinada capacidade para trabalhar com aquele determinado, sei lá, com ouro, com madeira.
Samuel ungiu Davi, né?
Desconhecido
Exatamente, ungiu o capacitor para ser rei.
Desconhecido
E a mesma coisa, e não consegui deixar de pensar nisso, que a mesma coisa que ela faz por você, ela tinha um gente capacitando, ela tá coordenando todo um projeto que tá capacitando milhares de pessoas.
E você precisa ver a festa, porque assim, nessas formaturas, tem a pessoa que tava na depressão.
Tem a pessoa idosa que já está aposentada, que quer ter uma renda extra trabalhando em casa.
Tem a pessoa que estava absolutamente sem perspectiva e que de repente já viu um negócio, começou a empreender, começou a ganhar um dinheirinho fabricando pão, ou já se empregou, já se colocou no mercado de trabalho.
Todo dia eu estou passando, eu gosto de passar no meio da galera e vou cumprimentando, tirando selfie.
Aí uma moça vira para mim e diz assim, Tarcísio, já abriu meu negócio, está aqui o meu Instagram, me segue.
Opa, já estou seguindo, bora.
Que legal.
Então as pessoas têm essa motivação.
Que orgulho.
É muito legal.
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
As formaturas são vibrantes, são cheias de vida.
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
Pessoas que egressam o sistema prisional.
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
Mamãe me abraçou uma vez chorando e disse assim, meu filho fez as besteiras dele, pagou, está aqui hoje terminando o curso.
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
Já está saindo empregado porque ele fez curso de solda.
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
E aí tem muita necessidade de soldador nos polos de metal mecânico que nós temos aqui.
- For
About: expand training programs and promote local productive arrangements to generate jobs
Então ele fez com que o soldador já saia empregado.
Então assim, o cara foi lá, fez a besteira, cumpriu o que devia, já está livre, está procurando a capacitação, está querendo se recolocar.
Desconhecido
E isso é uma maravilha.
Desconhecido
Mudando milhares de histórias individualmente.
Desconhecido
Imagina aquela pessoa que criou o negócio, pediu o orgulho dela.
Desconhecido
Imagina a pessoa olhar e falar, pô, é nobre.
Desconhecido
Estou começando uma coisa nobre.
Desconhecido
A gente está falando de família.
Desconhecido
Antes de partir para a próxima pergunta, eu quero convidar para entrar aqui.
Desconhecido
Eu trouxe uns aperitivos aqui.
Desconhecido
Espero que o governador Goshi pode entrar.
Desconhecido
Essa é minha esposa lá, não vai aparecer.
Desconhecido
Dá um sorriso para a câmera.
Desconhecido
Essa é que me unge.
Desconhecido
Olha só.
Desconhecido
Aqui, Tarcísio, são...
Desconhecido
Isso é para compor cenário ou é para comer?
Desconhecido
Não, eu vou até convidá-lo já a comer enquanto eu falo um pouquinho, porque depois eu vou deixar tu falando e não vai conseguir comer.
Desconhecido
Enquanto eu faço o agradecimento já.
Pô, mas esse negócio... Aqui, ó. Pra galera que tá assistindo aí, não sei se tá aparecendo aqui, não dá pra sentir cheiro, mas isso aqui tá cheiroso pra caramba, viu?
Desconhecido
Isso aqui, pessoal, são as empanadas do Madeiro, pessoal.
Desconhecido
Então eu quero fazer um agradecimento super especial aí pro Júnior Dusk, que apoia aqui, com quem a gente tem uma parceria.
Desconhecido
E as empanadas dele, não sei se você já teve a oportunidade de experimentar, mas as empanadas do Madeiro são deliciosas.
Desconhecido
Eu espero que o governador, agora eu vou usar governador, porque daí sobe o ticket, né?
Desconhecido
O governador vai experimentar.
Empanada do Madeiro vai ser a primeira vez.
Agora, os sanduíches do Madeiro, eu já comi pra caramba e sou fã.
Gosto muito.
Desconhecido
Também gosto.
Desconhecido
É bom demais.
Desconhecido
Se você não comeu... Você vai se surpreender.
Desconhecido
E parece clichê, mas é que é delicioso mesmo.
Desconhecido
E eu adoro o ketchup do Madeiro.
Desconhecido
Só a última coisa que eu vou falar, a gente vai parar com esse merchan aqui.
Desconhecido
Eu não gostava de ketchup.
Desconhecido
Aí, quando eu experimentei o ketchup do Madeiro, gente, se você não experimentou o ketchup do Madeiro, você está fazendo alguma coisa errada.
Desconhecido
Mas quer dizer que o negócio é para comer mesmo, não é cenário não.
Desconhecido
Fica à vontade, fica à vontade, por favor.
Desconhecido
Então, enquanto você vai experimentando... Vou deixar o momento do... Mostra aí.
Desconhecido
Momento Ana Maria Braga, passa para o bairro da mesa, como é que é?
Desconhecido
Acorda, tem um cara que imita muito bem, o Michael Salles, abraço Michael, que imita a Ana Maria Braga.
Desconhecido
Tá bom?
Desconhecido
Recomendado então, recomendado pelo governador Tarcísio.
Desconhecido
Aprovado.
Desconhecido
Empanadas do Madeiro.
Desconhecido
O que eu ia te perguntar, fica à vontade, Tarcísio.
E a gente come com vontade, né?
É, nossa.
Você já viu aqueles políticos que param para comer pastel na feira?
Pastel, né?
Aí já come já.
É. É aquele sacrifício, né, para mim.
Desconhecido
Eu queria te perguntar ainda sobre família.
Desconhecido
E eu pergunto coisas que eu senti na minha própria vida.
Desconhecido
Eu falei sobre a minha esposa e como até hoje ela é uma parceira minha.
Desconhecido
Me ajuda em tudo e muitas vezes ela é o equilíbrio.
Desconhecido
E muitas coisas, às vezes, quando eu tô meio fora, ela... E uma coisa que me transformou muito também, e eu queria entender um pouquinho isso do senhor, é a paternidade.
Desconhecido
te mudou muito?
Desconhecido
Foi um marco, assim, quando você viu pela primeira vez?
Desconhecido
Porque eu acho que quem não é pai, às vezes, não sabe o que é. Mas a primeira vez que você olha e fala, ei, caramba, chegou.
Desconhecido
Aqui tem uma pessoa a mais aqui em casa agora.
Desconhecido
Isso dá uma transformada na maneira como você... Como é que foi esse impacto?
Desconhecido
Mudou, tem um Tarcísio antes e um Tarcísio depois?
Desconhecido
Te ajudou pro resto da vida, pra pessoa que você é?
Com certeza.
Você sabe que quando meu filho nasceu, meu mais velho, eu tinha ido pro Rio de Janeiro.
Tava na escola de comunicações e me preparando pra fazer o vestibular do IME.
E a gente tinha os oficiais formados na mão, só podiam fazer a prova uma vez.
Se não fizesse, não podia mais entrar.
Desconhecido
Ele tem quantos anos?
Desconhecido
Só para eu me situar mais ou menos em época.
Desconhecido
Meu filho está com 28.
Desconhecido
28.
Desconhecido
Então, estamos falando lá por 98.
Meu mais velho.
Isso, 97.
98.
Então, a Cris engravidou em 97, finalzinho de 97 e nasceu em 98.
E aí, eu estava no Rio, todo dia eu ligava para a Cris.
Ligava no orelhão ainda, você acredita?
Nossa!
Orelhão.
Isso é?
Pegava o cartãozinho, ia lá.
Desconhecido
Pessoal com menos de 20 anos não faz nem uma ideia do que a gente tá falando.
Desconhecido
O que é orelhão?
Desconhecido
Você sabe?
Desconhecido
Comenta aqui.
Desconhecido
Faça uma ideia do que é orelhão, imagina.
Aí ligava no orelhão.
Todo dia eu ligava.
E a crise não parava, né?
E aí eu ligando, ela chega, tá, Ciso?
A bolsa acabou de estourar.
Aí vou eu pra Natal, né?
E eu tava enclausurado lá no Rio, fazendo curso, me preparando pro vestibular do IME.
E aí a minha esposa teve a... É o pior dos mundos, né?
Porque ela tentou o parto normal, teve as dores do parto normal, não deu pra ser o parto normal e acabou tendo que fazer a cesárea.
Então, ela teve o pré do normal e o pós da cesárea.
E aí, eu chego lá, vejo aquela criancinha pequenininha.
E o primeiro banho do Matheus foi eu que dei.
E fiquei uma semana ali com ele, dando banho, curtindo aquele negócio.
Aí bate aquele negócio, puxa vida.
E agora?
E no final, tinha uma coisa assim.
Meu pai ralou muito.
Quando... Meu pai, então... Demorou para casar, casou mais tarde.
Quando meu pai casou, meus avós, par de pais, já tinham morrido.
Meu pai só saiu de casa para realmente cuidar da vida dele.
Quando a minha avó faleceu, ele ficou cuidando da minha avó até o último instante.
Minha avó estava com câncer, então meu pai cuidava do câncer da minha avó.
Então, quando a gente nasceu, meu pai já tinha uma certa idade.
E eu fiz o caminho oposto.
Eu casei moço, tive filhos cedo e eu quero aproveitar muito.
É, meu filho.
Então, o que eu pude aproveitar, eu aproveitei.
Joguei muito videogame, joguei muita bola, andei muito de bicicleta.
Legal.
E a vida no exército é legal, assim, nesse ponto.
Porque, por exemplo, eu morava em Manaus, tinha aquela vila militar imensa.
Então, lá tinha campo de futebol, tinha não sei o que.
Eu tava sempre batendo bola com ele e tal.
Nas unidades que eu passei também.
Então, a gente tava sempre jogando bola junto.
Levava ele pra jogar bola com os adultos lá, com... Com a turma do quartel, enfim.
Então, a gente aproveitou.
Sempre procurando orientar.
Quando meu filho foi pro futebol, eu dei força pra ele ir.
Quando ele resolveu também desistir um dia, ele chegou pra mim e disse, pai, vou largar o futebol.
Eu digo, é mesmo?
Mas, pô, você tá num clube grande, cara.
Coisa que, às vezes, muita gente quer e não conseguiu.
E era o seu sonho.
Ele falou, não, eu prefiro... Tô fazendo minha gestão de risco aqui.
Tô vendo aqui esses garotos que estão... nesse grupo.
Futebol é difícil pra caramba, né?
Aqui talvez três virem profissionais mesmo, quatro, talvez um brilhe, talvez nenhum numa turma dessa.
Já me machuquei muito, etc.
Prefiro voltar.
Desconhecido
E se ele tinha quantos anos, mais ou menos?
Desconhecido
Ah, ele devia ter...
Desconhecido
Só pra gente entender o nível aí do adolescente que eu imagino fazendo gestão de risco sobre...
16 anos.
por aí por caramba aí saiu já lá da categoria de base em time de base.
isso aí veio para casa.
eu falei cara você passou um tempo aí meio que sem estudar.
porque né futebol você que agora você vai ter que mudar a biruta vai ter que né.
vamos fazer o seguinte vamos ver se topa uma parada aqui eu vou te matricular num curso preparatório para o mpoita.
então você pode botar naquele curso mais pesado que tem para você estudar.
você vai pegar os garotos que estão lá em cima em termos de nível E você vai ralar pra acompanhar.
No início, você vai ter muita dificuldade.
Mas se você persistir, em algum tempo, você vai estar no nível desses caras.
E ali eu topo.
Botei ele no cursinho.
Ele começou lá a estudar, não sei o quê.
E aqui é o negócio.
Primeiro ano, toma porrada.
Segundo ano, já vai melhor.
Depois ele passa e não se classifica.
Quer dizer, aí passa na UNB, passa em outras universidades.
Você, opa, pegou um nível legal.
Desconhecido
Isso é um cursinho preparatório pra...
Pro Poema Poeta.
Para os vestibulares do IME e do ITA.
Ah, tá.
Que foi uma coisa que foi a minha vida.
Eu trabalhei muito esse negócio.
Como eu fiz a graduação no IME.
E quando eu saí do IME, eu comecei a trabalhar.
Trabalhava no exército como engenheiro, mas dava aula também em cursinhos preparatórios para os vestibulares do IME e do ITA.
Então, eu gostava muito desse negócio.
Até eu comecei a fazer umas questões de matemática agora na rede social.
Eu estou usando o Instagram para resolver a questão do ITA, a questão do IME e tal.
Que legal.
Desconhecido
Eu adoro ver essas questões.
Até porque o que aconteceu?
Uma vez eu estava... num evento, uma formatura de caminho da capacitação em Rio Preto.
E uma menina chega para mim e diz assim, eu passando, no meio do povo lá, abraçando, não sei o que, a menina veio para mim e disse assim, meu sonho é ser engenheira e é fazer o ITA.
Falei, é mesmo?
Então faz o seguinte, espera terminar a formatura, quando terminar a formatura eu vou falar com você, vamos ver se ela vai perseverar já para pegar a dica.
E as formaturas são longas, às vezes a gente dava 4, 5, 6 horas numa formatura, que eu tiro foto com todo mundo, eu dou diploma para todo mundo.
Ela esperou.
Aí eu comecei a falar, olha, se prepara.
sim, se prepara sá, do site legal.
é esse aqui, ó, tem o bestseller.com, que, pô, tem uns livros muito bacanas, tem uma excelente bibliografia pra quem quer se preparar pro IT e pro INE, tem os cursos do Ceará, que dão bolsa, né, então tem o Farias Brito, tem o Aridiçá, aqui em São Paulo tem o Poliedro, que também dá bolsa, é legal, não sei o quê, tem que estudar, fazer questão de prova anterior, questões anteriores, né, e tal.
E eu digo, cara, quer saber o que eu vou fazer?
Eu vou começar a fazer uma... Uns exercícios na rede social.
E começou a ser comum eu estar num lugar e o cara chegar pra mim, Tarsísio, eu acompanho suas questões.
Tarsísio, eu quero fazer prova pra escola preparatória de cadeia.
Disse, pô, eu tô acompanhando lá seus exercícios de matemática.
Eu disse, pô, esse negócio é legal.
Então agora eu vou fazer sempre.
Copa do Mundo.
eu fiz uma brincadeira.
Eu cheguei e disse, ó, estamos na época da Copa e nós vamos discutir aqui um assunto muito sério.
Qual é o assunto sério?
O álbum de figurinha.
Então vamos fazer uma conta aqui.
Vamos calcular quanto eu tenho que gastar de dinheiro.
para completar o álbum da Copa, considerando que eu não vou fazer nenhuma troca de figurinha.
Não vou trocar nenhuma figurinha.
E aí usando só a lei das probabilidades e a estatística para a gente ver que em tese você teria que gastar dinheiro.
Aí fizemos a conta lá.
Alguma coisa em torno de 7.310 reais.
Dependendo da aproximação, você vai chegar lá 7.311, 7.315, mas é por aí.
Desconhecido
Considerando que a cada envelope vem uma X quantidade estatisticamente.
Na verdade é o seguinte, quando você... Você compra o envelope, o envelope vem sete figurinhas, né?
Mas vamos supor que você vai comprar uma figurinha, né?
O envelope custa sete reais, significa que cada figurinha custa um real.
Quando você compra as primeiras figurinhas, qual é a probabilidade de você tirar na primeira figurinha uma figurinha que você ainda não tem?
É um.
Porque você não tem nenhuma, então qualquer figurinha que você pegue não vai ser repetida, você não tem aquela figurinha.
À medida que você vai comprando mais figurinhas, vai ficando mais difícil você tirar a que você não tem.
No extremo, o álbum tem 980 figurinhas.
Quando você tiver 979, qual é a probabilidade de você tirar a figurinha que está faltando?
1 sobre 980.
Em tese, você teria que repetir o evento 980 vezes para tirar a figurinha que você precisa.
E aí, baseado nesse raciocínio, a gente vai fazendo as contas e vai chegando no valor.
Desconhecido
Olha só!
Desconhecido
Essa parte eu não sabia.
Desconhecido
Me deu um nozinho aqui.
Desconhecido
Eu gosto desses desafios lógicos.
Desconhecido
Às vezes eu tento fazer alguma coisa.
Desconhecido
Eu sigo um cara de matemática e de vez em quando ele faz um desafio lógico.
Eu sigo várias partes de matemática.
Eu adoro.
Se você pegar meu algoritmo, é muita matemática.
Matemática e física.
Desconhecido
Mas eu tô vendo que o meu nível não é desse.
Desconhecido
aí, é um pouquinho mais pra baixo.
Aí eu sei que o meu filho começou... E aí, o que acontece?
Eu comecei a estudar com o meu filho, e fazia questão com ele, não sei o que e tal.
Então ele sempre teve uma proximidade muito grande.
Ele troca ideia comigo direto, né, do que ele vai fazer, dos projetos dele, eu tento aconselhar.
Às vezes ele não segue meus conselhos, e é bom, porque eu sou cabeça antiga, né, muito conservador.
Ele já é um cara mais ousado.
Ele tá com a cabeça muito do jovem de hoje.
E às vezes ele quer empreender, quer vencer, quer andar com a própria perna.
E eu sou mais medroso nesse ponto, né?
Desconhecido
E às vezes ele está certo.
Desconhecido
Ah, eu tenho certeza.
Desconhecido
Assim, não certo e errado, mas assim, no conselho que você deu, às vezes ele não seguiu e deu certo.
Eu tenho certeza.
Ele está agora ralando pra caramba, quebrando a cara, né?
E ele tinha um caminho mais, assim, eu acho que era mais tranquilo, porque ele já estava empregado, estava indo bem.
Ele resolveu largar tudo e dizer, eu vou empreender, você é dono do meu negócio.
Tá bom, não tem risco, mas... Tudo bem, vou apoiar.
E ele está lá.
Desconhecido
As grandes trajetórias começam assim.
A minha filha outro dia chegou para mim.
Pai, acabei de tirar meu Cresce.
Você é corretora de imóvel.
Eu falei, é mesmo?
Ela fez o curso, tirou o Cresce.
Eu não estava sabendo.
19 anos.
Eu fiquei sabendo quando ela já tinha feito.
Desconhecido
Olha só.
Desconhecido
O nome dela é?
Desconhecido
Letícia.
Desconhecido
A chegada da Letícia também.
Desconhecido
Porque tem aquela coisa... Estou muito longe.
Desconhecido
Tem aquela coisa da... do pai com a filha, princesa.
Desconhecido
Tirando, você é o príncipe Netuno, ok, mas tirando isso, devemos ter uma princesa, uma bela princesa aí.
Desconhecido
E também mexe diferente, já é uma experiência diferente.
Desconhecido
É muito diferente, assim, filho e filha é bastante diferente.
Desconhecido
E tem aquele apego, aquela coisa assim de pai com a filha, você tem escoletismo?
Desconhecido
Tem, tem.
Desconhecido
É diferente.
Desconhecido
O meu filho chega assim, é pai, se eu fizesse isso no meu tempo, hein.
Desconhecido
Letícia faz o que quer, não sei o quê.
Desconhecido
São nove anos de diferença.
Desconhecido
São nove anos de diferença.
Desconhecido
Que legal.
Mas realmente é diferente, né?
A gente fica muito apegado à filha e é um xodó, né?
Então...
Desconhecido
Você é emotivo?
Desconhecido
Você é daquele tipo assim que você... Eu, por exemplo, tem vídeo que passa pra mim no Reels que eu não consigo mais... Eu via antes.
Desconhecido
Quando eu vi que começou a me deprimir, já é um tipo de vídeo que eu não vejo.
Desconhecido
Começa aquele vídeo assim, com uma sala cheia de brinquedos, daí os brinquedos vão sumindo da sala, daí vem uma voz falando assim, daqui 10 anos eles não vão estar mais aqui.
Desconhecido
Em 15 anos, ou aqueles que mostram assim, o carro hoje, vocês com o carro cheio, daí mostra daqui 20 anos o carro sozinho.
Desconhecido
Eu já nem gosto de ver essas coisas, porque daí já cai um cisco no olho e eu já não curto.
Não, eu sou motivo demais.
É também?
Sim, é. Eu choro vendo o Lili Stitt, vendo o desenho animado.
Esses vídeos que aparecem em rede social, às vezes, são dose.
Eu fico... Mexe com a gente, né?
Agora, outro dia, a turma da campanha fez um vídeo, né?
Pro dia dos pais aí, contando um pouco a história do meu pai.
E fizeram, né?
Com inteligência artificial.
Eu vi o vídeo, pelo amor de Deus.
Eu não conseguia... Eu tinha que narrar o vídeo, eu não conseguia narrar.
Eu não conseguia chegar no final.
Desconhecido
Teu pai é já...
Desconhecido
Já falecido.
Desconhecido
Já falecido.
Desconhecido
Eu ia te perguntar sobre isso.
Desconhecido
Não necessariamente sobre isso, né?
Desconhecido
Mas você mencionou em vários momentos sobre a sua família, sobre a tua mãe, que é a mais velha de nove, que veio de Portugal.
Desconhecido
Você mencionou o seu enfrentamento do câncer, mas você mencionou também alguém que enfrentou o câncer.
Desconhecido
Foi o seu...
Desconhecido
o sogro.
Desconhecido
né eu sou tão sempre então a família foi sempre algo muito presente assim aparente.
Desconhecido
tem alguém especificamente na família que foi uma uma influência em especial para você?
eu acho que é uma influência da minha família.
foi meu pai porque assim é um cara.
acompanhará se eu passava horas conversando com ele meu pai um vencedor um cara que cresceu na carreira na profissão.
depois né daquela trajetória difícil, entrou pro Banco do Brasil, foi pro Banco Central.
Ele era um cara que aprendeu a falar francês autodidata.
Nunca fez cursinho.
E uma vez eu fui fazer uma prova sozinho.
Desconhecido
Pegou um livro, ah, vou aprender francês.
Desconhecido
Ah, vou aprender francês.
Desconhecido
E estudou.
Desconhecido
E só pra deixar claro, não tinha Duolingo naquela época, aplicativo, nem sei como é que alguém aprendia sozinho francês.
Aí eu lembro uma vez que eu fui fazer uma prova de habilitação pra pegar uma missão no exterior, uma missão na França.
E aí, Eu tinha que passar na prova.
E meu pai começou a me escrever cartas.
Escrevia em português, escrevia em francês, escrevia ali naquele alfabeto fonético lá, pra eu saber como é que era a pronúncia daquelas palavras, não sei o quê, pra me treinar pra prova oral.
Ele tinha uma dedicação.
Desconhecido
Mas caía francês na tua...
Não, é porque assim, eu fazia inglês no exército, né?
Mas pra você... Ter algumas missões no exterior, no exército, você precisa fazer a habilitação específica daquele idioma.
Pra você poder pegar a missão naquela língua e tal.
E eu tava me preparando pra uma missão na França, então eu tinha que passar na prova de francês, né?
E quando eu fui pro Haiti, eu precisava estar habilitado no inglês.
Eu ia lá pra ser o adjunto do oficial de operações.
Então, o meu dia a dia na missão do Haiti era... a ter reunião com o tipo of Staff ter reunião com o tipo de negócio.
então eu fazia muito briefing com militares de outros exércitos então.
e o idioma lá no inglês?
eu tinha que falar inglês todo dia.
então eu tinha que me preparar para essa missão tinha que estar habilitado no inglês.
então você fazer uma imersão.
antes eu tinha que ter feito a prova de proficiência.
você passava alguns meses antes se preparando para chegar lá e poder.
e mesmo assim rapaz você chega lá.
aí foi para a primeira reunião com o meu chefe civil ali, que era o chief engineer office, que era o engenheiro da Índia.
Aí, lá na reunião, eu chudei pra caramba, eu digo, tô bem.
Começa a reunião, o cara começa a falar, eu não entendi nada que ele falou, eu falei, meu Deus do céu, eu tô ferrado, como é que eu vou ficar?
Mas aí, eu não vou conseguir, né?
Como é que eu vou?
Eu não entendo meu chefe.
Mas aí você vai vendo que depois é ajuste de ouvido, né?
Você vai ajustando e quando chegou no final da missão, eu já conversava com ele tranquilamente.
Me adaptei ao sotaque.
Essa é a missão Haiti?
Missão de paz do Haiti.
Desconhecido
Você viu muita coisa na missão do Haiti que te impactou como pessoa?
- For
About: priorizar projetos de desenvolvimento estrutural em missões da ONU
A missão do Haiti, de certa forma, me decepcionou um pouco com a ONU.
Porque você chega lá muito entusiasmado, com muita vontade de fazer a diferença, transformar.
E você via que a ONU era muito desorganizada.
Lá no início, principalmente, ela trabalhava muito em prol de si mesma.
Eu achava que ela esquecia um pouco um projeto de país.
E realmente eu tinha a impressão que o que estava sendo feito lá não era estrutural e não ia durar.
E de fato foi o que aconteceu.
Você vê que o país está uma zorra de novo.
Eu acho que a ONU não trabalhava vocações.
Tudo bem.
Pode ser que no início ela tivesse um outro objetivo.
O objetivo no início era restabelecer a segurança.
retomar áreas que estavam ocupadas, preparar o país para uma transição, reestabelecer o poder político, fazer eleições, etc.
E tudo isso aconteceu.
Então, sob essa perspectiva, a missão foi bem sucedida.
Mas era tudo muito bagunçado.
Desconhecido
Faltava um Tarcísio lá.
E eu aproveitava a bagunça para fazer algumas coisas que eu achava que eram importantes.
Então, por exemplo, às vezes eu via que tinha uma missão religiosa que cuidava... de algumas pessoas.
O pessoal fazia tratamento médico, odontológico, fazia assistência social.
Aí eu recebi uma missão que era para a ONU.
Então, olha, você tem que pavimentar aqui, porque aqui é o eixo de deslocamento do batalhão jordaniano, isso aqui, do ponto de vista da operação, é importante.
Aí eu planejava as minhas missões, material, não sei o quê, para fazer duas coisas.
Eu fazia o que eles me pediam e fazia o acesso para a missão religiosa, para o pessoal chegar mais tranquilo.
Então, eu dava um jeito de atender aquele povo também.
Eles pediam uma... Eles pediam pra eu abrir um poço artesiano em algum lugar.
Eu abria dois.
Eu abria um que ia atender a comunidade e abria outro dentro da unidade militar que eles estavam me pedindo.
E eu ia me virando lá pra tentar... Tinha hora que eu chegava e dizia assim, ó, é importante fazer essa pavimentação aqui.
Os caras, não, por quê?
Não, isso aqui é um eixo de deslocamento importante.
Nada, é porque ali engarrafava pra caramba, não tinha drenagem, não tinha nada, as pessoas ficavam lá.
horas para passar um determinado ponto na cidade, o ponto da Praça da Bandeira, por exemplo, Porto Príncipe, aí eu digo, não, vamos, aí eu vou dar um jeito nesse negócio aqui, e aí a gente dá um jeito.
Então a gente ia trabalhando essas coisas, fazendo aterro sanitário, não tinha um aterro sanitário lá, não tinha muita coisa.
E a gente fez muita coisa lá.
Era caótico o cenário?
Era muito caótico.
Muito caótico.
Foi o Haiti pós-tsunami?
Não, não.
Eu fui antes, foi em 2005.
O terremoto aconteceu em 2010.
Desconhecido
Sim.
O terremoto quer dizer... Já tinha passado o furacão Katrina, né?
Que passou lá no finalzinho de... Eu não me lembro se passou no final de 2004 ou 2005.
Aí depois veio em 2010 o terremoto.
É um país muito castigado também.
Além de todas as mazelas que são históricas, né?
É um país que também sofreu muito com desastres naturais.
Desconhecido
Sim, a gente vê isso lá no... Pelo menos, eu não sei como é aqui em São Paulo, mas lá em Santa Catarina tem muito haitiano, tem bastante haitiano.
Desconhecido
Aqui também.
Desconhecido
Que vem pra cá, acho que em busca de uma oportunidade.
Aqui eu tô nas obras.
de vez em quando, eu olho assim, porque esse cara é haitiano.
Aí eu já mando logo pra ele, bomba gai, bomba gai, é gente boa em crioulo, né?
Aí o cara, bomba gai, o cara dá um abraço, aí...
Desconhecido
Eles passam falando, às vezes, passam em família ou amigos, assim, de bicicleta.
Desconhecido
A Itagéia é uma cidade menor, né?
Desconhecido
Então, é mais comum, assim, né?
Desconhecido
Aí, às vezes, eles passam falando, eu não entendo nada, assim, ou no telefone.
É porque o crevole é um derivado do francês, né?
Lembro francês em alguma coisa, mas é bem diferente.
Desconhecido
Hoje tu se vira no francês?
Desconhecido
Não, já esqueci tudo.
Desconhecido
Eu te perguntei também se alguém, uma grande influência dentro da família.
Desconhecido
E fora, você tem alguém que seja expulso?
Desconhecido
Se espelhou na tua trajetória?
Tem muitas pessoas que me espelhei, tem muitas pessoas que me deram a mão, né?
Eu vou citar um cara, que é o Coronel Ronaldo Guiceiro Cabral, professor do Instituto Militar de Engenharia.
Esse cara, assim, é uma sumidade, o cara que foi filho de um cabo, o pai dele é cabo do Exército, numa unidade do Exército ali no Rio de Janeiro.
Ele foi para a academia militar, foi o primeiro da turma dele, atleta do Exército.
paraquedista, aí foi para o Instituto Militar de Engenharia, fez o curso do IME, foi o primeiro colocado, foi para o MIT, fez mestrado e doutorado no MIT, ele terminou o doutorado dele em dois anos e seis meses.
Um cara genial, um cara que recebeu a gente no IME, foi o meu primeiro professor de cálculo e ele era um mentor, ele acompanhava a gente em cada passo, campeão brasileiro de xadrez, o cara é diferente.
Uma vez eu estava, eu descobri que estava com câncer no último semestre do IME.
E aí eu tava meio chateado, né?
Tava andando no corredor, enquanto o professor Cabral lá, que fez 80 anos agora, e ele vira pra mim, e aí, Tarsísio, como é que tá?
Tudo bem?
Ele é um cara positivo, né?
Um cara, era atleta, corria meio maratona do Rio, não sei o quê.
Falei, pô, professor, eu descobri que eu tô com câncer, acho que eu vou trancar matrícula, né?
Eu volto ano que vem, porque eu vou ter que fazer cirurgia, aí eu vou entrar na radioterapia.
Virou pra mim, nada disso, nada disso.
Você está muito bem, você não vai trancar matrícula, nada, você vai dar conta, a gente vai te dar força, não sei o quê.
Eu falei, professor, mas eu vou ser reprovado por falta.
Não, nós vamos resolver isso.
Vamos lá no corpo de alunos, eu vou falar aqui comandando o corpo de alunos, nós vamos aliviar essas suas faltas para você poder fazer seu curso.
Vamos ver quem vai ser o colega que vai levar a matéria para você em casa.
Ele arrumou tudo.
Eu digo, tá bom, o cara me deu uma força dessa, né?
Você está muito bem, a sua nota é muito alta, você não pode parar, você não pode desistir, você não pode ficar no meio do caminho, você não pode trancar matrícula.
Você vai se formar?
Eu, tá bom.
E esses caras me deram suporte, não tinha um cara que me levava a matéria em casa, então eu podia contar com esses caras, era o Esteves que me levava a matéria em casa, era o Ávila que me levava a matéria em casa, eu ia estudando.
Moral da história, terminei o primeiro semestre, que foi o semestre que eu fiz todo o meu tratamento, com 9,74 de média.
De 8 disciplinas, eu fechei com 7 disciplinas, 10.
E com a turma me dando força, me dando moral, me ajudando, me empurrando.
E aí você vê o companheirismo, né?
Quando você está numa situação difícil, tem alguém para te ajudar, para carregar o fardo do teu lado, tem alguém para te abraçar.
Isso é muito legal.
A gente desenvolve muito isso, né?
Eu sempre tive a oportunidade de trabalhar com excelentes companheiros.
Uma coisa que deu muito certo no Ministério da Infraestrutura, e a mesma coisa acontece aqui no governo de São Paulo, montar bom time.
Você ter um time de gente ali que é de primeira, gente comprometida, gente que quer resolver o problema, gente que é qualificada, isso dá muita diferença.
Desconhecido
Você tem a impressão de que isso talvez seja um grande problema nacional?
Desconhecido
Essa falta de... não existe esse objetivo de montar bons times, pelo menos é o que parece.
- For
Desconhecido
About: prioritize technical management over politicking in public administration
Para a gente que está de fora, o povo que se estressa há tanto tempo, que... aguenta tanta corrupção, que vê as obras paradas, e aí você foi um diferencial através do Bolsonaro, que formou um grande time, você repetiu isso também no seu próprio governo.
Desconhecido
Você acha que isso é um grande mal do governo público atualmente no Brasil?
- For
About: prioritize technical management over politicking in public administration
Sem dúvida, sem dúvida.
Essa necessidade de ter que acomodar pressões políticas.
Aqui, a gente fez um negócio muito subjetivo, que eu cheguei, obviamente no início as pessoas não estavam acostumadas, os partidos vinham, olha, A gente precisa, é aquela história, né?
Precisa ser parte do governo, a gente precisa se sentir participando.
- For
About: prioritize technical management over politicking in public administration
Eu falei, não, eu vou montar um time que é técnico.
Aí, qual foi o combinado?
E isso funcionou.
A gente foi conversando com os parlamentares e eles disseram, eu vou tornar vocês sócios das vitórias.
Se eu tiver um time qualificado, eu vou entregar muito.
E se eu entregar muito, vocês vão ser os sócios de cada vitória.
Eu tenho certeza que a gente vai ter uma taxa de reeleição muito forte aqui no nosso parlamento.
- For
About: prioritize technical management over politicking in public administration
Eu montei meu secretariado sem consultar partida.
Eu não consulto partido para indicar alguém para agência reguladora.
E no final eu montei a maioria na Assembleia.
Eu tenho dois terços da Assembleia Legislativa.
E só não está comigo os partidos de oposição, PT e pessoal.
PSB, enfim.
Até PSB, são quatro deputados, dois sempre voltam comigo.
100% comigo.
Enfim.
- For
About: construir maioria parlamentar por meio de diálogo e convencimento
A gente montou uma grande maioria e montamos essa maioria, e isso é uma coisa bem disruptiva, na base da conversa, na base do convencimento.
- For
About: construir maioria parlamentar por meio de diálogo e convencimento
Por exemplo, eu tinha um projeto muito importante, eu fazia um almoço para todos os parlamentares, eu não conversava só com os líderes, eu explicava para cada um por que aquele projeto era importante, qual era o benefício que ia ter na região de cada um, gravava o vídeo com cada um.
E a gente foi montando ali um time, esse time hoje está unido, a gente montou uma grande maioria, sem dar nada, então é uma coisa muito disruptiva, muito diferente do que a gente vê.
- For
About: prioritize technical management over politicking in public administration
Você pega esse time que está em Brasília hoje, é um time muito ruim.
São os ministros que têm o que eu chamo de desconhecimento detalhado do assunto.
Eles conseguem desconhecer os assuntos com riqueza de detalhe.
Para ver a quantidade de besteira que o Haddad fala sobre fiscal, e o cara foi três anos ministro da Fazenda, você vê, nossa, o negócio é grave.
É grave.
Desconhecido
Exatamente.
Desconhecido
Imagina o desespero, imagina a frustração.
Desconhecido
Você mencionou uma coisa que foi interessante.
Desconhecido
Quando você falou que você estava no Haiti, você não conseguia fazer só aquilo que era o ordenado.
Desconhecido
Não, você tem que fazer tal coisa.
Desconhecido
Mas tem isso aqui, dá para fazer também.
Desconhecido
E eu vejo, às vezes eu vejo algumas iniciativas que eu penso assim, nem só na política, eu vejo... Escola dos meus filhos, por exemplo.
Desconhecido
Eu frequento uma escola lá em Itajei que é confessional, que eu gosto muito, admiro muito o trabalho que eles fazem lá.
Desconhecido
E eu sempre pego no pé do diretor e falo assim, nossa, imagina uma escola dessa espalhada pelo Brasil, né?
- For
Desconhecido
About: reintroduce moral and civic education to encourage critical thinking
Como é que não seria se o ensino público fosse isso aqui que eu estou vivendo aqui?
Desconhecido
Começar a aula com oração, cantando hino, disciplina, eles cuidam da roupa.
Desconhecido
Aí a gente fica viajando, claro, imagina se fosse.
Desconhecido
E eu vejo isso nessa referência que você falou.
Desconhecido
Você foi lá para Haiti, você não conseguiu cumprir só... O medíocre, o médio, aquilo que está... Você viu a oportunidade de fazer... Ah, dá para fazer isso também?
Desconhecido
Imagina o que não daria para fazer no Brasil se tivesse pessoas dispostas simplesmente a fazer o que está na frente delas.
E é um país rico, né?
E é por isso que a gente resolveu encarar algumas coisas aqui em São Paulo do tipo.
Cracolândia.
Ah, impossível acabar com a Cracolândia.
Ué, quem disse?
Quem disse que é impossível?
- For
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
Claro que não, é possível acabar, nós vamos acabar.
Aí fica esse pessoal hoje que fica com uma dor de cotovelo danada.
Ah, não acabou, espalhou.
Não, falso, acabou sim.
Ah, tem dependente químico ainda na rua?
Tem usuário?
Tem.
Tem aqui, tem em Nova Iorque, tem em Amsterdã, tem em Paris, tem em Roma, tem em todo lugar.
A pessoa tem um dissabor, sai de casa, sucumbe à dependência química, isso é um problema.
- For
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
A gente tem que combater esse problema, tem que combater esse mal, essa chaga que é o tráfico de drogas.
- For
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
Agora, aquelas pessoas que estavam na Cracolândia, a gente tratou, a gente fez o banco de dados de todo mundo que frequentava o Flux, até porque eu falava para o meu time, se eu não conhecer esses caras pelo nome, eu não vou resolver o problema deles.
- For
About: combater the tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
Se eu não souber qual é a família, onde essa família está, de onde esse cara veio... Qual foi a qualificação profissional que esse cara já teve?
Onde esse cara já trabalhou?
- For
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
Então a gente cruzava com a base de dados do Caged.
- For
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
Eu queria saber se aquele cara era egresso do sistema prisional ou não.
Qual é a situação jurídica dele?
- For
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
E hoje a gente vê, a gente abriu muitos braços de assistência, a gente pegou esse pessoal da Cracolândia.
Montamos leitos de retaguarda para fazer desintoxicação segura, porque ficava aquele pessoal, dizia o seguinte, não, não dá para tirar a pessoa da dependência, a gente tem que fazer uma administração de droga paliativa, coisa nenhuma, dá para tirar.
sim, vamos tirar.
- For
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
Aí montamos os leitos de retaguarda para fazer a desintoxicação segura, para pegar a fase aguda, então a gente tinha leito de urgência e emergência.
- For
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
Aí montamos as casas terapêuticas, abrimos 44 casas, porque as pessoas na casa terapêutica vão ganhando autonomia, elas vão se livrando.
- For
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
paulatinamente dessa fase aguda, vamos dar qualificação, vamos colocar esse pessoal em habitação, então tudo pensado, e vamos combater com vigor, com força o crime, que aí foi um outro capítulo dessa história, que foi entender o seguinte, se esse negócio existe há tanto tempo embaixo do nariz das autoridades, tem alguma coisa, algum business relevante, e não é venda de pedra de crack para a pessoa em situação de rua.
Tem outra coisa aí por trás.
E a gente começou a entender qual era a dinâmica daquele negócio.
- Neutral
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
Tinha uma lógica imobiliária bem construída, então você mudava o fluxo, você baixava o preço dos imóveis, você comprava pousada, hotel, restaurante, e ali você lavava dinheiro.
E a gente começou a ver que, por exemplo, uma pousada que estava no nome do beneficiário do Bolsa Família movimentava 200 milhões de reais por ano.
A gente, opa, pegamos o fio da meada.
Tinha uma questão territorial, que quando você fala em crime organizado, você tem que pensar também em território.
Eles ocuparam lá um território no centro, que era a favela do Moinho.
Bom, vamos desmobilizar esse negócio.
- For
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
Entramos, prendemos os traficantes da favela do Moinho, demos apartamentos para as pessoas que moravam lá e desmobilizamos a favela.
Não existe mais a favela do Moinho.
O que era a favela do Moinho?
- For
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
vai virar um parque e vai virar uma estação do CPTM.
- For
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
E a tese era o seguinte, no dia que a gente desmobilizar o Moinho, que é o grande CD, é o grande centro de distribuição da droga no centro de São Paulo, a gente vai desidratar a cracolândia.
- For
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
Foi exatamente o que aconteceu, até se confirmou.
E hoje a gente pega o dependente químico, trata, então aparece um, a gente vai lá cuidar dele, aparece outro, vai continuar aparecendo e a gente vai continuar tratando.
As pessoas não são as mesmas.
Se a gente pegar o banco de dados nosso, quem frequentou o fluxo e quem hoje está na rua, você vai ver que elas não coincidem.
- For
About: combater o tráfico de drogas e ampliar tratamento e reintegração para dependentes químicos
E o bom é que a gente tem esse banco de dados.
Então quem fala, espalhou.
Não, não espalhou, não tem nada a ver.
- Neutral
About: combat drug trafficking and crime
E aquela... aquela situação vexatória, aquela situação onde ficavam aquelas barraquinhas vendendo droga à luz do dia.
Não existe mais.
- For
About: combat drug trafficking and crime
A gente não ia permitir isso.
Ora, era possível acabar?
Claro que era.
Era possível acabar com o Rodanel?
Era.
A gente mostrou que era.
- For
About: retomar e concluir obras de mobilidade urbana paradas
Era possível acabar com aquela obra da Copa, a Linha 17, que ficou 300 anos parada?
Você chegava na cidade de São Paulo, saia do aeroporto de Congonhas, a primeira coisa que você via era aquela estrutura do monotrilho que ligava nada ou coisa nenhuma, aquela obra parada.
- For
About: retomar e concluir obras de mobilidade urbana paradas
Não, nós não vamos permitir isso, nós vamos acabar.
- For
About: retomar e concluir obras de mobilidade urbana paradas
Eu falei pra minha turma, a gente tem duas opções aqui, ou a gente acaba e bota esse monotrilho pra funcionar, ou a gente vai implodir essa estrutura, mas a gente não vai deixar esse negócio aqui.
Então vamos acabar, vamos acabar.
Acabou, tá funcionando.
O trem tá funcionando.
- For
About: operar o monotrilho/Linha 17 em horário comercial
Em outubro começa a funcionar, agora no horário full, no horário comercial, de 4 da manhã à meia-noite.
Então é possível fazer as coisas.
- For
About: prioritize technical management in public administration
E tem que ter vontade, tem que ter time bom.
E é o que falta nessa turma aí, que às vezes está aí que tem outro interesse.
- For
About: combat corruption and practices of political clientelism
Você vê, os caras estão fazendo qualquer coisa pelo poder.
- For
About: reduce public debt and fiscal deficit
Gastando um dinheiro absurdo, arrebentando o país, 10 trilhões de dívida, um déficit nominal de 8,6% do PIB, o varejo quebrando, as pessoas endividadas.
Você vê a loucura.
- Against
About: regulate and oversee games and betting
Para arrecadar mais, eles regulamentaram jogos online, os cassinos eletrônicos, o Tigrim, que eram contravenção até bem pouco tempo atrás.
As pessoas estão gastando 20% da renda nesse troço, é o dinheiro que está saindo do varejo.
Então os caras falam muito assim, a inflação está controlada e a massa salarial cresceu.
Beleza, a massa salarial cresceu, alguma coisa, mas a poupança diminuiu.
A gente tem, hoje, esse dinheiro está indo para algum lugar, está vazando, porque a produtividade não aumentou, a poupança não aumentou e o consumo não aumentou.
Então, se você aumentou a massa salarial, mas não aumentou o consumo, não aumentou a poupança, para onde é que foi esse dinheiro?
Esse dinheiro está indo para a Bete, esse dinheiro está no Consignado, esse dinheiro está indo para pagar juros.
Então, você tem 80 milhões de brasileiros endividados, você tem 9 milhões de empresas endividadas e o Brasil está caminhando.
Pro precipício.
AI classification from the transcript of a public video. See the Methodology