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Esse é o meu posicionamento sobre minha religião.
64 statements · 1 politicians · August 26, 2026 · 4 min
Statements by Renan Santos. 64 transcribed statements, with topic and stance on the ones the analysis classified.
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64 statementsFull transcript of the video. Statements the analysis classified carry topic and stance.
Eu passei lentamente a me abrir pra fé.
Eu resolvi me converter e me batizar ao catolicismo.
Estão pegando alguns tweets e pegaram uma foto de uma tatuagem minha.
Pra construir a ideia de que eu sou um vilão, dado que eu estou crescendo e muito.
Especialmente depois do debate da Band.
Então vocês querem saber qual é a minha religião?
Você vai descobrir agora.
Eu venho de uma família muito típica brasileira.
Metade dela era evangélica, a família do meu pai.
Meu avô era um bem feitor da congregação cristã, ajudava a construir igrejas pelo inteiro de São Paulo.
Do outro, a família da minha mãe, uma tradicional família católica de imigrantes italianos.
Pra não ter briga entre as famílias, a questão religiosa ficou meio solta.
Tanto pra mim, quanto pra minha irmã.
quanto pro meu irmão.
Mais de fim de semana, quando eu visitava meus avós paternos, eu costumava ir nos cultos da congregação.
Isso rodou legal até meus 13 anos de idade.
Foi ali que meu avô morreu com um ataque cardíaco e no enterro dele, alguns membros da igreja, a revelia da própria igreja, foram cobrar que o relógio que ele tava usando, o defunto, e até o carro dele, tinham sido combinados e seriam usados lá na obra da igreja.
Aquela imagem, durante um velório, não só pra mim, como pro meu pai, pra minha mãe, pros meus irmãos, foi uma coisa muito pesada.
Meu pai colocou essas pessoas pra fora do velório e dali em diante eu peguei raiva da religião.
Peguei raiva de Deus.
E isso se intensifica quando eu começo a achar que eu sou um cara muito espertinho, muito inteligentinho.
Eu passo na faculdade de direito na USP, o vestibular de humanas mais concorrido do Brasil à época, e passo a frequentar um meio cheio de pessoas que não acreditam em Deus.
E aí eu me tornei aquele tipo de pessoa que faz piada, que diminui alguém quando tem uma visão religiosa.
Eu me achava um inteligentinho, sabe aquele esperto, cheio de respostas pra tudo?
Esse cara, infelizmente, era eu.
A única pessoa que ficava me contrariando era minha irmã.
Minha irmã tinha um pendor mais evangélico e ficava falando que eu era ignorante em tentar ser sabichão, achando que... tinha respostas pra tudo o tempo todo.
Eu passo a me tocar do erro lá pra 2011, quando eu recebo uma lista de livros que estavam rodando na internet citada pelo Olavo de Carvalho.
Na lista tinha inúmeros clássicos da literatura ocidental, dentre eles um livro chamado Confissões do Santo Agostinho.
Eu havia comprado a lista inteira.
A listreza de Platão, Aristóteles e a Pé do Ostoyevski.
Mas o livro Confissões me deixou instigado.
Comecei a ler, era a história de um romano brilhante, Agostinho de Ipona, que era ele próprio um sabichão, metido aos seus esoterismos, com uma mãe altamente religiosa, que sonhava ver ele caminhar pelo caminho certo, enquanto ele vivia uma vida luxuriosa, cheia de festas e mulheres.
Numa das suas reflexões, conversando com Deus, Agostinho chega a falar, me faça ser bom.
Mas não agora.
Porque o agora, ele queria curtir sua vida.
Mas ele, homem brilhante, com uma das mais intrigantes concepções sobre tempo que existem na descrição filosófica, ele se converteu.
Não apenas se converteu, como se tornou um santo.
A conversão de Agostinho se tornou um símbolo seminal de uma conversão de um homem brilhante, um homem que inspira a todos nós, mostrando que fé e razão caminham juntos.
Quando você soma isso à experiência de ler Crime e Castigo, que eu já tinha lido antes, e o Banquete do Platão, sua cabeça se abre, racionalmente.
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