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Haddad fala de caso Vorcaro, eventual sucessor de Lula, pesquisas, Tarcísio e mais | Alt Tabet
763 falas · 1 políticos · 22 de setembro de 2026 · 56 min
Falas de Fernando Haddad. 763 falas transcritas, com tema e posicionamento nas que a análise classificou. Temas: Serviço Público, Eleições Presidenciais, Partidos e Eleições, Finanças Municipais.
Quem fala
Tocando agora · 10:54
Fernando Haddad: "A educação caiu de terceiro para décimo lugar."
Transcrição
763 falasTranscrição completa do vídeo. As falas que a análise classificou trazem tema e posicionamento.
Desconhecido
Olá, eu sou Antônio Tabet, este aqui é o Alt Tabet, o talk show que não facilita a vida de ninguém, o que não é problema nenhum para o meu convidado, que é um especialista em pegar bucha, rabo de foguete.
Desconhecido
Foi ministro da Educação, prefeito de São Paulo, ministro da Fazenda, recebeu a missão ingrata de enfrentar Bolsonaro em 2018 e Tarcísio de Freitas em 2022, façanha que vai repetir este ano.
Desconhecido
Fernando Haddad, muito bem-vindo.
Desconhecido
Prazer em recebê-lo aqui, ministro.
Desconhecido
Haddad, eu imagino que época de campanha eleitoral seja um inferno.
Desconhecido
Qual é a primeira coisa que você vai fazer quando acabar a campanha?
Desconhecido
Você já tem férias programadas?
Desconhecido
Você tem uma ideia já de descanso, de tempo?
Dez diazinhos é de lei, né?
Desconhecido
Dez diazinhos.
É de lei.
Você tem que dar uma recetada total.
Desconhecido
Tem, né?
É, porque na verdade são seis meses que você sai no final de março.
- A favor
Sobre: diagnosticar problemas do Estado e elaborar propostas de governo
E aí, cara, você tem que, primeiro, fazer uma radiografia do Estado, fazer um diagnóstico dos problemas, verificar o que a população está mais contrariada, elaborar propostas para cada um dos problemas do Estado.
Então, é uma tarefa que envolve muita gente, é uma tarefa minuciosa, você não quer escorregar em nada, não quer escorregar em número.
E aí começa a campanha, é outra maratona.
24 por 7, né?
E com a campanha nacional também do jeito que está, e a confusão toda em Brasília, então isso também é uma camada a mais, vamos dizer assim, de preocupação institucional e tudo mais.
Então, ela é um período riquíssimo na vida de uma pessoa, você pode aprender muito numa campanha, aprender política pública, aprender com o que você ouve do eleitorado, com o que o cidadão te fala.
com contraditório, então é um período rico da vida de uma pessoa, pode ser, se souber aproveitar, mas isso é noite, você chega com a língua de fora.
Desconhecido
Imagino.
Desconhecido
A eleição do governo de São Paulo esse ano está um pouco diferente, eu queria saber por que, na sua opinião.
Desconhecido
Tem você e Tarcísio, não tem mais uma terceira força emergente, parece que a coisa está concentrada.
Desconhecido
Você acha que isso é reflexo do cenário nacional, dessa polarização que acontece no país?
Desconhecido
Ou ninguém mais quer essa bucha?
- Neutro
Sobre: manter pluralidade de candidaturas competitivas em eleições estaduais
Não, eu acredito que assim, é relativamente novo em São Paulo.
Em São Paulo você sempre teve mais de dois candidatos.
Acho que é a primeira vez que tem dois candidatos competitivos.
Mas isso está acontecendo em outros lugares também.
Se você analisar, vamos pegar Pernambuco, você tem o ex-prefeito João Campos e a atual governadora Raquel Lira.
Está bem polarizado lá.
Não é em todo o Estado, mas é comum polarizar em torno de dois números.
Desconhecido
Mas em São Paulo é novidade.
É novidade, porque sempre o PSDB acabou tendo mais de um candidato.
O PT, inclusive, raramente foi para o segundo turno, mas sempre tinha mais um, pelo menos mais um.
Como aconteceu da vez passada, que o governador da época, o Rodrigo Garcia, foi o candidato à reeleição.
E o Tarcísio de oposição.
E agora não tem.
Então, uma novidade em São Paulo.
Não é uma coisa que, na minha opinião, vai se repetir por muito tempo.
Porque é incomum.
- Neutro
Sobre: lançar e testar novos nomes nas eleições majoritárias
Em geral, os partidos aproveitam a eleição majoritária até para lançar nomes que vão disputar a prefeitura, que vão disputar deputado federal, senado.
Então, é uma oportunidade dos partidos lançarem nomes novos.
Para testar, testar aderência.
E dessa vez não aconteceu.
Desconhecido
Você disputou a Prefeitura de São Paulo em 2016, Presidência da República em 2018, Governo do Estado em 2022.
Desconhecido
Você perdeu essas três eleições.
Desconhecido
Isso aconteceu também com Lula em algum momento, que perdia, perdia, perdia.
Desconhecido
Até que ele conseguiu ter êxito.
Desconhecido
Você tem receio de ficar com a imagem de um candidato que entra em eleição para perder?
Desconhecido
Ou você acha que isso é normal e está aí o próprio Lula como um exemplo?
Taber, deixa eu ser franco.
Eu fui candidato em 16 e 18, em que circunstância?
Eu era a figura mais importante do PT nessas duas eleições.
Em 18, por definição, eu fui candidato a presidente pela impossibilidade do Lula disputar.
Em 16, eu era o prefeito da maior cidade do Brasil, não saí do PT e resolvi defender o PT na eleição de 16, que era o ano do impeachment.
Eu não entendo muito, eu sei que as pessoas rotulam e tal, eu não entendo muito como uma derrota pessoal.
Eu acho que era um projeto que estava em xeque, que podia ter acabado se algumas pessoas não assumissem para si a tarefa de defender esse projeto, que eu considero até hoje muito importante para o Brasil, para a história do Brasil.
Então, eu não considero propriamente uma derrota pessoal, entende?
Embora... Meus adversários sempre vão dizer isso.
E quem tem projeto pessoal vê como uma derrota.
Eu não vi assim.
Eu não disputei a eleição me entendendo favorito.
Eu disputei essas duas eleições, de 16 e de 18, entendendo que era um dever para a gremiação a que eu pertencia naquele momento.
Se eu não fosse candidato pelo PT em 16, E se eu não aceitasse o desafio de representar o PT em 18, lembre-se que eu não fui o primeiro convidado.
O Ciro foi convidado, o Jax Wagner foi convidado, e só no fim, quando o presidente não tinha muito para onde correr, ele me consultou e eu falei, olha, se eu sou convidado, eu vou, não tem problema.
Então eu não vejo muito dessa maneira.
Em 22, é uma outra conjuntura.
Aí eu disputei para ganhar mesmo, mas sabendo... que a chapa que eu ajudei a montar, Lula e Alckmin, tinha uma tarefa enorme de resgatar esse país da barbárie.
Para mim era uma barbárie.
Então, o meu desempenho em São Paulo foi o melhor desempenho da história do PT no Estado.
Eu fiz 45% dos votos.
E eu tenho certeza que o papel de São Paulo foi condição sem a qual dificilmente a gente teria êxito.
Vamos nos lembrar que foi nacionalmente... foi a vitória mais apertada da história do PT, 50,9% dos votos.
E no Estado foi o melhor resultado da história do PT.
Então se você imaginar que aqui nós tivemos o melhor resultado e no Nacional foi a vitória mais apertada...
Desconhecido
Fez a diferença.
Fez a diferença, não tem como negar.
Desconhecido
Agora, você falou em 2022. eu disputei para ganhar, disputei para valer.
Desconhecido
Em 2018 não foi para valer?
Não é isso, é que eu fui escolhido em 2018 faltando... Três semanas para o primeiro turno.
Não é que não era para valer, mas as condições eram muito precárias.
Desconhecido
Era mambembe, você acha?
Eu estava dando uma entrevista para você no dia 6 de setembro.
6 de setembro.
Você comunicou ao vivo que o Bolsonaro tinha sofrido um atentado.
Uma facada.
Nós estávamos ao vivo.
Eu não era candado ainda.
6 de setembro.
Desconhecido
Era oficioso, né?
mas eu não estava confirmado, nem pelo partido, nem pelo presidente, eu não sabia qual era a solução, porque se discutia no PT, até se o PT participaria da eleição, em virtude do fato do partido entender que aquilo era um absurdo, negar ao presidente a possibilidade de concorrer.
Então tinha gente no partido dizendo, não vamos ter candidato.
Então, ou ainda se, só para você ter uma ideia, eu fui anunciado, se eu não me engano, dia 12. que foi, se não me engano, uma segunda-feira.
Desconhecido
Dia 11.
Dia 11, né?
Isso.
Na véspera, Ciro e Jacques foram consultados pela última vez para serem vice na chapa do Lula e assumir a campanha.
Foi uma corrida.
É, foram então três semanas.
Ainda assim, eu fiz 45%.
Eu fui para o segundo turno, superando 11 candidatos, dentre os quais Alckmin, Marina.
Meirelles, tanta gente disputou comigo.
Fui para o segundo turno e fiz 45% dos votos.
Desconhecido
Falando do seu desempenho em São Paulo, é sabido, é notório que você tem voto na capital.
Desconhecido
Como é que faz para você conseguir angariar votos no interior do estado?
Desconhecido
Você sente uma resistência maior?
Desconhecido
Tem algum lugar que você tem até receio de ir?
Não.
Eu, graças a Deus, eu... Eu nunca mudei meu estilo de vida em função da política.
Eu saio para passear com a minha cachorra, vou no cinema, vou no teatro, vou em restaurante, pego avião.
Nunca mudei minha rotina por conta de política.
Porque eu acho, quando você respeita e se faz respeitar, na rede social é uma coisa, mas no dia a dia as pessoas entendem que tem um limite.
Ninguém, entendeu?
Nunca passei por nenhum problema, nenhum perrengue, nada, nada, nada.
Então, eu transito normalmente pelos lugares e transito normalmente.
Eu nunca vivi uma situação de constrangimento na vida pública.
Desconhecido
Que bom.
Desconhecido
Mas e para entrar no interior do estado de São Paulo?
Eu vou em todo lugar.
Agora mesmo, eu visitei o interior mais do que o governador.
Para ser bem franco, eu fui em mais cidades, provavelmente, do que ele durante a campanha.
Ele está muito enclausuradão, não está participando de debates, sabatina, nem nada.
E eu estou indo em tudo, quero debater.
- A favor
Sobre: recuperar as finanças do Estado de São Paulo
E acho que a gestão dele realmente está comprometendo a saúde do Estado, tanto do ponto de vista financeiro quanto do ponto de vista de política pública.
Então, eu acredito que eu tenho uma missão importante aqui, que é... conversar com o eleitor de São Paulo e falar, olha, veja o que está acontecendo.
Eu estou priorizando cinco áreas.
As finanças do Estado estão no pior momento em 30 anos.
Desde o governo Fleury, a gente não está numa situação parecida.
A economia de São Paulo está crescendo um quarto da média nacional.
Um quarto.
- A favor
Sobre: melhorar a qualidade do ensino médio público estadual
A educação caiu de terceiro para décimo lugar.
Sobretudo o ensino médio público, que é estratégico, porque é exclusivo do governador.
O ensino médio é uma exclusividade do governador.
Se vai mal, vai mal para 80% da população, porque o resto está na escola privada.
Mas o que é de competência dele é 80% da matrícula.
- A favor
Sobre: reduzir filas por cirurgia e melhorar serviços de saúde estaduais
A saúde está com a fila aumentando em várias áreas, sobretudo cirurgia.
E a segurança nem precisa nem dizer, porque quem está nos ouvindo não está podendo sair de casa com...
Desconhecido
A gente falou do interior aqui e o estado de São Paulo sempre foi um estado muito exportador, exporta café, laranja e hoje está exportando o PCC, que está em vários estados, inclusive no exterior.
- Neutro
Desconhecido
Sobre: combater o crime organizado
Qual o seu plano para lidar com o crime organizado em São Paulo?
Eu acho que o governador cometeu vários erros estratégicos, mas um é capital.
que foi recusar a parceria com o governo federal.
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