Transcrição do vídeo
Renan Santos vê eleitor anestesiado, chama Flávio de ladrão e nega apoios; veja íntegra da sabatina
763 falas · 1 políticos · 11 de setembro de 2026 · 54 min
Falas de Renan Santos. 763 falas transcritas, com tema e posicionamento nas que a análise classificou. Temas: Processo Eleitoral, Polarização política e divisão do país, Alianças Políticas, Financiamento de campanha.
Quem fala
Transcrição
763 falasTranscrição completa do vídeo. As falas que a análise classificou trazem tema e posicionamento.
Desconhecido
Olá, bom dia, seja muito bem-vinda, seja muito bem-vindo a mais uma Sabatina promovida pelo UOL e Folha de São Paulo, essa parceria pela democracia brasileira, pelas eleições de 2026.
Desconhecido
Como você sabe, a nossa missão aqui é te ajudar a escolher quem você quer no comando do Brasil para os próximos quatro anos.
Desconhecido
Convidamos todos os pré-candidatos, os candidatos à presidência da República a participar dessa Sabatina.
Desconhecido
E o nosso candidato de hoje... Hoje é Renan Santos, candidato do Missão.
Desconhecido
Ele que é fundador do movimento Brasil Livre.
Desconhecido
Renan tem 42 anos, é empresário e atual presidente do partido Missão, sigla pela qual concorre.
Desconhecido
a presidência da República.
Desconhecido
Na última pesquisa de intenção de voto, aparece com 4% das intenções de voto, empatado tecnicamente com o Ronaldo Caiado, pesquisa meio ideia que foi divulgada exatamente ontem.
Desconhecido
À frente deles estão Augusto Cury, com 6,6%, Flávio Bolsonaro, 37,3% e Lula, com 38,4%.
Desconhecido
Renan morou já na Moca, bairro bem tradicional da Zona Leste de São Paulo, entrou na Faculdade de Direito da USP, mas não terminou o curso até o final.
Desconhecido
Foi filiado ao PSDB, tem uma história na política brasileira, foi filiado ao PSDB entre os anos de 2010 e 2015, mas ganhou mais destaque na política em 2014, quando, ao lado de Kim Kataguiri, fundou o Movimento Brasil Livre.
Desconhecido
o conhecido MBL.
Desconhecido
O movimento ganhou muita projeção em todo o Brasil ao organizar manifestações em defesa da Operação Lava Jato contra o governo Dilma.
Desconhecido
Ele foi um dos responsáveis também por articular o que ficou conhecido como Comitê do Impeachment, que levou à frente o processo de deposição da então presidente.
Desconhecido
E hoje é ele que quer estar nesse cargo, ele que quer a presidência da República.
Desconhecido
Comigo nessa entrevista, meu parceiro diário Josias de Souza, diretamente de Brasília, e aqui ao meu lado, Bruno Ribeiro, do jornal Folha de São Paulo.
Desconhecido
Olá, Josias, bom dia para você.
Desconhecido
Muito bom dia, bom dia a você, Fabíola, bom dia ao Bruno, bom dia especial ao candidato Renan Santos, vamos lá.
Desconhecido
Bom dia, Bruno.
Desconhecido
Bom dia, Fabíola.
Desconhecido
Vamos lá, candidato, seja muito bem-vindo aqui no nosso estúdio do UOL, bom dia para o senhor.
Bom dia, Fabíola.
Bom dia, Bruno.
Bom dia, Josias.
Pessoas com as quais eu acompanho.
Vai ser um prazer trocar uma ideia com vocês.
Vai ser bem legal.
Desconhecido
Vamos lá, são 50 minutos de entrevista, a gente termina com um pinga-fogo e depois tem dois minutos de consideração final.
Desconhecido
O cronômetro a gente solta aqui no início da sua primeira resposta.
Desconhecido
Bom, estamos acompanhando aí essa guerra no Supremo Tribunal Federal, STF, em chamas há menos de um mês das eleições.
Desconhecido
A gente está há menos de um mês, três semanas para as eleições e é o que todo mundo fala.
Desconhecido
Até que ponto essa crise no Supremo Tribunal Federal vai afetar o voto do eleitor?
Desconhecido
afeitar o processo eleitoral brasileiro.
Desconhecido
O que o senhor acha?
Olha, eu esperava que estivesse afetando mais.
Eu até só tenho uns desabafos, uns sincericídios nos últimos dias, porque essa é a eleição mais estranha desde 2010.
2010 foi uma eleição muito vazia de debate político, foi uma eleição que o Serra queria se apresentar como candidato Lula.
O grande fato da eleição foi uma bolinha de papel que foi arremessada na cabeça do Serra.
E não houve grandes discussões, não houve grande debate.
De 14 em diante, sobe aquilo que a gente chama de polarização, há uma politização maior do debate.
E aqui a gente está indo para uma eleição em que ela é desenhada para ser uma não eleição.
Basicamente o Flávio e o Lula querem usar as bases para ir para o segundo turno sem participar de debates, sabatina.
E o eleitor compra esse estado de torpor.
Talvez porque ele está anestesiado por conta da quantidade gigantesca de informações e de escândalos.
Os escândalos já anestesiaram o eleitor.
O eleitor não está sequer discutindo.
Estão vindo esses fatos.
Eu imagino que esses fatos vão alterar a dinâmica das eleições nas próximas duas semanas.
Mas até agora... Já deveria haver alterações.
E eu acho que esse cansaço no eleitor é a grande novidade política que nós temos.
Desconhecido
Quem se prejudica mais?
Desconhecido
Flávio Bolsonaro, no 7 de setembro, diz, olha, quem vota Lula vota Moraes.
Desconhecido
Moraes está com uma situação super complicada, vão decidir agora na terça-feira se ele será ou não investigado.
Desconhecido
Quem se prejudica mais, Lula ou Flávio, com essa crise do Supremo Tribunal Federal e com essa decisão que pode vir a ser tomada pelo plenário na terça-feira?
Por enquanto, Lula.
Por enquanto, Lula.
Vamos ver o que vai sair do Flávio e vamos ver como o eleitor do Flávio reage diante disso.
Eu volto a colocar, tem algo de muito novo e muito estranho nessas eleições.
Esse torpor é uma grande novidade.
E é um torpor tão estranho, eu volto nisso, porque a polarização está se dando em termos meramente, vamos dizer, numéricos nas pesquisas.
Você tem aqui o bloco do Lula e o bloco do Bolsonaro.
Mas não há discussão entre os fãs, os seguidores de cada um.
A campanha do Lula é uma campanha vazia.
As redes sociais do Lula estão vazias.
Você não encontra pessoas nos bares defendendo ele e tampouco no Flávio.
É uma campanha que foi construída para ser esvaziada.
E aí, nesse esvaziamento, o que a gente tem é... Ambos os grupos estão negando o que está acontecendo e sequer tem muita energia de jogar a pedra no adversário.
É a campanha mais estranha que eu vi em muito tempo.
Desconhecido
Agora, tem um detalhe, né, Renan?
Desconhecido
Nós estamos há 23 dias da eleição.
Desconhecido
Esse cenário é muito parecido com o de 2022.
Desconhecido
Também ali havia o Lula num polo, o Jair Bolsonaro no outro, e não aflorou nenhuma alternativa que chamasse a atenção do eleitor.
Desconhecido
Agora está ocorrendo a mesma coisa.
Desconhecido
E você seria uma dessas alternativas.
Desconhecido
Agora, me chama a atenção que, depois de um primeiro, você encostou ali... Ex-governadores, o de Goiás, Manoel do Caiado, de Minas Gerais, o Zema, hoje está até à frente do Zema.
Desconhecido
Mas o Augusto Cury se descolou desse grupo e, num primeiro debate na TV Bandeirantes, houve um momento em que ele... se disse assombrado com a sua agressividade, com a sua violência verbal.
Desconhecido
Ele exibe ali um estilo que fez com que ele crescesse, ele se descolasse.
Desconhecido
Não tem nenhuma chance, aparentemente, de chegar ao segundo turno, mas ele se descolou desse bloco no qual você se encontra.
Desconhecido
Não acha que a sua agressividade é... contribui para esse desalento, para esse torpor do eleitor que olha para buscar uma alternativa e não encontra?
Desconhecido
A agressividade é o melhor caminho?
Eu vou discordar, Josias, numa análise tua de que o... O Augusto Cury cresceu ali no debate.
Eu não acho que eu ouvi isso.
O Augusto Cury fez uso de ferramentas de compra de influenciador para criar um efeito bolha para um determinado público.
Isso teve um efeito e esse efeito já acabou.
Inclusive, eu já comecei a passar ele nos trackings, nas pesquisas, e eu acho que o Augusto Cury vai arrumar para 1%, 2% no máximo nessas eleições.
Inclusive, ele vai ser ultrapassado pelos governadores.
Houve pesquisas recentes e os trackings mostram isso, que eu estou na frente dos governadores e a diferença do Cury, para mim, ela não vai aumentar, muito pelo contrário, ela está num processo de queda.
Eu não sou um candidato agressivo, eu sou um fofo.
Eu sou uma pessoa que estou disposta a debater e discutir.
E onde eu sou bem tratado, eu vou tratar a pessoa bem de volta.
E esse é o meu papel.
- A favor
Sobre: participar de debates e sabatinas presidenciais
Agora, com relação a Flávio e Lula não comparecerem aos debates, eu fico revoltado de verdade.
E pode parecer que eu cruzo uma linha ou saio do ponto, sei lá, chame do que quiser.
Mas eu acho um absurdo o momento atual do país.
Esse é um momento tão... É um momento definidor da história do Brasil, a gente está falando de uma crise democrática no Brasil, a gente está falando de um problema institucional gigantesco no Brasil, a gente está falando do Brasil perdendo espaço nas cadeias globais de produção, a gente está falando do crime organizado tomando cidades inteiras e, ao mesmo tempo, as pessoas não debatendo e tomando, vamos dizer, não uma posição política ideológica, como aconteceu em 22.
Eu faço essa diferenciação, Josias, entre 22 e agora, porque 22, por mais que você tivesse os dois polos ali, eles estavam em conflito.
O debate político estava encarniçado em 2022.
Era tiro, porrada e bomba pra todo lado.
Discussão sobre golpe de Estado, Roberto Jefferson jogando granada, Carla Zambelli correndo com um revólver atrás dos outros.
Era uma lição muito quente.
Essa aqui é uma lição fria.
Os polos existem, mas ninguém tá falando sobre eles.
E aí você tem que tentar acordar as pessoas.
Às vezes eu posso soar agressivo porque eu tô tentando acordar as pessoas desse torpor.
Pode às vezes não ser a melhor estratégia, mas é alguma estratégia.
A gente precisa fazer alguma coisa pra despertar as pessoas.
Eu não posso...
Desconhecido
E por que o senhor acha que está tão adormecido?
Desconhecido
Isso é interessante essa visão, né?
Desconhecido
Por que está tão adormecido?
Eu acho que é uma sequência de fatos bizarros sobre esses blocos dominantes.
ao longo dos dois, três últimos anos.
Você teve a sucessão de escândalos, tanto do INSS quanto o escândalo do Banco Master.
Você teve a dissolução do bolsonarismo como força motriz do campo antipetista.
E é difícil explicar isso, mas os bolsonaros não são o chamariz do bolsonarismo.
Você tem o do Nicolas, a Michelle, a própria ascensão nossa dentro do antipetismo é um universo à parte.
E aí eles perderam... aquela energia, mas ao mesmo tempo esse eleitor considera que, vamos dizer, o modo padrão de voto antipetista ainda era um Bolsonaro.
Porque eles têm uma base, no mínimo de 15% a 20%, que entregam a eles uma posição de largada que faz com que o restante do eleitor antipetista ache que o caminho natural é votar neles.
É mais ou menos o que o PSDB chegou a ter várias vezes.
O PSDB quase nunca teve no campo antipetista até 2014 uma ameaça real.
E o eleitor achava assim, ah, pra votar contra o PT é 45%.
Eles estão vivendo isso.
- A favor
Sobre: reduzir a polarização política
E nós precisamos, essa é a função da minha candidatura, dissolver isso, quebrar essa barreira e fazer o eleitor acordar.
Há um elemento, como é uma campanha que as pessoas não estão falando de política, eu tenho hoje a base mais engajada, a Palver, que agora é um instituto de pesquisa, ela inclusive fez pesquisas para a Folha.
A Palver pega, eu tenho a base engajada mais quente em redes sociais.
Eu acho que isso na reta final vai fazer uma diferença muito grande, porque as famílias e os grupos sociais não estão discutindo política e quem discute... Sempre tem alguém me apoiando.
Então a tendência é eu ter um efeito multiplicador com isso, que vai fazer diferença agora nas próximas semanas.
Desconhecido
Tem um cansaço da população com essa disputa.
Sim, mas nesse sentido o cansaço me beneficia.
Porque se há um cansaço nos dois polos e o meu eleitor não está cansado, a tendência dele ter um efeito multiplicador é maior.
Desconhecido
Mas a sua chance de chegar ao segundo turno, segundo todas as pesquisas, é raríssima.
Desconhecido
Caso o senhor realmente não vá para o segundo turno, o senhor vai declarar seu apoio a Flávio Bolsonaro, que tem mais um pouco as suas características ou não?
Eu não tenho característica nenhuma do Flávio Bolsonaro.
Eu não sou ladrão.
O Flávio Bolsonaro é estúpido, ele é fujão.
Eu não tenho característica, pelo amor de Deus, Flávio, não me ofenda.
Não tenho, assim, eu...
Desconhecido
Mas você é mais à direita do que à esquerda, ou não?
Sim, mas isso como categoria não me encaixa em algo similar a ele, porque acho que ele está, do ponto de vista qualitativo, em outra categoria.
O Flávio Bolsonaro é um bandido da política.
Desconhecido
Descartada a possibilidade de apoiá-lo?
Descartada a possibilidade de eu apoiar qualquer pessoa que não eu.
Desconhecido
No segundo turno?
Eu estarei no segundo turno, eu só trabalho com essa possibilidade, eu estou com uma massa de milhares de pessoas, centenas de milhares de pessoas mobilizadas na minha campanha, e eu acho que isso vai fazer a diferença na hora certa.
- Contra
Sobre: firmar alianças com outros grupos políticos
Eu jamais vou trabalhar com a hipótese de eu me juntar a algum desses grupos políticos, porque eles são corruptos.
Na verdade, o meu grupo político é muito atacado dentro da direita, porque a gente não se submete.
Vou dar uma olhada na campanha do Zema.
Em grande medida, o Partido Novo foi tomado por esse espírito de, olha, vamos aqui dialogar com o bolsonarismo.
- Contra
Sobre: dialogar com o bolsonarismo
Não existe diálogo com o bolsonarismo.
Não se negocia com a sua cabeça dentro da boca de um tigre.
O bolsonarismo quer te devorar sempre.
Eles exigem apenas a submissão.
É igual o PT dentro da esquerda.
O PT também destrói qualquer alternativa dentro da esquerda.
E você não pode aceitar isso.
E acho que água mole, pedra dura, tanto bate até que fura.
Nós vamos furar essa resistência.
Desconhecido
Jato, o senhor... Pode ir lá, José.
Desconhecido
Por favor.
Desconhecido
Deixa o Bruno ir, vai lá, Bruno.
Desconhecido
Por favor, Bruno.
Desconhecido
Vou mudar de assunto.
Desconhecido
Nessa madrugada, até um pouco nessa disputa ali, Lula e Flávio, o senhor disputa um pouco do voto do Flávio nesse primeiro turno.
Desconhecido
O senhor fez acusações sérias com relação à campanha dele.
Desconhecido
O senhor disse que a campanha dele está recebendo recursos de um grupo no exterior, um grupo americano ligado ao vice-presidente, o J.D.
Desconhecido
Vance.
Desconhecido
E, enfim, comprovadas isso, você tem um crime eleitoral aí, você não pode ter candidatura financiada com recurso exterior.
Desconhecido
Minha pergunta é, o senhor tem provas dessas acusações?
Desconhecido
Eu queria que o senhor explicasse um pouquinho mais e saber se o senhor vai apresentar à justiça eleitoral e quando.
- A favor
Sobre: investigar financiamento de campanha por recursos estrangeiros
Eu tenho provas da relação do grupo que envolve o senhor Tales Gomes, que é um coach empresarial ligado ao Flávio Bolsonaro, uma espécie de um porta-voz desse grupo, que é um rapaz chamado Pedro Sangue, e outras pessoas, tanto com a Rockbridge nos Estados Unidos, com um sujeito chamado Ryan, esse nome todo mundo fica de olho nele, que é o operador político disso.
E esse grupo Rockbridge, para a pessoa entender, envolve empresários na área de tecnologia e alguns empresários estão agora, curiosamente, querendo investir em terras raras.
Um dos líderes do board deles, ele trabalha com o Terrazars, uma empresa chamada Vulcan.
E eles, naturalmente, estão se envolvendo com a campanha do Flávio porque eles veem tudo isso como uma oportunidade de fazer negócios.
Um desses rapazes, ele entrou na campanha do Flávio, ele trabalha dentro da campanha do Flávio, no comitê do Flávio.
- A favor
Sobre: investigar financiamento de campanha por recursos estrangeiros
Ele montou uma empresa recentemente, acho que essa empresa pode ser eventualmente alvo de algum escrutínio no momento certo por parte da justiça eleitoral, até porque eu duvido que haja dinheiro estrangeiro diretamente na campanha do Flávio.
Diretamente ninguém vai fazer isso.
- A favor
Sobre: investigar financiamento de campanha por recursos estrangeiros
Agora, indiretamente, é a coisa mais fácil do mundo.
- A favor
Sobre: investigar financiamento de campanha por recursos estrangeiros
Então, isso precisa ser investigado, porque sim, há esse trabalho.
Essa Rockbridge, ela buscou contato com candidatos brasileiros desde o meio para o fim do ano passado.
Tem esses contatos.
Esse grupo se define no Brasil como Rockbridge Brasil.
E o que eu estou falando aqui, inclusive o Thales Gomes, esse coach, ele já falou em entrevistas, ele já foi em podcast e falou que tem diálogos, porque ele é um sujeito meio pavão, ele quer ficar aparecendo.
E é aquela coisa, né?
O ego às vezes destrói as estratégias.
Desconhecido
Você vai apresentar isso no Tribunal Superior Eleitoral?
- A favor
Sobre: investigar financiamento de campanha por recursos estrangeiros
Primeiro eu vou apresentar para o jornalismo.
Eu acho que os jornalistas têm que fazer um trabalho, porque eu agora estou no meio de uma campanha e eu não tenho nem equipe, nem braço para fazer o trabalho jurídico de eu transformar isso em denúncia.
Eu acho que há um trabalho investigativo que o jornalismo tem que fazer, não só brasileiro, como internacional.
Porque isso aqui é um tema grave.
Eu estou falando aqui de recursos nacionais, recursos estratégicos do Brasil, estou falando das terras raras, que estão sendo alvos de negociações prévias por parte de uma campanha presidencial.
E não qualquer campanha presidencial, uma campanha que teve origem em reuniões em Mar-a-Lago, nos Estados Unidos.
O Flávio virou candidato no final do ano passado, num contexto de desconstrução da candidatura do Tarcísio e de um acordo que foi feito junto ao governo Trump.
Sim, há um interesse de lobby gigantesco por parte de grupos empresariais que atuam junto com o governo americano, a começar pelo próprio Joélice Batista, que quer investir nessa área no Brasil.
E essas pessoas estão tratando desses temas de maneira aberta dentro da campanha de um concorrente meu, que é vassalo do governo Trump.
Eu acho isso vergonhoso.
Desconhecido
O senhor acha que isso tem poder, inclusive, de caçar a chapa de Flávio Bolsonaro, essas denúncias?
Eu não sei.
Aí eu vou, assim, eu só saio entregando como brasileiro.
Mais do que um candidato.
Se não fosse candidato, eu estaria entregando também as informações que eu tenho para o jornalismo.
O jornalismo faz o trabalho deles.
- A favor
Sobre: anular candidaturas financiadas com recursos estrangeiros
O que eu creio, de fato, a venda, essa relação, vamos caçar a chapa.
Se ficar demonstrado que há dinheiro dessas pessoas interferindo em candidatura, sim.
Desconhecido
Perdoe a sinceridade, mas aí parece muito cômodo, né?
- Neutro
Desconhecido
Sobre: apoiar publicamente candidatos brasileiros por atores estrangeiros
Porque parece claro que o Trump tem uma preferência pelo Flávio Bolsonaro sobre qualquer outra alternativa.
- Neutro
Desconhecido
Sobre: financiar campanhas com recursos partidários
Agora, o PL... Pelo número de deputados que dispõe, ele tem a maior caixa registradora dessa campanha.
- Neutro
Desconhecido
Sobre: financiar campanhas com recursos partidários
Tem 44 milhões de reais para gastar, tem mais dinheiro até do que o que está à disposição do Lula.
- Ambíguo
Desconhecido
Sobre: receber financiamento estrangeiro para campanhas
Acha mesmo que ele pegaria dinheiro de fora?
- Neutro
Desconhecido
Sobre: apoiar publicamente candidatos brasileiros por atores estrangeiros
Uma coisa é dizer, olha, o Flávio Bolsonaro, o Trump tem interesse no Brasil, que são mais bem representados.
- Neutro
Desconhecido
Sobre: apoiar publicamente candidatos brasileiros por atores estrangeiros
pelo Flávio Bolsonaro do que por qualquer outro candidato.
- Contra
Desconhecido
Sobre: divulgar alegações de financiamento externo sem provas
Agora, dizer que tem dinheiro de fora, sem dar a evidência, sem mostrar a prova, aí não está beirando a fake news?
- A favor
Sobre: afirmar existência de financiamento estrangeiro a campanhas
Não, não está nada beirando a fake news.
- Neutro
Sobre: afirmar existência de financiamento estrangeiro por meio da Rockbridge
Eu estou falando de uma relação que existe, uma matéria agora do Guilherme Amado, eles mesmos confirmam que existe a relação com a Rockbridge.
- Neutro
Sobre: financiar campanhas políticas por meio da Rockbridge
É para você entender, Josias, a Rockbridge, a função dela nos Estados Unidos é financiar campanhas.
O que a Rocket Beat faz?
- Neutro
Sobre: criar super PACs para financiar campanhas
Ela foi uma espécie desses super packs que são montados nas eleições americanas com o fito de eleger candidatos dentro de uma determinada corrente.
- Neutro
Sobre: criar super PACs para financiar campanhas
Eles fizeram isso com o Jade Vance.
- Neutro
Sobre: realizar financiamento internacional de campanhas
Então, o propósito deles internacional é isso, é fazer negócios.
- A favor
Sobre: investigar financiamento estrangeiro a campanhas
Se botaram dinheiro na campanha do Flávio, ou em aliados do Flávio, ou montaram uma estrutura, aí tem que se investigar, Josias.
- Contra
Sobre: acusar alguém de produzir fake news sem evidências
Jogar, dizer que eu estou produzindo fake news, eu acho uma... vamos dizer, eu acho preguiçoso.
- A favor
Sobre: investigar financiamento estrangeiro a campanhas
Porque, na prática, tem que se investigar.
- A favor
Sobre: investigar financiamento estrangeiro a campanhas
Tem que se checar.
- Neutro
Sobre: afirmar existência de financiamento estrangeiro a campanhas
Os fatos estão aí e as partes admitiram que há.
- A favor
Sobre: investigar financiamento estrangeiro a campanhas pela justiça
Aí cabe não só o jornalismo, mas também a justiça.
Desconhecido
Falando em investigação, a gente começou aqui a nossa conversa falando sobre o Supremo Tribunal Federal e o senhor sempre tem falado bastante sobre esse caso.
- Neutro
Desconhecido
Sobre: investigar pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro
Investigação mesmo comprovada hoje, Flávio Bolsonaro, alvo da investigação, do pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro para o filme do pai dele.
Desconhecido
Como é que o senhor vê a complicação disso para Flávio Bolsonaro?
Eu acho, novamente, eu acho tudo muito maluco o momento que está passando.
- Neutro
Sobre: apurar implicações jurídicas de pedidos de dinheiro a empresários
Porque eu acho que ele traz graves problemas jurídicos com essa história.
- Neutro
Sobre: investigar troca de favores envolvendo políticos
Eu acho que andando investigações sobre isso, eu acho que o Flávio Bolsonaro tem implicações reais, como alguém que... Fez troca de favores.
A gente ainda tem que ver qual é a contrapartida.
- Neutro
Sobre: usar conversas vazadas como elemento de investigação
E acho que as conversas que vão vazar do Vorcaro podem trazer luz a isso.
Eu tenho uma desconfiança.
- Neutro
Sobre: investigar favorecimento de instituições por decretos de crédito consignado
Acho que são fatos que envolveram o governo do pai dele, especialmente naqueles decretos que envolviam crédito consignado, inclusive para benefícios sociais, que beneficiaram demais o produto que era de sexta e o Banco Master ali em 2022.
- A favor
Sobre: investigar pedido de dinheiro e chegar aos fatos
Mas acho que a investigação tem que andar e acho que eles têm que chegar nos fatos.
A questão é a implicação política.
A implicação política para as eleições... A gente tem que entender que tanto parte do bolsonarismo quanto parte do lulismo tem uma resiliência muito grande.
Não vai... Podem pegar o Flávio batendo na própria mãe, que a pessoa vai falar, mas ele bateu de maneira patriótica.
Mesma coisa com o Lula, com o próprio eleitor.
Então, uma parte desse eleitor, ele não vai ligar.
E eu acho que essa é a tônica do jogo.
Por mais que haja cobertura jornalística, por mais que os adversários, no meu caso, batam nisso, batam também no envolvimento do Lulinha com o Lula, o eleitor não dá muita bola, Fabio.
Não é que é todo eleitor.
Há um eleitor que dá bola.
Existe um eleitor antipetista que não é necessariamente bolsonarista.
Esse eleitor, qual a característica dele?
Ele está desengajado.
Para pegar o que o Josias havia colocado no começo da entrevista.
Ah, o Cury cresceu.
O Cury cresceu justamente nesse eleitor.
Um eleitor que está... Ele é não apenas despolitizado, ele é antipolítico.
Ele nem quer ver o comentário político e o Cury parece ser apenas um vovô simpático ali.
Aí como depois foi o drone, aí depois a pessoa... Opa, deixa eu sair fora que isso aqui não me parece muito adequado, mas... Esse eleitor em algum momento vai tomar uma decisão.
Será que a decisão dele vai ser baseada também nessas denúncias?
É a pergunta que todo mundo quer saber.
Porque se for, aí o Flávio perde.
Desconhecido
Só para voltar àquele ponto de que... Como se comportam os candidatos que poderiam ser alternativas aos polos?
Desconhecido
O eleitor que olha de lado, está buscando uma oportunidade para sair do Lula ou sair do Flávio Bolsonaro.
Desconhecido
Aí encontra a alternativa... Renan Santos, e começa a acompanhar.
- Neutro
Desconhecido
Sobre: investigar comportamento impróprio de ministros do STF
Hoje está o Supremo Tribunal Federal na Berlinda, virou vidraça em função do comportamento de alguns dos seus ministros, que se relacionaram de forma imprópria, para dizer o mínimo, com o Daniel Borcaro.
Desconhecido
Agora, lá atrás, em 2022, parece que a vitória do Lula foi influenciada... pelo fator democrático.
Desconhecido
As pessoas olharam para o Bolsonaro e falaram, bom, isso aqui é uma ameaça à própria democracia.
Desconhecido
E aí o Lula ganhou ali por uma pequeníssima margem.
- Contra
Desconhecido
Sobre: descumprir decisões do Supremo Tribunal Federal
E aí olha agora para o lado e vê o Renan Santos dizendo, se eu for eleito, algumas decisões do Supremo eu não vou cumprir.
Desconhecido
Eu sei o seu ponto de vista, você já expressou em outras entrevistas, sabatinas, mas eu queria entender, como é que pode não cumprir uma decisão do Supremo?
- Neutro
Desconhecido
Sobre: recorrer de decisões do STF em vez de descumpri-las
Porque pelo sistema democrático... pelo sistema lógico, quem discorda de uma decisão do Supremo vai recorrer.
Desconhecido
E um presidente vai dispor da AGU para fazer isso e tal.
- Contra
Desconhecido
Sobre: descumprir decisões do Supremo Tribunal Federal
Agora, simplesmente descumprir uma decisão judicial não seria um comportamento antidemocrático?
- A favor
Sobre: descumprir decisões do Supremo Tribunal Federal
Não, de maneira alguma.
- Neutro
Sobre: descumprir decisões do Supremo Tribunal Federal
Já houve descumprimentos anteriores.
- A favor
Sobre: não cumprir decisões judiciais consideradas ilegais
Há um julgado do próprio STF de 96 falando que decisão ilegal não se cumpre.
E eu não creio que nós estamos vivendo um regime democrático republicano normal.
- Neutro
Sobre: tratar decisões do STF como debates de força
O que nós estamos assistindo acontecer no STF, se alguém quiser levar essa discussão para qualquer campo jurídico, é apenas debate de força.
É apresentação de exércitos retóricos e jogos palacianos de conflito que não tem nada a ver com Estado Democrático Direito, República, Respública, não tem nada a ver.
- Neutro
Sobre: investigar supostos interesses econômicos e escândalos envolvendo ministros do STF
O STF vem se comportando de maneira anômala há muito tempo e essa anomalia vem se dando agora, nos últimos dois anos pelo menos, por conta de interesses econômicos de proteção deles, por conta do envolvimento dos ministros do STF em escândalos de corrupção e dos seus aliados na política.
- Contra
Sobre: submeter o país às decisões do STF
É isso que eles estão fazendo e a gente falar que o país tem que se submeter a isso é loucura.
- Contra
Sobre: submeter o país às decisões do STF
Eu não vou submeter o país a isso.
Desconhecido
Deixar de cumprir decisão judicial não seria adicionar anormalidade à anomalia?
- A favor
Sobre: não cumprir decisões judiciais ilegais
Não, porque se eu cumprir uma decisão ilegal, eu também estou entrando nesse jogo.
Desconhecido
E quem vai decidir se é ilegal ou não a decisão?
A lei, a constituição e, vou dar um exemplo, o presidente da república.
É que eu não estou falando aqui, a gente está pegando uma fala minha no podcast, aí deram um salto lá na Globo News e agora vamos pegar a fala original.
Eu falei, olha, estou no meio de uma operação, numa favela no Rio de Janeiro.
Estou libertando as pessoas que estão naquela favela.
Aí sempre vem aquela objeção.
Ah, mas vem um achandão e vai dar uma canetada.
- A favor
Sobre: não cumprir decisões judiciais monocráticas que interrompam operações policiais
Se eu estou no meio de uma operação delicada, com polícia atuando, polícia federal atuando, e vem uma decisão mandando parar, decisão ilegal não se cumpre.
Se eu estou cumprindo todos os requisitos constitucionais e as prerrogativas de um presidente da república em fazer esse ato, eu não vou botar as pessoas em risco, a polícia em risco, por conta de uma decisão monocrática.
Não vou.
E como é que se faz isso?
- A favor
Sobre: consultar a AGU sobre a legalidade de decisões judiciais
Você consulta a AGU.
Olha, AGU, essa decisão está correta?
Não, não está.
Ah, então vou botar as pessoas em risco?
Desconhecido
Não, não vou botar.
Até porque, deixa eu explicar, Fabrício, uma coisa que precisa ficar clara aqui.
- Contra
Sobre: reconhecer a legitimidade de ministros do STF
Eu não vejo legitimidade no Alexandre de Moraes e no Dias Toffoli.
Pra mim eles são não-ministros.
Pra mim eles não tinham que estar na STF.
Pra mim a presença deles é anômala.
A gente vai ficar fingindo normalidade.
- A favor
Sobre: investigar supostos recebimentos e uso de inquéritos por ministros do STF
Ó, tem esses ministros bandidos aqui que fazem negócio, estão recebendo dinheiro, que estão usando inquéritos como instrumentos de barganha.
e eu vou ficar... Eu não vou aceitar.
- Contra
Sobre: tratar decisões de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes como aceitáveis
Se eu ganhar a eleição, eu não vou tratar uma decisão que vem do Dias Toffoli e do Alexandre como aceitáveis.
Desconhecido
Fez o candidato interessante.
Desconhecido
Vamos pegar, já que o senhor colocou esse exemplo aí de uma operação na favela, vamos pegar uma decisão agora.
Desconhecido
Mendonça afasta o diretor-geral da... Polícia Federal.
Desconhecido
Caso o senhor fosse presidente no lugar do Lula, o senhor ia cumprir ou não?
Desconhecido
Ia falar, não, o meu diretor da Polícia Federal vai ficar.
Cada caso é um caso.
- A favor
Sobre: cumprir afastamentos de diretores da Polícia Federal quando investigação apontar corrupção
Nesse caso, o André Rodrigues está envolvido nesse escândalo de corrupção e a investigação, ela pega isso, você vai cumprir.
Agora, não tem nada a ver.
- Contra
Sobre: aceitar decisões políticas de ministros que visem derrubar nomeados sem provas
Se é uma pessoa nomeada, ela está cumprindo constitucionalmente o seu dever, e se ao mesmo tempo ela não está envolvida em escândalo de corrupção, e vai uma decisão eventualmente política do ministro para não derrubar, para derrubar ele, porque sim, aí não se aceita.
Porque o que nós não podemos permitir, novamente, é esse jogo palaciano de poder que cruza as linhas da institucionalidade.
Alguém está cruzando a linha da institucionalidade.
Hoje o STF está cruzando essas linhas.
Hoje a política que participa dos mesmos escândalos, das mesmas orgias com os membros do STF, participam disso.
Se a gente ficar... tratando em termos estritamente institucionais o que está acontecendo através de agentes que não são institucionais, a gente vai entrar na loucura.
Que é a loucura de fingir que uma decisão que vem do Alexandre de Moraes hoje é institucional.
Que ela tem rigor formal, que ela está obedecendo a pirâmide do Hans Kelsen.
Não tem nada a ver.
Isso é só jogo de poder.
Isso aqui é uma orgia institucional que eles estão fazendo.
- A favor
Sobre: quebrar domínio político-institucional do STF
E alguém vai ter que quebrar isso.
Desconhecido
Isso precisa ser quebrado.
- A favor
Desconhecido
Sobre: descumprir decisões judiciais que prejudiquem operações policiais
Para situar a questão no âmbito em que você a colocou, estou fazendo uma operação numa favela e aí vem uma ordem, tem que interromper, simplesmente não cumpre.
- Neutro
Desconhecido
Sobre: decretar estado de defesa em territórios controlados por organizações criminosas
Em relação a ambientes de periferia, combate ao crime organizado, também as suas propostas são controversas, você disse que tem que haver... Um regime de exceção, estado de defesa permanente em territórios controlados por organizações criminosas.
- Neutro
Desconhecido
Sobre: usar força letal contra criminosos
E já disse também que o sangue tem que jorrar, e tem que jorrar do lado certo, que é o lado da bandidagem.
- A favor
Desconhecido
Sobre: combater o crime organizado dentro do Estado de Direito
Agora, o Estado representa o oposto da bandidagem.
Desconhecido
O Estado tem que combater o crime organizado, os bandidos, com todo rigor.
Desconhecido
Agora, dentro do Estado democrático de direito, dentro das regras.
Desconhecido
E não chegar para jorrar sangue.
Desconhecido
Jorrar sangue é uma alternativa dependendo da situação que se coloque.
Desconhecido
Agora, o Estado não vai para a favela para derramar sangue.
- Ambíguo
Desconhecido
Sobre: usar força letal contra criminosos
Então, eu quero lhe perguntar, esse regime de exceção, se houver uma ordem judicial para bloquear alguma operação que esteja recorrendo a esse tipo de regime, não previsto na legislação nacional.
- Contra
Desconhecido
Sobre: usar força letal indiscriminadamente em favelas
Você simplesmente não cumpriria?
- A favor
Sobre: decretar estado de defesa previsto na Constituição
Desculpa, Josias, o estado de defesa é previsto na Constituição.
para corrigir uma imprecisão que você colocou.
- Contra
Sobre: decretar estado de defesa permanente
Não existe o estado de defesa permanente.
- Contra
Sobre: validar estado de defesa por mais de 60 dias
Ele é validado para no máximo 60 dias.
Então ele não é permanente.
Ele tem que ser usado pontualmente.
- A favor
Sobre: decretar estado de defesa localmente em áreas específicas
E eu ainda vou colocar para você, como eu sou acima de tudo um democrata, eu vou fazer apenas localmente, pontualmente, não colocar o país inteiro em estado de defesa.
- A favor
Sobre: decretar estado de defesa localmente em áreas específicas
Nós vamos pontualmente, ó, nesta operação que nós precisamos fazer, neste conjunto de cidades, nesses nódulos em que o Comando Vermelho e o PCC estão atuando, nós vamos colocar eles em estado de defesa.
- A favor
Sobre: usar a GLO (Garantia da Lei e da Ordem) quando apropriado
Se não é necessário estado de defesa, vai na GLO, que são estados que eles, por excelência, não são permanentes.
- Contra
Sobre: manter o país inteiro em estado de defesa
E nem devem ser, porque se você manter o país inteiro em estado de defesa, você não consegue, por exemplo, passar reformas.
Você não consegue passar nada no Congresso que altere os outros problemas, as outras guerras que a gente tem que enfrentar, que são as guerras na área econômica, a guerra contra a impunidade, que é o tema central para o Brasil.
- A favor
Sobre: usar força letal contra criminosos
Agora, voltando pra esse tema, quando eu falo do sangue do bandido que vai jorrar, eu repito isso.
Se o bandido quiser se entregar, e nós não precisamos de nenhum sangue, ele se entrega.
Agora, é da natureza de uma organização que sequer é paramilitar, que ela é militar, militarizada, treinada, tá usando drones, um combate.
- A favor
Sobre: promover rendição de organizações criminosas
Se o Comando Vermelho quiser se entregar, eu posso, no meu primeiro dia da presidência, por favor, se entreguem.
Desconhecido
Você é a favor da pena de morte?
Desconhecido
O senhor fala bastante sobre essa história de matar os bandidos.
Desconhecido
O senhor é a favor da pena de morte?
Desconhecido
Pessoalmente, sou.
Desconhecido
Colocaria isso em discussão no Brasil?
- Contra
Sobre: implementar pena de morte
Não no início do meu mandato.
- Contra
Sobre: implementar pena de morte
Nos quatro anos de mandato, acho que é uma discussão que não é possível, porque você precisaria ter uma nova Constituição.
Se quer uma PEC, é uma nova Constituição.
- Contra
Sobre: implementar pena de morte
E eu acho que eu consigo derrotar o crime organizado sem precisar disso.
Agora, principiologicamente falando, eu acho que certas pessoas que cometem atrocidades, elas não têm lugar.
Eu vou ficar tentando recuperar elas.
Eu acho que são pessoas que não cabem no espaço civilizado.
E é uma discussão, ao meu ver.
Que ela foi trazida sequer por mim.
Eu não sou uma liderança política oriunda do meio policial.
Eu não sou.
Agora, a população, quando eu rodei o Brasil, me pedia, Renan, pelo amor de Deus, faça alguma coisa.
Mata esses caras.
E especialmente as pessoas mais pobres estão preocupadas com isso.
Isso é bem nítido.
São as pessoas que mais sofrem com esse tema.
E as pessoas estão criando respostas muito duras.
E essas pessoas querem essas respostas.
E a gente precisa dessas respostas.
- A favor
Sobre: combater o crime organizado com políticas de segurança intensas
Tanto que eu considero que a guerra contra o crime organizado é a grande resposta que um líder político pode dar ao Brasil.
para o problema de polarização no Brasil, que ele tem ganhando vários contornos.
Um dos elementos da polarização que a gente tem não é a direita e a esquerda, é a polarização regional.
É uma polarização de classe que existe no Brasil.
Você vai com a pessoa mais pobre que você encontrar na ilha do Marajó, como eu encontrei em Melgaço, ou um morador lá da Serra Gaúcha.
Todo mundo está preocupado com o mesmo problema.
Esse problema da segurança pública unifica o Brasil em uma causa comum.
Eu acho isso importante.
Desconhecido
Renan, é interessante que você acabou de dizer no começo da entrevista que você é um fofo.
Desconhecido
Você viu agora.
Desconhecido
Que você é um fofo.
- Neutro
Desconhecido
Sobre: instituir prisão perpétua
No entanto, o seu programa de governo e até mesmo as suas declarações, como essa que o senhor acabou de dar, que é a favor da pena de morte... elas são bastante extremas e vão num caminho muito diferente do que o Brasil está acostumado e que ele vive, o dia a dia do brasileiro como um todo.
Desconhecido
No seu projeto de governo, no seu plano de governo registrado lá no Tribunal Superior Eleitoral, está lá a prisão perpétua, isso sim o senhor defende e coloca, o fim das cotas para os negros, fim da CLT e da Justiça do Trabalho, tem também a bomba atômica, a proibição do funk nas escolas, o fim da autonomia das universidades.
Desconhecido
O senhor tem falado a respeito disso também.
Desconhecido
O senhor se considera um radical?
Não, eu me considero uma pessoa sensata.
Não tem nada de radical em nada disso que você colocou.
Absolutamente nada de radical.
Qual dessas propostas é radical?
Fala uma radical.
Desconhecido
O eleitor que pode decidir.
Desconhecido
Não, o eleitor, perfeito.
Desconhecido
Mas o senhor concorda que o senhor traz um projeto de país absolutamente diferente do que o brasileiro está acostumado ou não?
Talvez, e isso é uma boa notícia, né?
Me parece que o Brasil também não está muito feliz com o Estado.
Desconhecido
Mas por que o eleitor não está te escolhendo, então?
Porque ele ainda não me conhece.
Não apenas não me conhece, como há um processo hoje, e essa eleição era marcada por isso, de isolamento de novas alternativas por conta da normativa do TSE, que impede os algoritmos de funcionar nessas eleições.
Novos ingressantes têm uma gravíssima, uma terrível dificuldade em se comunicar por conta dessa resolução TSE.
O que essa resolução TSE faz?
Ela impede que um algoritmo que... recomende conteúdo, fure a bolha daquele determinado candidato.
Quem consegue quebrar essa bolha ou furar essa bolha hoje?
Quem tem dinheiro para fazer impulsionamento.
Então o que foi feito foi uma reserva de mercado.
Tanto que isso ajuda a explicar inclusive a natureza dessa eleição agora.
Então é uma eleição que ela está, ela embolha novidades e permite quem já está estabelecido tenha dinheiro, espaço de TV e aí faça seus impulsionamentos.
Então isso é problemático, mas eu acho que a atenção do eleitor ao período eleitoral vai aumentar.
E aí isso vai permitir que a pessoa conheça.
- Neutro
Sobre: desindexar benefícios sociais e previdenciários
Diretor, no seu plano de governo, na parte econômica, quando o senhor vai falar das suas propostas para ajuste fiscal, o senhor fala em desindexar o BPC, a aposentadoria, do aumento do salário mínimo acima da inflação.
Desconhecido
Na semana passada, o Caiado estava aqui e ele estava falando das propostas dele para a contenção das despesas.
- Neutro
Desconhecido
Sobre: realizar ajuste fiscal incidindo sobre os mais pobres
e quando ele foi perguntar disso, ele... recusou esse tipo de alternativa, dizendo que o ajuste não podia ser feito em cima dos mais pobres.
Desconhecido
É isso que o senhor defende?
Desconhecido
Conter o crescimento de despesas em cima dos mais pobres?
Desconhecido
Não, porque não é.
- Contra
Sobre: vincular reajuste de aposentadorias e benefícios ao salário mínimo
Não é. O BPC e o salário mínimo, você aumentar a aposentadoria com base no salário mínimo, não torna as pessoas que recebem esses benefícios... mais capazes de comprar coisas, porque o efeito contrário que isso gera é um efeito de aumento nos gastos nas contas públicas.
- Contra
Sobre: vincular reajuste de aposentadorias e benefícios ao salário mínimo
descontrolado, isso aumenta a trajetória dos juros, aumenta a relação dívida PIB, isso faz com que o dinheiro fique mais caro, que é o famoso dá com uma mão e tira com a outra.
- Contra
Sobre: vincular reajuste de aposentadorias e benefícios ao salário mínimo
No fim do dia, a pessoa pode até achar, nossa, minha aposentadoria foi reajustada de acordo com o salário mínimo.
- Contra
Sobre: vincular reajuste de aposentadorias e benefícios ao salário mínimo
Tá, mas o produto na gôndola vai estar mais caro.
- Contra
Sobre: vincular reajuste de aposentadorias e benefícios ao salário mínimo
Esse descontrole tem uma consequência que impacta a vida das pessoas.
- Contra
Sobre: vincular reajuste de aposentadorias e benefícios ao salário mínimo
Porque senão a gente acaba entrando naquela discussão da Samara, da UPE, não, é só não pagar a dívida e aumentar o salário mínimo.
- Contra
Sobre: vincular reajuste de aposentadorias e benefícios ao salário mínimo
Não é. Não é, as coisas não são tão simples assim.
- A favor
Sobre: desvincular os pisos de gastos da saúde e da educação do salário mínimo
Então, as desindexações e a desvinculação, pra já entrar num outro assunto que os outros candidatos não querem falar, a desvinculação do piso da saúde e da educação vão permitir que haja um controle de contas públicas e uma maior capacidade do governo de propor seu orçamento.
- A favor
Sobre: desvincular os pisos de gastos da saúde e da educação do salário mínimo
aumentar a capacidade de investimento, isso aumenta a riqueza geral, e aumentando a riqueza geral você aumenta o poder de compra.
- A favor
Sobre: eliminar gatilhos automáticos de reajuste baseados no salário mínimo
E outra, a gente está falando, por exemplo, nessa desindexação, em que você não vai ter o gatilho automático.
- A favor
Sobre: reajustar aposentadorias e benefícios pela inflação (índice de preços) em vez de vinculá‑los ao salário mínimo
Ou seja, todas as aposentadorias vão ser reajustadas, de acordo com o PCA com a inflação, que é como acontece no mundo inteiro.
- A favor
Sobre: reajustar aposentadorias e benefícios pela inflação (índice de preços) em vez de vinculá‑los ao salário mínimo
Todas as boas experiências de gestão pública são assim.
Perfeito.
- A favor
Sobre: permitir aumento real discricionário do salário mínimo em anos de crescimento econômico
Agora, se um presidente viu que estava havendo crescimento econômico, o presidente vai e dá um aumento real.
- A favor
Sobre: permitir aumento real discricionário do salário mínimo em anos de crescimento econômico
Ele é permitido essa liberalidade?
- Neutro
Sobre: estimular crescimento do PIB por políticas econômicas pró‑crescimento
Ou seja, fiz o Brasil crescer 5% o PIB nesse ano.
- A favor
Sobre: permitir aumento real discricionário do salário mínimo em anos de crescimento econômico
Deu um aumento no orçamento para o ano seguinte?
- A favor
Sobre: permitir aumento real discricionário do salário mínimo em anos de crescimento econômico
Além do reajuste, deu um aumento.
Classificação por IA a partir da transcrição do vídeo público. Veja a Metodologia